sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanços

Não faço balanços de fim de ano.
Já fiz, mas concluí que...apenas serviram para recordar situações menos boas, deve ser tendência normal, insitirmos no que nos fez sofrer, das pessoas que nos magoaram, nos momentos mais pesados ou nos dias menos coloridos.
Quero acreditar que o que passou, passou!
os momentos bons não carecem de reflexão porque estão sempre presentes, os menos bons quero deixá-los lá no ano que passou...
Este será o último post de 2011.
E é meu propósito desejar-vos tudo, mas tudo de bom.
Vem aí um ano novo, aproveitem isso e sejam cada dia mais felizes, vivam um dia de cada vez, dêm o vosso melhor enquanto profissionais, mães, pais, tios, tias, madrinhas, amigos, amigas, namorados, namoradas, em tudo!
Obrigada por estarem aí, não me canso de escrever que é muito bom saber-vos...aí!
Um bom ano!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sou lider...

(imagem da net)

...da minha vida.
Tenho objectivos, metas, sonhos até.
Tenho esperança, tento ter sempre pensamento positivo talvez porque acredite na máxima de que depois de um dia de tempestade vem outro cheio de raios de sol.
Tenho defeitos que conheço e outros que possivelmente desconheça.
Tenho algumas certezas, uma delas é que a consciência que me acompanha é incrivelmente limpa, e sabendo-me nesta certeza sei que não sou nenhuma super-mulher porque não uso capas, não uso máscaras.
Permito-me dar passos nisto que é a minha vida.
Permito-me tentar dar um para a frente e descobrir que afinal dei dois para trás, mas acima de tudo permito-me tentar, dar e...avançar, numa velocidade pequena para que não me volte a magoar, para que não volte a errar, para que não volte a cair.
Aprendi esta técnica dos passos depois de viver anos de forma estupidamente cobarde. Tinha medo. Muito medo. A minha segurança estava em ficar ali, parada, talvez à espera que aparecesse algum ovni e me desse luz.
Tal como numa peça de teatro há os actores mais inexperientes e receosos que optam por ficar mais resguardados por detrás da cortina ou até sentados na plateia, têm um dia que ganhar coragem e subir ao palco e serem actores principais. Têm o direito de serem vistos, têm o direito de brilhar!
Tal como considero o perdão um ato de força e mérito, considero a mentira uma arte! Quem vive nela, na mentira, é um verdadeiro artista!
Talvez por isso considere as palavras tão poderosas, afinal são bonitas quando ditas com coração e cruéis quando ditas com a razão.
E quando a razão fala alto....



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Eu sou (muito mais) Eu!

(imagem da net)

Nesta época quase a acabar de Natal é normal existir um certo consumismo.
Também o faço, andei a “namorar” um vestido uns tempos e não nego que quando o fui buscar me senti bem, mas não saí de lá com nenhuma coroa na cabeça, não fiquei dona do mundo, não me senti nem sinto mais importante por ter algo que, por acaso, é muita giro! 
Shame on me please...
Mas o que quero dizer é que conheço pessoas que só ligam mesmo ao consumismo, onde idealizam na cabeça delas próprias que o simples ato de comprar e ter é sinónimo de poder, de realização pessoal, que ainda lhes dá o direito de semear olhares e atitudes de superioridade.
Esta semana perguntaram-me se tinha recebido muitas prendas no Natal.
Não respondi mas mostrei isto.
Riram-se e de seguida informaram e mostraram a tecnologia de ponta que tinham recebido!
Muito à frente...muito à frente...
Fiquei feliz, claro que sim, é bom ver um alguém que anda sempre triste feliz, nem que seja por um minuto durante o dia.
Obviamente que o que mostrei nem foi visto, e como tal horas depois pediram para que mostrasse o meu singelo presente.
Quando leram desabafaram “tens razão, nunca recebi uma prenda dessas”.
Curiosamente eu também nunca recebi uma prenda daquelas que tinham mostrado, mas para além de não precisar daquilo para nada na minha vida posso afirmar com muito orgulho que aquele post-it com erros, torto e tal não é único porque, lá está....tenho tantos!
Precisamos do que nos faz felizes, e para sermos felizes precisamos de afeto, atenção, amor, tudo o que ainda não tem preço!
E isso, o que me faz feliz, tenho às carradas felizmente!
Tenho para dar e tenho recebido.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Para ti eterna amiga

Estupidez a minha, vir aqui escrever, se já não me lês.
Mas vinhas!
Dizias que escrevia muito bem, e que "eu" era a tua companhia nessa solidão em que vivias.
Mas é que...quero pedir-te desculpa.
Por ter adiado esse café.
Por ter adiado visitar-te, agora que moravas pertinho.
Por não te ter apresentado as minhas pequenas.
Por não ter dado atenção ao que escreveste...escreveste que sentias que ias morrer, que não querias ir ao hospital porque sentias que a tua vida estava por um fio.
E eu? O que fiz?
Limitei-me a ralhar contigo, para que fosses rapidamente para o hospital.
Não fiz nada.
Nada.
Não me perdoo, não consigo.
Descansa agora amiga.
Desculpa...

Da pequena-maior

-Olha mãe nem penses que vou cortar o cabelo!
-É só as pontinhas, não é muito.
-Não, não, não. Esquece tá?
-Mas já não tínhamos combinado isso?
-Tínhamos mas hoje disseram-me que eu estava muito parecida contigo e se corto o cabelo já não estou.

Da pequena-mais-pequena

Enquanto passava a ferro ouvia a pequena-mais-pequena soltar uns graves e agudos ou algo parecido.
Pensei que estivesse a chorar já que ela estava no quarto.
Fui ter com ela, perguntei-lhe se estava a chorar, ao que responde:
-Não mãin, tô a cantái!

Sinceramente Autora, não se via logo que estava cantar?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A melhor prenda

(Imagem da Autora)

Escrito num pequeno post-it...
Com um erro ortográfico...
Está torto....
Foi escrito pela pequena-maior, escondida de mim para que não visse, num jogo fantástico do faz-de-conta-que-não-estou-a-ver quando passava por ela.
Vinha embrulhado num pequeno envelope com desenhos de corações, assinado por ela.
Deu-me na noite de Natal quando chegamos a casa, já cansada que estava de tanta brincadeira e agitação, queria dar em segredo, era a prenda dela para mim.
Disse que não sabia se era assim que se escrevia amo-te, estava confusa, seria com "o" ou com "u"?
Chamou a irmã para que também desse a prenda, numa mão agarrava a mão da irmã e na outra segurava o embrulho.
Foi a melhor prenda que podia ter recebido.
É a melhor prenda que posso ter diariamente.
São elas que dão resposta a perguntas que faço naquelas dias menos fáceis em que me questiono de tantas dúvidas e receios, naqueles momentos em que insisto em duvidar no que poderia ser de melhor para elas, em que basta olhar para elas mesmo enquanto dormem para saber que sim, está tudo bem! Sim vai correr tudo bem! São elas que arrancam de mim tantos “Sim´s”, tantas certezas, tanta paz interior.
Paz interior...
São elas que me tornam a cada instante uma mãe cada vez mais deliciada, mais rendida ao amor incondicional, aquele que não tem começo nem fim, não tem espaço nem tempo, não tem restrições, não tem definição.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quando se é pai/mãe

Deve ser-se de alma.
Não se aprende.
Não se tira nenhum curso nisto de se ser mãe ou pai ou qualquer outro parentesco que tenha, só e apenas a ver com...educar, ensinar, dar proteção, dar amor, dar carinho, dar compreensão, dar a vida...
Não é necessário andar sempre a massacrar as crianças com abraços e beijos e mimos e declarações de amor e fidelidade, elas precisam sim da presença insistente, de saberem que ao fim do dia estão com o que sentem ser o seu porto seguro.
Eu sei, hoje é dia de Natal!
Talvez por isso faça sentido dizer, escrever, que as crianças não devem ser um depósito de frustrações de pessoas que, sendo adultas, deveriam aproveitar esse facto para se irem educando também, com alegria, brilho nos olhos, sorrisos, esperança até.
Mas esse termo esperança ainda é muito desconhecido por tanta gente...
A noite de Natal foi muito bonita. As pequenas fizeram uma peça de teatro, dançaram, cantaram, dormiram felizes.
Eu fico feliz ao vê-la felizes, claro que sim, porque eu aproveito o que tenho de melhor na vida.
Os meus amigos.
A minha família.
As minhas filhas.
Não nego que o que pedi para este natal foi apenas...força!
E não é que a recebi?
Só que tive uma surpresa....é que ao desembrulhar esta prenda vinham outras, todas juntinhas.
A força vinha em grande plano, depois saiu a insistente alegria e....aproveitei e decidi que, vou ali ser feliz!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A todos

(imagem daqui)

Os seguidores dos meus sonhos escritos a quem chamo carinhosamente pachorrentos.
Aos que vêm aqui parar ao acaso e vão sem deixar rasto.
Aos que vêm aqui parar ao acaso e têm a teimosia em voltar. 
Aos que vêm porque conhecem o caminho.
Obrigada, de coração, por estarem aí, são uma das melhores prendas que posso receber diariamente!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Esse, o coração...

(imagem da net)

...é o escritor da nossa vida, nunca tem ponto final, há sempre algo mais a acrescentar para que possa ser lido mais e mais a cada dia.
...é indefeso mas tem sempre razão, é verdadeiro.
...é ousado quando se afirma.
...é atrevido quando decide arriscar.
...é umas vezes amigo e outras inimigo da razão, mas ele tem sempre razão.
...é teimoso, insistente.
...é grande, leva sempre mais e mais.
...é um filtro, o que é secundário manda esquecer ou passar para superficial, em contrapartida o que é forte é reinventado.
...é uma bússola, conhece o caminho.
...é a voz que está dentro de nós e nos faz sentir grandes, poderosos. Quando não podemos ou sabemos verbalizar ele tem um aliado que fala em silêncio, os olhos....que não mentem...
...é muitas vezes questionado mas não pode ser ignorado.
...não deve dar lugar ao nascimento de pedras, deve dar lugar a espaço, a momentos simples mas marcantes para que ele possa, de novo, escrever o seu livro inacabado, reinventar a sua história, e ter presente esse caminho quando tudo parece cheio de condicionalismos.
...é uma estrada...mas, e se ele se perder?
Não perde, ele acredita na estrada. Mas, e se existirem várias viagens?
Só demonstra que se reinventa, até que chega o momento da viagem certa, a derradeira, a única.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Lá por casa somos 3 a crescer

(imagem da net)

Quando não sou só mãe sou amiga delas.
Umas vezes coloco-me na pele delas e sou pior que as duas juntas, outras tenho que impor autoridade e educação, com represálias pelo meio sempre que se justifique.
Em casa tento sempre fazer algo diferente que as estimule e nos possibilite divertir ao mesmo tempo.
Há os dias da “risada e palhaçada” onde só vale rir!
A regra deste jogo é só uma: Rir!
Depois há os dias das histórias.
Elas vão buscar a história que querem e depois de lidas são elas que me contam histórias.
Escuso dizer que quando é a pequena-mais-pequena a contar passamos à actividade “risada e palhaçada” sem dar conta, no meio do seu bebelês-português-a-fugir-para-o-chinês.
Recentemente a pequena-maior mostra-me uma carta que ela própria tinha escrito.
Eu estava distraída a arrumar umas coisas, abri a carta com alguma pressa e ela ficou à minha frente e pediu para ler em voz alta.
Era uma carta à mana que “está no céu”.
Ela insistiu que lesse...
Assim fiz, com um aperto enorme para manter alguma “postura” já que, confesso, fiquei incrédula.
Perguntei-lhe se ela tinha escrito a carta sozinha, e mostrou-me que sim quando foi buscar uma folha de rascunho, cheia de rabiscos e emendas.
Queria enviar a carta para o céu para desejar um feliz natal à irmã...
Sentámos no chão, disse-lhe que íamos jogar a um jogo novo, era um jogo para os mais crescidos mas que ela já podia jogar, e que se chamava “jogo da verdade”. Ela perguntava e eu respondia como no mundo dos mais crescidos se responde.
De olhos muito abertos ficou a olhar para mim muito interessada.
Expliquei-lhe que não podiamos enviar a carta porque não há correios no céu, e que a mana dela está no céu mas é um céu diferente, é o céu do pensamento dela e por isso está sempre presente.
Perguntou-me quando é que a mana voltava.
Disse-lhe que a mana não volta porque quando se morre não se pode voltar a viver, dei o exemplo da tartaruga “borboleta”, que tinha morrido e não tinha voltado mais.
Disse-lhe que ela faz bem em escrever cartas, mesmo que não sejam enviadas para o céu, ao que ela responde “sempre que tiver saudades vou escrever mãe”.
Observei-a e colocou a carta junto das coisinhas dela.
A morte é uma certeza de todos nós, e mesmo assim nunca estamos preparados para perder alguém.
Explicar a morte a uma criança não é tarefa fácil, mas torna-se menos difícil se não mentirmos, se soubermos acalmar e ouvir, até porque as crianças também sentem saudades, dúvidas, e se forem enganadas sofrem muito mais, ficam à espera do regresso de algo que...não volta.
A forma como se diz é muito importante, principalmente porque vai aprender a viver com essa realidade.
E a vida também é isso...aprender...
Todos os dias são um novo dia cheios de novos desafios nesta missão “ser mãe”.
Partilhar o crescimento delas é o que me move, e não duvido que estou à altura deste maior desafio.
Nunca se tem certeza se é o melhor, muitas dúvidas ficam, mas sinto que faço o meu melhor diariamente, e se hoje as dúvidas insistirem sei que amanhã farei melhor.
Sei...logo faço!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que pequena sou...que pequena me sinto

(imagem da net)

Nos últimos 5 dias de internamento da minha pequena-maior conheci uma mãe-coragem e uma menina-guerreira.
A empatia entre nós as quatro foi à primeira vista, dentro do difícil que foram aqueles dias, foram momentos de cumplicidade entre as pequenas que brincavam na cama uma da outra mesmo com as enfremeiras a resmungarem, eu e aquela mãe-coragem fazíamos “turnos” para o banho ou refeições, e quando podíamos iamos juntas ao bar, tomar café ou conversar um bocadinho.
Quando a minha pequena-maior teve alta elas ficaram. Temos mantido o contacto. Com a mãe por telemóvel, e com a menina-guerreira tenho falado através de chat. Com os seus 10 anos dá-me a conhecer as novidades que vai vivendo, os medos que sente, as vitórias que vai conquistando...
Hoje encontramo-nos no hospital. A minha pequena-maior foi a uma consulta de rotina e estive com elas.
Fiquei feliz de as rever, mas confesso que fiquei muito triste também.
Há situações que não deveriam ser permitidas.
Há condições que deveriam ser impostas nesta lei da vida, ou da natureza, ou o que queiram interpretar.
Mas isto não é justo.
Elas iam hoje para casa...passar o Natal e comemorar o novo ano que se aproxima.
Elas estavam felizes, iam para casa!
Tentei parecer feliz, juro que tentei, mas não consegui disfarçar o aperto que senti, a raiva, a revolta...
Queria tanto vê-la bem...
Despediu-se de mim a sorrir “não estou no facebook logo à noite, estou no avião, mas amanhã falamos quando estiver em casa”. Devolvi o sorriso, dei-lhe um abraço apertadinho, e saí...a fugir de pânico que me visse chorar.
Merda para isto.
Depois, e não tem nada a ver, mas até tem...oiço queixumes de várias partes, de várias pessoas.
Que a vida tá difícil.
Que o subsidio de Natal foi cortado.
Que os combustíveis estão caros.
Que o Iva vai aumentar.

Sinceramente...não quero saber, não me importo com nada que seja material, até digo mais...puta que pariu o dinheiro, os materiais, as “coisas”.
Devemos TODOS agradecer por ter saúde, isso sim é que importa.
Não é justo.
Não deveria ser permitido nenhuma criança sofrer, passar por tudo isto...não mesmo.
Que pequena me sinto...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Aos olhos dos outros

Sou decidida.
Não tenho receios.
Estou sempre bem-disposta.
Pensam que sou de ferro, que tudo suporto, tudo aguento, tudo resolvo...
Se calhar pensam bem, até têm razão, afinal também não tenho alternativa.
Há vidas que dependem de mim, a minha também!
Mas esquecem-se de um pequeno pormenor com a importãncia que vale o que vale é que há situações que me fazem questionar, que tenho receios, medos e dúvidas no meio de certezas que possa ter também, que sou pensativa e consciente do que me rodeia, que também me sinto triste, que também preciso de sorrisos sem nada em troca, que também preciso de ouvir que vai correr tudo bem, que também preciso de um abraço que irradie força e energia, que também preciso de alimentar a auto-confiança que me faça não desistir de mim, que também preciso de um ombro nem que seja só para descansar as ideias.
Entendo que não saibam isto, afinal só dou, dou, dou...tudo de mim!
Esquecem-se que até esse, o ferro, pode enferrujar.
Neste momento gostava de me ver do modo como me vêm.
Era só um bocadinho, o tempo suficiente que me permitisse não quebrar, ou então queria dormir uns diazinhos e acordar em 2012.
Não sei qual das duas é melhor.
Ver-me com lentes alheias corria o risco de me ver um bocado distorcida da realidade, quanto ao desligar-me do mundo por uns dias consigo imaginar-me dentro de uma conchinha, mas tinha o inconveniente de não ver o sol.
Sendo assim vou ali, enfrentar a vida de frente...as usual.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O que eu gosto mesmo...

...e tenho muita paciência, é mesmo de pessoas portadoras do feitio "nunca tenho culpa".
Este tipo de pessoas, as vítimas, são mal aproveitadas para a profissão que exercem.
Deveriam ser todos actores, assim tinham quase como garantido que tinham plateia, espectadores, aplausos até!
Gosto mesmo muito, principalmente quando nunca estão presentes na vida de quem deveriam nunca estar ausentes.
Gosto mesmo muito, também, quando conseguem mentir anos e anos e ao serem descobertos fazem cara de vítima.
Gosto mesmo muito, também, quando se esquecem de algo que supostamente nunca poderia ser esquecido e eis que respondem "a culpa não foi minha".
Gosto, sério que gosto.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os Tugas e o Sexo

(imagem da net)

Ora aí está uma notícia que e na minha opinião fica aquém de ser notícia já que considero que até os jornalistas devem ter direito a mostrar trabalho vem animar o país.
Só se fala de crise, discute-se em prol da crise, fecundam-se ideias de bóias de salvação para a dita crise, mas afinal os tugas são bons em...sexo!
Parece que estão "cotados" como sendo ativos e espontãneos!
A parte da notícia que me deu alguma curiosidade foi mesmo o termo espontaneidade.
Lembrei-me de uma ex-colega de trabalho que tive há uns 5 anos atrás, que era casada e me contou com muito orgulho que tinha dias marcados com o marido....para sexo!
Era todas as quarta-feiras à noite, porque era a noite que ela não tinha aulas e, como estava em casa, aproveitava porque lhe dava “mais jeito”. Também podia ser alguns Domingos mas de manhã. Sábados nem pensar porque era o dia estipulados para as limpezas de casa. Nos restantes dias da semana nem pensar!
Para lém dela não perceber como é que o marido não concordava com ela também nunca chegou a perceber porque é que eu desatava a rir com estas “partilhas” de agenda que ela tinha para comigo.
Mas de facto ria-me bastante, imaginava uma agenda, onde em todas as quarta-feiras aparecia como compromisso ou obrigação “sexo”, alguns domingos de manhã também.
Talvez nos restantes dias tivesse registado “tomar banho” ou “lavar os dentes”.
Realmente esta notícia é de mérito, afinal ainda não consegui parar de rir.
Este meu feitio insuportavelmente espontãneo fez-me recordar este episódio, e supor que ainda há quem não veja este “momento” com a espontaneidade que carece, ou por outra....com a obrigação que não carece.
Não pretendo ferir suscetibilidades mas estou a referir-me a casais supostamente normais, que habitam no mesmo teto, com ou sem família constituída, mas que supostamente gostam um do outro, mas vou parar por aqui porque vou ali, ver se consigo parar de rir....

Então a modos que é assim

Penso que já escrevi algo parecido com isto, mas seja como for vou fazê-lo, se for repetido...informação a mais nunca fez mal a ninguém.
Gosto de andar por aqui como sendo a Autora de Sonhos.
Não que tenha grandes idealizações de castelos e principes e cavalos e sapos e afins....mas porque gosto de nome.
Shame on me....
Algumas pessoas sabem quem sou. Conhecem-me da rua, da esplanada do costume, viram a filmagem que coloquei aqui e identificaram-me, outras conhecem-me porque fazem parte da minha vida.
Uma coisa é conhecer outra coisa é viver.
Costumo dizer que há os conhecidos, há os colegas, depois há os amigos, e esses "respiram-me".
Não são eles que são privilegiados....sou eu.
Então estava eu a começar por dizer que algumas pessoas conhecem-me, mas não lhes dá o direito de virem aqui ler e fazerem disto conversa de café.
Eu explico....não sei porque carga de água tenho que encarar um conhecido ou conhecida num café qualquer e em vez de perguntar se, por exemplo, estou viva, perguntam o porquê de eu ter escrito isto ou aquilo.
Ora pois com certeza, a Autora andava mesmo a precisar de dar satisfações a alguém...pois era bonito até!
Mas melhor ainda é uma amiga da amiga de uma conhecida fiquem descansados que vou atalhar e nem falo dos primos das tias das cunhadas das vizinhas me perguntar porque é que não conhece o meu blog?
Ao tempo que me conhece e não sabe que tenho blog, tem que saber pela boca de outra pessoa?
É muito boa essa!
Depois aqui a Autora liga a tal patilha da parvoíce e diz "queres saber se mudei de cuecas ou se não uso?"
E pronto, espero que quem de direito perceba que...a vida lá fora é bonita!
Hoje por acaso tá vento aqui para estes lados, o mar está prestes a devorar a minha praia, mas porque não vão lá ver se está a chover?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Delas...breves e decididas

(imagem da net)

A pequena-mais-pequena conseguiu em minutos tirar os livros da estante para o chão, espalhou os brinquedos na sala, desarrumou tudo o que tinha à mão, muito concentrada no que estava a fazer.
A pequena-maior então decidiu tomar conta da ocorrência:
-Olha vais arrumar isto, que aqui não há empregados! Temos que ajudar a mãe!
-Não.
-Não? Ai vais sim senhora! A mãe tá a passar a ferro e por isso vais ajudar-me. A-go-ra!!!
-Não, não, não.
-Ai não? Olha tás de castigo!
-Oh mana não.
-Amanhã vou para a escola, a mãe vai trabalhar e ficas aqui sozinha.
-Oh mana não.
-...e ficas com a tartaruga e com os peixes! Queres?
-Não...
-Então comé? Vamos arrumar?
-Xim!

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A pequena-maior perguntou-me o que queria receber de prenda de Natal.
Disse-lhe que o que queria muitos miminhos das duas, muitos abracinhos, muitos beijinhos e que se portassem bem.
Não me respondeu.
Dou com elas abraçadas aos segredos e às risadas.
Diz a pequena-maior ao mesmo tempo que a pequena-mais-pequena ria com a mão à frente da boca:
-Olha mãe já sabemos o que vamos oferecer neste Natal!
-Então se já sabem não podem contar, é surpresa!
-Não, temos que dizer. Se não dissermos ralhas connosco.
-Ralho? Porquê?
-Porque temos que ir para debaixo da árvore, a tua prenda somos nós!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Natal & Ca

Não tenho paciência para o Natal.
A única "parte" que gosto, para além das luzinhas a piscar nas ruas que curiosamente por estes lados este ano não é o caso já que não estamos na Madeira gosto de deixar as pequenas decorarem a casa com autocolantes nos vidros, escolherem o local para o pai natal estar pendurado, sim porque são elas que escolhem e fazem.
Mas...não tenho aquele espírito próprio da época.
Não culpo a falta de tempo ou os problemas pelos quais tenho passado, porque esses fazem parte, devem ser vividos para serem ultrapassados.
Natal faz-me recordar pessoas que já não estão junto de mim.
Tudo bem, quando gostamos temos as pessoas sempre perto.
Mas não é bem assim.
Preciso da presença física!
Aquele lugar na mesa e no meu sofá, era ocupado pelo meu avô...passem os anos que passarem.
Sinto falta da pequena-anjinho. Nunca lhe dei colo, mas preciso dela. Por muito que sinta que ultrapassei não dá para não pensar nela, como se esquece quem amamos? Como se consegue viver sem pensar no que nos pertence e nos foi roubado?
Não se esquece, aprende-se a viver com a ausência, com o vazio que fica, até porque a vida segue mas há buracos que ficam para sempre, e isso nunca vai mudar.
Nesta época vivo estes sentimentos todos.
Uma mistura de tristeza com alegria que as pequenas me fazem sentir. Nostalgia...
Porque por elas há sempre uma franja de magia, de encantamento.
O Pai natal que lhes escreve em resposta às cartas que enviaram. O Pai Natal que vai comer as bolachas e beber o leite ao visitar a casa delas. Esta magia deste home da coca-cola é motivo para me deixar levar para uma noite de emoções. Enquanto acreditarem que existe é fantástico!
E por elas tudo faz sentido certo?
Até o Natal...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Segredo

(imagem da net)

As mulheres sabem como é, e acredito que alguns homens também, há rituais essenciais a serem levados em conta, depilação é uma delas...entre tantas outras.
No campo da “caça ao pêlo” tenho a melhor “caçadora” do mundo. Ao contrário de muitas mulheres adoro aquele momento. Não sou masoquista mas de facto é um momento muito bom...a sensação de leveza é enorme! O que faz dela a melhor é porque o tempo passa, o “trabalho” é feito e a conversa flui de forma fantástica. É uma das pessoas com quem adoro conversar de tudo e de nada...desde sempre!
Dizia-me ela ontem que gosta muito de ler, e reler, o livro “O Segredo”.
Curiosamente não é livro que me fascine, aliás foi um livros que me desiludiu.
Compreendo e até concordo com muitas situações lá descritas, mas acho que é daquele tipo de livros que podem levar algumas pessoas ao “deixa andar”.
Imagino que muitas pessoas passem a estar de braços e pernas cruzados à espera do novo emprego, ou a recortar imagem da tal viagem de sonho à espera que alguém faça milagres e por magia, ou com pozinhos de perlim-pim-pim lá apareça o bilhete de avião e hotel para a concretização da dita.
É obvio que se pensarmos positivo temos a tendencia a achar que é melhor, e eu acho que é mesmo, até acho mais...pessoas bem dispostas e que enfrentam as tempestades da vida acreditando que o sol nasce sempre no dia seguinte são mais agradáveis do que pessoas pintadas de cinzento, trovoadas e sei lá vento...
Agora por muito que se deseje algo não basta desejar e achar que é suficiente para que seja nosso!
E é com essa sensação que fiquei quando li esse livro!
Há sim a abertura tipo automática do cérebro que nos vai possibilitar lutar, ganhar forças para atingir esse desejo ou objectivo ou meta, a não esquecer que com abertura dessa porta abrem-se em simultaneo pequenas janelas...umas de insegurança, outras de medo, outras de tristeza, e que se soubermos mesmo o que queremos podemos, também de forma quase automática, ir fechando as que não nos interessam...até porque as correntes de ar podem fazer-nos mal!
Seria bom, claro, se tivessemos no cérebro um aparelhómetro qualquer tipo “liga/desliga”, “triste/alegre”, “vai correr bem/ esquece lá isso”, mas não temos, temos algo melhor ou pior, dependo de como vamos utilizar essa massa cinzenta que nos torna seres “Penso logo existo”, e por termos essa capacidade de pensar temos a capacidade de agir.
Agir!!!
Fazer qualquer coisa para essa tal meta, arregaçar mangas e ir lá para fora à luta, é a vida humana, a nossa vida!
Felizmente vivemos em sociedade, e nessa estamos rodeados de “felizardos”, “azarentos”, “lutadores”, “derrotados”, e dá para concluir que não há receitas nem formas matemáticas que nos façam seguir à risca este ou aquele caminho, não há indicações nessa estrada, nem proibidos, nem sentidos únicos, é uma estrada incerta, mas se seguimos a que achamos que é a correta podemos sim ver se chegamos ao lugar que queríamos ou se...nos perdemos.
É o único sítio onde a tecnologia não entra....no nosso cérebro, na nossa vontade, na nossa vida, e isso é muito bom! Aqui os virus são o medo, o medo, o medo e o medo, mas com os antivirus que acreditarmos podemos e devemos enfrenta-los.
Valha-nos isso não?
Decidir, tentar, agir, acertar, errar, mas....VIVER, esse é que considero o verdadeiro segredo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Para os pachorrentos...

...também designados por "seguidores" aqui fica o meu agradecimento.
Aos novos, que são muitos, preparem-se que aqui não aprendem nada de útil. Há dias que não escrevo nada de jeito e há outros que nada de jeito escrevo também.
Aos que se mantém fica a minha insistente indignação. Não vos percebo. Ainda aqui andam a ler teorias sem nexo nenhum, aturam um mau feitio dos caraças, de vez em quando levam com alguma dose de desabafos muito meus...que por si só já mostram que nem o menino Jesus, que deve andar em viagem, tem interesse.
Mas para que não pensem que me esqueço de voçês, cá vai este post...cheio de muita admiração por todos, voçês prometem, insistentes como são merecem uma breve dedicatória.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Humilde X Submisso

(imagem da net)

Numa formação que tive, aquando da avaliação entre colegas, ouvi de várias pessoas “És muito humilde Autora, não devias ter pedido desculpa ao grupo por não teres preparado a tua ação”.
Claro que devia!
Se não preparei!
Se decidi dar a formação sem a ter preparado assumi que estava sobre minha conta e risco, porque nunca em momento algum deixei de acreditar que era capaz, apenas pedi desculpa pelo facto de não ter sido melhor...poderia ter dito “não preparei esta acção mas não faz mal, eu domino o tema!”, pois podia, mas eu não sou assim...
Penso que a humildade é uma questão de atitude, que faz todo o sentido, não nos tira nenhum mérito, antes pelo contrário...demonstra atitude, vontade de se superar qualquer coisa.
Não é o mesmo que submissão.
Não é permitir que nos pisem, que nos rebaixem, que nos tirem a voz....uma pessoa humilde não tem que ser submissa!
Apenas tem atitude.
Pensa com cabeça própria, não age de acordo com opiniões alheias, decide mediante o que acredita como sendo o melhor, acredita no que pensa, no que sente, no que tem vontade, do que não tem vontade, do que quer, do que não quer ser, sabe onde está, não tem receio de admitir “errei” e sim, sabe pedir desculpa de forma...natural.
Ninguém nasce humilde ou submisso, mas podem escolher...ou deixarem-se à escolha.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sobre o tal destino

(imagem da net)
Ao telefone com uma amiga:
-Autora, desculpa estar a ligar, é cedo...acordei-te?
-Oi! Não, sabes que acordo ainda de noite...
-Ainda bem que não acordei, tás bem?
-Eu estou sempre bem...o que se passa?
-Pois, lembras-te de ter comentado que estava na hora de pensar em mim?
-Lembro pois!
-E de ter dito que...queria viver a minha vida? Agora que as minhas filhas estão crescidas...
-O que se passa?
-Acreditas no destino?
-...acredito que não é "ele" que manda em nós, apenas nos dá algumas pistas de que existe...queres contar o que se passa ou não?
-Não sei por onde começar. Tavas a dizer que dá pistas...como assim? é que acho que esta vida é o meu destino...não nasci para ser feliz...
-Ai não? Porquê? Porque estás infeliz é sinal que deves manter-te...infeliz? Não deves lutar por ti porque esse teu destino quis que fosses uma infeliz? Não nasceste para ser feliz? Achas que alguém nasce para viver certas infelicidades? Não...o destino poe-te pessoas na tua vida por algum motivo.
-O problema é esse Autora...meteu-me esta pessoa porquê? Tantos anos depois...porquê agora? e se pos agora porque não posso....
-...porque não podes ter essa pessoa? Gostas de ti não gostas? Cuidas de ti não cuidas? Porquê? Devias deixar o destino cuidar de ti então...com essa pessoa é o mesmo, só tens que cuidar desse sentimento, acreditar no que sentes.
-Não, não tem lógica.
-O que tem lógica então? Queres deculpar os astros? Os karmas? Queres ser eternamente infeliz porque não tem lógica seres feliz? Então faz isso! Mas tens que ter muita de ti! Tens que admitir que és uma derrotada pelo destino! Afinal a culpa da tua infelicidade é dele...o destino!Esse traidor! Coitadinha de ti! És mais feliz assim?
-Não...sou feliz se...tiver essa pessoa.

Tive que escrever isto.
Talvez porque saiba entender na perfeiçao estas dúvidas.
Talvez porque as viva também.
Talvez porque as sinta.
Mas talvez porque as aceite.
Não duvido desse tal destino, mas não devemos desculpá-lo para a nossa vida, para a nossa essência, para o que nos faz feliz, para os nos faz sentir vivos. Ele, o destino, não é culpado!
Devemos usufruir do que nos dá, do que nos poe à prova, do que nos faz acreditar nesse sentimento, porque esse...o sentimento é real!
A meu ver quando há, esse grande sentimento, não se deve prender, ninguém tem ninguém, podemos sim ser uma parte que complete outra pessoa porque...outra pessoa nos completa a nós. Mas não se deve prender ninguém, não se deve mudar as pessoas para o que queriamos, cada um é como é, e com esse sentimnento tudo encaixa na perfeição, porque...só esse sentimento faz isso!
Respeito, companheirismo, admiração, partilha de tantas coisas...mas nunca prisão, nunca ver essa pessoa com sentimento de posse.
É um post polémico provavelmente, mas é assim que vejo e interpreto as coisas.
Eu acredito que nada acontece por acaso...cada vez mais...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

(de)pressão

Ontem tive um encontro com os pais da escola da pequena-maior.
Assunto: Festa de Natal
Objectivo: Participação dos pais na mesma
Marcamos este encontro para um feriado porque há sempre desculpas para a não comparência. Pelos vistos resultou, apareceram 10 encarregados de educação!
Inédito, normalmente somos sempre 5...
Depois das afinações necessárias fui beber café com a mãe de uma amiguinha da pequena-maior. Conhecemo-nos há muitos anos, mas nunca houve uma ligação muito próxima para além dos habituais bom dia, boa tarde, por aí fora.
No início deste ano lectivo pediu o meu contacto, e mensagens para aqui e para alí temos vindo a conviver mais, se é caso para dizer que se convive com sm´s...mas penso que me fiz entender.
O café de ontem já estava marcado há meses, mas nunca se pode e vai-se adiando...a vida é mesmo assim.
Lá fomos...o mar próximo e um sol simpático fez-me perder um bocado na conversa, distraída como sou nem me apercebi que ela falava comigo. Rapidamente apanhei o contexto do monólogo de minutos que ela estava a ter com ela...já que confesso, não estava ali, estava longe...
Diz-me então ela que está com uma depressão horrível. Que de seguida ia para casa, ia ficar lá todo o fim-de-semana, não queria ver ninguém....
Depressão? Horrível? Mas...há depressões fantásticas? Estou assim tão a leste das novidades?
Perguntei-lhe abertamente porque achava ela que estava assim...horrivelmente deprimida.
Não estou a gozar com a situação, não estou a subestimar sentimentos alheios, mas sabendo que a depressão é uma situação que carece de tratamento, não deve ser utilizada e interpretada só porque se está triste!!!
O namorado foi à vida dele...e?
Ela gosta dele...e?
A vida não acabou!
Mas ela gosta mesmo dele...ok...se gosta tem motivos para não baixar braços!
Mas ele também gosta dela....epá melhor ainda!
Confesso, não tenho paciência!
Epá não tenho!
Estava ali eu, a ouvir choradeiras de uma mulher de alguns trintas...a chorar por causa de um namorado? Eu? Ok, não sou melhor nem pior que ninguém, sei e respeito essas coisas, também já chorei por namorados, já chorei porque chumbei a matemática, já chorei porque não pude ir ao bailarico...mas...estava tão bem lá nos meus pensamentos, eu, o mar, o sol e mais alguém que estava presente na minha cabeça...
Até que lhe disse...para ter calma, tudo se resolve, ela que não se fechasse em casa, que não alimentasse uma certeza quando não a sabia, que o tempo ajuda, que...que...que...
Chego a casa e sentia-me parva, sim parva...como podia eu não dar importância a um desabafo de alguém que tinha desafado?
Acho que sou feita de camadas diferentes, só isso.
Camadas...feitio...gene...mau feitio...mau gene....não sei, sei apenas que a vida é tão exigente, tão fugaz...que não deveria ser perdida com estas...coisas!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Por vezes...

...farto-me de mim. Do que me conto. Do que me ouço. Do que me digo.
Sou frontal demais...para comigo.
Não sei onde fui aprender isto, mas de facto sei ler entrelinhas, as minhas entrelinhas, tenho certezas que preferia não ter.
Deveria ter certas confianças, pelo facto de ter certezas.
Mas não tenho.
Estranho...estar certa de mim, não duvidar de mim, mas...não ter confiança, talvez porque nem tudo dependa de mim.
Se a vida é minha, deveria ser suposto depender de mim, afinal sou eu que a vivo, que a traço, que a idealizo, que luto por ela...
Talvez seja o momento de me recolher na minha concha de seguranças, só um bocadinho, em breve virão raios de sol, de luz, de....

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Medo(s)

Todos temos medos.
De variadas naturezas.
Também tenho, alguns...de várias naturezas também.
Claro que é muito subjectivo, mas acredito que muitos medos nos possam mobilizar, nos prejudiquem.
Um dos meus medos mobilizou-me durante anos...tinha medo de estar sozinha, fosse dia fosse noite.
Aos poucos fui perdendo o medo de estar sozinha durante o dia, mas durante a noite...
Consigo fazer uma viagem de angústias, se pensar no que deixei de fazer, de viver....por este medo.
E consigo fazer essa viagem porque...venci este medo.
Tenho outros, mas sou teimosa e sei que vou vencer!
Claro que vou...nisso não tenho medo...o de acreditar em mim!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Post-tipo-classificados

Já ouviram falar de espaço?
Espaço!
Sim espaço!
Aquele que todos precisamos, para respirar livremente, ou para dormir, ou para dançar, ou para estarmos apenas sozinhos, o espaço que nos permita fazer o que der vontade, nem que seja nada...niente...
Já ouviram falar?
Por acaso também já.
Dizem que é necessário.
Dizem que é preciso, também.
Dizem que é bom!
Preciso...de ter espaço no meu espaço.
De ter espaço no meu dia.
De ter espaço para mim.
Sabem uma coisa?
Estou cansada!
Eu sei, claro que sei...preciso de descansar, mas é que...não tenho espaço!

sábado, 26 de novembro de 2011

Prefiro continar assim

Acho que a maioria das mulheres/mães/donas-de-casa gostam de ter a casa minimamente arrumada.
Eu disse acho...e disse maioria...
Mas há coisas que me fazem muita confusão.
Por exemplo os brinquedos fora do sítio.
Faz-me confusão porque....gosto de os ver mesmo é fora do sítio!!!
Eles servem mesmo para quê?
Para serem usados, para serem brincadeira, para...sim se estragarem.
Há pessoas que acham que devem estar arrumadinhos numa prateleira qualquer, os filhos não podem brincar porque podem estragar-se! E isso é uma grande chatice!
Noutro dia, por causa disso, sugeri a uma mãe que  vendesse os brinquedos do filho, desse modo esses brinquedos poderiam estar expostos numa prateleira qualquer de super-mercado!
Se não era para serem usados o que estavam a fazer lá em casa dela?
Eu sei...tenho este feitio de merda....
Outra coisa que me faz confusão é a roupa suja nas crianças, quando comem ou brincam.
Faz-me confusão porque há uma coisa chamada máquina de lavar que serve para quê?
Pois!
Não me vejo a ralhar ou a repreender as minhas filhas só porque se sujaram a comer!
Não vejo nem o faço, acho descabido...esta palavra existe?
Sou adulta e também acontece! E se fosse só a roupa! O meu cabelo volta e meia fica com umas madeixas novas!
A vida já é tão cheia de regras, de exigências de toda a natureza, de merdas, de merdinhas, de merdices...chatear-me porque os brinquedos estão desarrumados e as camisolas sujas de sopa?
P´lo amor da Santa!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Da pequena-maior...

(imagem do google)

Há muito que não retratava aqui os diálogos da minha pequena-maior.
Mas este tinha mesmo que escrever aqui...
Ontem teve consulta de rotina.
Apesar de ser uma fantástica médica a alterar doses de insulina, a consulta é feita por médicas diferentes que fazem a introdução de valores no sistema informático e fazem perguntas e...enfim...
Essa médica de ontem, nova de idade e prepotente em demasia, perguntou num tom irónico e arrogante à pequena-maior:

-Tu comes cereais desses? Será que em casa nunca te disseram que não podes comer esses cereais? Têm açucar!
-Não, nunca disseram.
-Pois então eu, médica, digo que não podes!
-Mas posso! O que a minha mãe me diz é que posso comer de tudo, e esses cereais também posso. As caixas trazem uma tabela com os valores e a minha pesa tudo, não posso porquê?

(A médica não respondeu e ela continuou...)

-Quer o quê? Que eu coma aqueles nã-se-quê-flakes-sem-açucar que não sabem a nada? Tenho 3 caixas lá em casa, a minha mãe abriu todas, não gosto! Nem a minha mana! Sabem mal.
-Pois sabem mal mas é o que podes comer!
-Não, eu posso comer de tudo! E se é bom coma-os...

Estão agora a pensar o que fiz, certo?
Se respondi, se a repreendi, se ralhei, se a mandei calar....
Sim, fiz...limitei-me a ouvi-la com muito orgulho, sentada como estava, a olhar para a minha guerreira, ela fala tão bem!
Disse tudo o que eu diria também!
Não foi mal educada, simplesmente vi a minha filha a reagir, de igual para igual, e soube-me pela vida!
De igual para igual não...ela soube dizer que não era diferente dos outros, demonstrou responsabilidade ao dizer que tudo pode ser medido e quantificável, e que está crescida, de forma direta, sincera e sem falta de educação...
E sim, sou uma mãe muito orgulhosa!
Foi obrigada a crescer aos três anos e meio, idade em que aprendeu a injectar-se sozinha, idade em que lhe foi roubada a inocência de poder comer um rebuçado sem ter que perguntar se podia.
Foi obrigada a crescer, a vida deu-lhe essa exigência, e é muito bom ver que ela se limitou a cumprir com o exigido.
Acima de tudo a vida permitiu que enquanto mãe pudesse aprender lições diariamente com ela, e afirmo com toda a certeza que há lições que só eu tenho esse privilégio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Auto-estima acima ou abaixo


(imagem da net)
Afinal isso de auto-estima é o que?
Estou a referir-me ao senso comum, não a definições de origem filosófica ou psicológica ou como queiram interpretar...senso comum, só.
Não é um somatório de varios factores que passam sempre pela aceitação, por gostarmos de ser como somos, o chamado amor próprio?
Gostando de mim como sou também sei que gosto de comunicar com os outros. Isso é bom, a meu ver, mas também pode ser menos bom quando conheço realidades de auto-estima tão diferentes da minha.
Infelizmente há muitas pessoas que...simplesmente não têm, não conhecem o que é gostar delas próprias. Chamo a isso alguma falta de respeito...não?
Submissas a tantas desconsiderações de todo e qualquer tipo, não se apercebem mas vão-se tornando desagradáveis, frias, distantes de afetos, de carinhos de toda a espécie...pessoas sofridas. Apetece dar-lhes a alcunha de “pessoas-tapete”.
Sim tapete! Afinal quem respeita os tapetes? Para que servenm mesmo? Para limpar os sapatos...ou não é?
Depois conheço algumas pessoas que se julgam ser autênticas divindades.
Auto-estima sempre em altas, donas sempre da razão, que ninguém ouse sequer contrariar que começam logo a fazer manobras com o nariz de tão empinado que fica. A estas apetece chamar de “pessoas-quase-Deus”, comportam-se como se fossem alguma divindade, tornam-se desagradáveis pela forma altruísta como falam e olham para os outros, algumas vezes até sinto vertingens pelos olhares de alto a baixo...
Sei, isto parece aquelas receitas culinárias em que começamos a ver os ingredientes e parece fácil e quando estamos a fazer a receita aparecem os utensílios xpto e as direcções certas para mexer com as temperaturas adequadas.
Mas sou apenas da humilde opinião que....nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Haja meio termo, e sim bom senso.
Muitas vezes temos sim que ceder, dar o braço a torcer, outras temos sim que nos afirmar porque se calhar até temos razão, se calhar até nos achamos injustiçados porque nos magoaram e temos que reagir, provando a nós próprios que sim existimos.
Mas...extremismos?
Faz-me confusão...sempre fez, e hoje lembrei-me disto porque convivo diariamente com dois extremos aqui descritos...uma realidade dá vontade de abanar e fazer acordar para a vida, tendo uns 15 anos a mais que eu, e outra dá vontade de virar costas e deixa-la falar sozinha, ou então dar-lhe uma revista qualquer de futilidades para ver se cala a matraca.
Não sou perfeita, nem quero!
Mas não sou nem nenhuma divindade nem nenhum tapete...só isso!
Ainda há pessoas que não sabem delas mesmas, não sabem quem são, não se dão a perceber porque....nem elas se percebem.

 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Upgrade cheio de tédio do meu dia de hoje

Tenho a dizer que isto anda tudo doido!
Ultimamente apanho os cromos todos na estrada. Acho que não me escapa mesmo nenhum. Eles andam em contramão, eles ultrapassam em frente e por cima das lombas junto das escolas e ainda apitam para as crianças sairem das passadeiras, eles metem-se à estrada à parvalhões e depois andam a contar os caracóis que acabaram de acordar, enfim para me tirarem do sério logo de manhã não há melhor.
Depois, e como tem sido hábito, antes da hora de entrar no trabalho já lá estou a preparar a reunião que ia começar.
Advogados para aqui, directores para ali, gerencia para acolá encontro-me concentrada e como nem ata nem desata começo a adiantar outras coisas quiça mais importantes.
Horas depois, já hora de almoço, dou por mim com um sono que nem queria acreditar naquilo.
Mas o dia ainda era uma linda e simpática criança e tinha muito para me manter acordada . Depois de outra reunião pude concluir que teria sido um belo dia para ter ficado em casa...
De novo na estrada dou conta de um jovem, a fugir para os seus cinquenta anos, numa rua escura que decide pedalar a sua bicicleta sem luz e quase cai em cima do meu carro. Vinha a dormir, tal não era a companhia que trazia. Afinal as cabras devem avisar "cuidado que aquela luz que vem em frente a ti é um belo por do sol, e tás a descansar, a levitar sobre os pedais, podes ir que dormir faz bem". Imagino que seja este discurso que uma valente cabra deve dizer a quem a transporta.
Depois disto sinto a pouca côr que possuo baixar o nível desde a minha testa até á ponta dos dedos.
Lá parei, abri o vidro e esperei que os tremeliques passassem....epá pensei que ia matando o homem!
Mas o relógio não pára e tinha reunião na escola da pequena-maior.
Finda a reunião olho para o relógio e tenho 10 minutos para mudar de roupa e calçado, fazer uma amostra de carrapito e rumar até à minha aula de dança.
Finalmente lá consigo esquecer tudo, só quando as pernas avisam "Oh Autora olha lá que isto não é assim, os teus 18 anos já lá vão" lembro-me que convém olhar de novo para o relógio do telemóvel. Três chamadas não atendidas. Pois é, esqueci-me de dizer à minha mãe quantas unidades de insulina a pequena-maior tinha que levar, fazer contas do que comeu.
Restam 20 minutos de aula.
Agora é que é!
Atenção que ainda dentro do carro aviso-me "Autora ve lá se não desatas a rir, fica tudo a olhar para ti e depois não consegues parar".
Pois, mas não me posso lembrar de tudo, e esta promessa vai por água a baixo quando aquela senhora que vai sempre de azul e fica no fundo da sala, estão a ver?, decide trocar os pés com os braços e em vez de estarmos a dançar e a fazer ginástica ela parecia estar a dançar a dança do ventre...epá não dá, juro que me portei bem, mas lá me deu um e único ataque de riso...até acabar a aula. Mas fiz tudo. Oh se fiz!
Não acredito que ainda estão aí a ler uma catrefada de parvoíces que nem a mim me convencem.
Pensando bem...não tinha mais nenhum tema para falar?
Se calhar tinha, se calhar tenho, se calhar...

domingo, 20 de novembro de 2011

Be(ing) strong


Tenho dito, afinal escolhi uma imagem que escreveu o post por mim.
Que é como quem diz....a Strong Post!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vontades

Supostamente esta semana tinha um jantar com um dos grupos de formação.
Supostamente...porque não fui.
Porque não fui?
Porque...não tive vontade!
É legítimo não? Ter vontades? Bem me parecia...
Depois de muito ouvir "Não acredito que não apareceste mesmo" e "possa és teimosa" e também "para a próxima tens que ir, sem desculpas" senti-me esgotada.
Mas que merda!
Mas quem disse que eu tinha que ir?
Ninguém...também era o que me estava a faltar, alguém me dissesse que tinha que ir ou que tinha que fazer fosse o que fosse...pois com certeza!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Acreditar, acreditar...

Para tudo há limites.
E para todos.
Conheço os meus...felizmente.
E isso nem sempre é bom...o facto de os conhecer, de me conhecer.
Por vezes gostava, sério que gostava, de me ler de outra maneira.
Sim...de me ler, de me interpretar, de me perceber, de me criticar e de me exigir.
Uma pessoa que gosto muito disse-me recentemente que sou exigente demais comigo própria, que não vivo de forma mais "pacífica" porque me julgo, não me permito falhar, chegou a dizer que podia apenas pensar na hipótese de me deixar falhar....uma vez na vida.
Obviamente que sei que parte deste discurso é exagero, mas como sei ler-me consigo ver que em parte, ou grande parte, essa pessoa tem toda a razão.
Sempre fui muito exigente, não me culpo por isso, desculpo-me por isso!
Sempre exigiram de mim, desde muito jovem. Não me estou a queixar...estou-me a desculpar...só...
Ainda não sei ser diferente, ainda não sei se consigo ser, e mais...ainda não sei se quero.
Sei que acredito em mim e nos que amo, nos que me dizem muito, nos que me fazem ter motivos para que continue...a acreditar.
Sei que nem sempre tenho força para isso.
Sei que já acreditei em muitas coisas que me fizeram errar.
Sei que já acreditei em muitas outras que já me fizeram acertar.
Sei que em caso de dúvida...continuo a acreditar até ter motivos para o deixar de fazer.
Sei que continuo...a acreditar...mas não sei até quando.
Sei que pode parecer confuso este post, mas não é....acreditem que não é...acredito que é simples...

Epá não há direito

Quando penso que sei onde estão os buracos na estrada zás....acerto sempre num novo.
Não sabia que os buracos apareciam assim, de um dia para o outro!!!
Não há direito.
Era a seguir àquela curva...sabia-os todos! To-di-nhos! Era passar no meio, depois um cadito para direita e tinha  superado a prova "buracos-na-estrada-há-eternidades".
Afinal há novos!
E eu, com a pontaria certeira que me é característica...acerto neles todos!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Autora com olhos na Imprensa

Há quanto tempo não deixava aqui os meus bitaites...
Mas é que há notícias tão, mas tão parvas...neste caso não é a notícia que é parva, é a parva que deu origem à notícia.
Então esta piquena vai colar a vagina?
Alô?
Colar?
Não...
Se tivesse colado o cérebro, na esperança de poder apanhar dois neuroniozitos isolados um do outro e querer fazer monte, para pensar melhor...ainda achava boa ideia!
Sou apologista de que para se ganhar juízo e quiça maturidade vale tudo!
Até colar!
Agora há partes ou zonas ou sei lá...que devem ficar como estão.
Já para não falar na falta de romantismo né?
Não deve ser nada romântico passar a noite numa maca de hospital com a vagina colada e de mão dada ao novo namorado!
Novo!
Fez bem em ter reciclado o namorado velho....resta saber é se o novo está preparado para reciclar!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que me inspira

São momentos breves.
São momentos fugazes, por muito que quisesse descrever o que significam não conseguia.
São momentos de felicidade, que me enchem a alma, que me garantem que tenho o melhor do mundo...as minhas pequenas.
Se conseguisse colocar numa moldura a imagem que recordo de ontem, seria uma moldura em tamanho gigante, não pela demora desses momentos mas pelo que me fazem acreditar, lutar, rir...amar!
Estávamos as três deitadas no chão.
Inventei que íamos fazer ginástica.
Pernas para cima e íamos imaginar que estávamos a andar de bicicleta, pedalando no ar.
A pequena-maior imita, a mais pequena vai por arrasto e lá pedala também.
A pequena-maior lembra-se de ensinar a fazer abdominais e dá a sua aula.
A pequena-mais-pequena imita a irmã e dá-me um ataque de riso.
Entretanto as duas lembram-se e sentam-se em cima de mim.
A pequena-maior começa a fazer-me cócegas e a mais-pequena vai buscar uma chupeta e poe-me a chupeta na boca. Como nem assim consegui parar de rir foi buscar mais duas chupetas, insiste em por-mas na boca e quando faço de conta que tinha conseguido passa-me a mão na testa, aponta o dedo para os meu olhos e diz "Xiu mãe! Já tá?"
Depois de ter conseguido livrar-me das duas pergunto quem é que se portou mal e fez maldades à mãe.
A pequena-mais-pequena, já dona do seu nariz diz com as mãos na cintura "Eu e a mana não mãe, tu!".
Depois dou por mim, num fim de dia de trabalho merdoso, rodeada destas duas, a ouvir as aventuras da pequena-maior e as novos músicas que aprendeu na escola, enquanto a mais pequena dança e pula ao som da irmã.
São momentos destes que me fazem...escrever!

domingo, 13 de novembro de 2011

Tudo tem o seu tempo

(imagem do google)
É uma expressão muito ouvida.
Defendo-a no meu dia-a-dia, mesmo sabendo que nem sempre é fácil, inconscientemente assumo que para isso é necessário calma, tranquilidade ou mesmo equilíbrio.
Um certeza tenho, impaciente como sou tenho feito algum grande esforço para melhorar este defeito, provavelmente ainda tenho muito que fazer neste ponto.
Mas tenho concluído que existe sim um tempo próprio para tudo.
O meu chegou há meses, mas chegou.
Foi esquecido por anos, mas chegou.
Foi posto em causa muitas vezes, cheguei a acreditar que não tinha direito a ele, ao meu tempo, mas chegou.
Não posso nem vou fazer balanços do tempo em que não tive tempo e do pouco tempo em que já tenho o meu tempo.
Porque, lá está...este é o meu tempo.
Só pode ser bom...mau já foi o suficiente, agora de nada vale dizerem que tenho razão, que o tempo pode ainda voltar atrás, porque não é verdade.
O tempo não volta atrás porque...já passou o tempo!
E acima de tudo deixaria de acreditar em mim, e nisso não tenho dúvida, não minto a mim própria, as batidas do coração são preciosas, embora silenciosas dizem que...já passou o tempo!

sábado, 12 de novembro de 2011

Monchichi

Não sei se conhecem esta coleção de macacos, os Monchichis.
Conheço-os desde sempre, em pequena tive um, foi o único boneco que ligava para dormir e brincar.
Quando fui mãe pela primeira vez procurei em todos os lugares o meu monchichi, fui ao sotão da minha mãe, fui a casa do meu avô, ao quarto do meu padrinho na busca dele...não encontrei.
Queria que fosse também o amiguinho da pequena-maior...
Nunca o encontrei.
Liguei para a Alemanha para uma amiga dos meus pais e perguntei se ainda vendiam, e a resposta foi negativa...há 7 anos tinham deixado de comercializar os macaquinhos porque não tinham saída.
Epá...fiquei tão triste! Fiquei mesmo, porque....queria!
Nesse ano, numa das visitas a Portugal dessa amiga, vinha um embrulho....para mim. Antes de abrir disse-me que era usado, do filho, e que ninguém ligava ao que estava lá dentro nem os netos.
Fiquei tão feliz! Cheguei a sentir-me ridícula, eu, aos 28 anos estava radiante por ter recebido um boneco!
A pequena-maior adotou o macaquinho, tal mãe tal filha.
Nasceu a pequena-mais-pequena e....as duas disputavam o macaco.
Este Verão, em conversa com um casal alemão, voltei a perguntar se...já se comercializam...e a resposta foi sim!
Epá....já?
Voltei a sentir-me ridícula...aos 35 anos ainda pensava nos pequenos macacos que têm na mão um biberão, as macacas têm lacinhos....enfim...(não estejam a rir ok? isto é sério..)
Pior que me sentir ridícula por isso foi ontem ter chegado a casa e tinha uma surpresa em cima da mesa.
Uma caixa vinda da Alemanha endereçada à Autora.
Era para mim!
Abri e estavam 3 monchichis!
As pequenas ficaram radiantes, e eu, a suposta Grande de casa...desatei aos saltos!
Eu tenho um porta-chaves com um monchichi!
E estou tão contenti!!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sensação de lucidez

E de bem estar.
Entre outras.
Não gosto, não sei, não tenho por hábito discutir.
Acima de tudo evito sempre que algo seja dito num tom de voz que não seja o normal.
Mas estes dias têm revelado que afinal...também sei discutir.
E não gostei desta descoberta.
Preferia continuar ignorante e ir acreditando que...não o sabia fazer.
Mas não foi essa descoberta que me deixou triste.
Foi ter concluído que, infelizmente, tudo o que disse de forma exaltada e sim provocante permitiu que a minha mensagem passasse, fosse assimilada, fosse entendida.
Concluí que não podia ter sido de outra forma porque...não teria o mesmo impacto.
Não que não soubesse que a razão estava comigo, sabia desde início, só não sabia que conseguia fazer entender a minha razão.
E afinal fiz.
E agora estou bem.... porque alguém vai ficar bem, alguém que adoro muito, que conheço desde a nascença, que dei colo, que levei ao pediatra muitos anos, um alguém quase adulto a quem voltei a dar colo uma noite destas, e mimo, e força, e pude sentir-me especial por isso, por ser eu a escolhida a estar ali com ela, por ter o privilégio de vivenciar emoções à flor da pele, por ser eu a responder por ela a situações tão novas e...mágicas!
Agora sei que sim...vai correr tudo bem!
E vou continuar sempre perto, como prometi vezes sem conta.
E sim...sinto-me muito feliz por ela!

Mas porque é que não consigo comentar os vossos blogs?
Alguma virose nova do blogger?

Façam-me um favor

Diz o ditado, e é bem certo, só temos noção do que temos quando....perdemos.
Porque é que quando se ama não se diz?
Porque é que se achamos que a pessoa está bonita não dizemos?
Porque é que se admiramos um alguém não dizemos a esse alguém que...admiramos?
Porque é que só quando não estamos, já, em "cena" é que se apercebem disso?
Façam-me um favor...pensem nisto, sempre que amem, que adorem, que gostem, digam!
Sempre que sintam orgulho de outrém...digam!
Façam essa pessoa saber que é o que pensam dela.
Porra...é assim tão difícil?
É que depois, vão querer fazê-lo, vão querer dizê-lo e...pode ser tarde...talvez a pessoa já nem queira saber disso...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A gratidão triste

Se por um lado sinto uma grande gartidão por confiarem em mim, por outro sinto que fico sem energias.
Não é ouvir que custa.
Não é estar minutos e minutos ao telemóvel que custa.
Não é deixar o trabalho de parte...para ouvir.
É transmitir calma, esperança, pensamento positivo, fazer questão de ouvir do outro lado "Ok prometo que fico bem e alguma coisa ligo-te", fazer questão de sentir que essa pessoa sente mesmo que....vai correr tudo bem.
A verdade é que o faço porque de facto o sinto, e sim vai correr bem....mas sei à priori que seja qual for a decisão a ser tomada vai trazer mazelas a quem de direito.
Porque há dores mais dolorosas que as físicas.
As físicas resolvem-se com analgésicos....as emocionais perduram, deixam marca, e podem passar anos que...permanecem, em estado adormecido mas fazem parte.
São essas cicatrizes que me preocupam, mesmo acreditando que sim...vai correr tudo bem...só pode...

Curioso, até...eu acho

Tenho constatado que quanto menos tempo tenho....mais coisas consigo fazer....

sábado, 5 de novembro de 2011

Xi...

...tantos seguidores novos!
Tenho andado distraída!
Se calhar ando a respirar demais!
Sei que há coisas que não se agradecem mas...obrigada pela pachorra, juro que não vos percebo! Ah ah!

A Autora...

...não tem escrito.
Por nada em especial, talvez só porque...tem andado ocupada, a respirar!
Mas a Autora volta em breve...vou só respirar mais um bocadinho!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sou eu!!!

A mãe mais babada.
A mãe mais rica.
Tenho o coração cheio de orgulho e admiração pela minha pequena-maior, a minha guerreira!.
Sou a mãe mais abençoada do planeta terra e arredores!
Não duvidem....eu também não.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filhos heróis

(imagem do google)

Li esta notícia e foi inevitável não recordar aquela tarde, em que me senti mal com uma hipoglicemia.
Estava em casa com a pequena-maior, na altura ela tinha dois anitos também, tal como a bebé da notícia.
Escorreguei pela parede, caí no chão e disse-lhe que não estava bem.
Ela correu, com os seus passinhos apressados e foi buscar um pacote de açucar à minha mala, e de seguida abriu o móvel e deu-me um pacote de leite.
Incrível...filhos heróis, que sim...salvam mães.
Estou com a lágrima no olho, é muita "carga", de tão bom que é ler notícias destas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sem medida

(imagem da net)

Há coisas que não sei medir.
Não tenho base de medida, nem de peso.
Sei que existem.
Estão em mim.
Sinto-as.
Vivo-as.
Só sei que são muito grandes!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Zeca Afonso é que sabia

"....
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira

Vem devagarinho
Para a minha beira

..."


Gosto desta letra, diz...muitas verdades, revela muitos silêncios, alguns até muito aflitos...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu sei

(imagem do google)

...todos somos diferentes uns dos outros.
Só não consigo entender como há pessoas que, face a um problema, preferem cavar o mesmo buraco e não se lembram que o "tesouro" pode estar noutro poço?
Nem sempre a resolução está à vista, sei disso, talvez por isso ache tão importante criar alternativas, noutros poços, noutros jardins até!
Porque é que há pessoas que insistem em enterrar a cabeça e esperar, de cabeça enterrada, que os problemas se resolvam sozinhos?
Sabem como se chama a imagem que coloquei neste post?
"Quebrador de pedras"...gosto do nome, mas gosto mais de quebrar sempre as pedras que encontro, ou então subir através delas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Assim derreto!

(imagem do google)


Obrigada pela insistência e coragem, ao lerem as coisas sérias e menos sérias aqui escritas.
Derreti....

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Há pouco...

...no corredor da empresa tasca onde trabalho estavam dois colegas a conversar, e ao passar ouço:

-Tás a fazer mal as contas pá!
-Tou nada....atão oito vezes dois dezasseis, mais...
-Epá não é assim, dois vezes oito é que são dezasseis pá!

Não estão aí à espera que vá comentar isto, pois não?
Bem me parecia...

Lembrete

(imagem da net)
Não tenho medo.
Estou bem acompanhada, estou segura.
Comigo estão a confiança, a razão e a consciência incrivelmente limpa.
Estou bem.
Conheço-me.
Gosto-me.
Aprendi a respirar.
Os nós na garganta libertaram parte da minha angústia porque...sairam.
Não jogo esses jogos, não nasci para jogar culpas que não tenho que assumir.
Não tenho medo...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sufoca sim...


Viver controladamente controlada.
Não poder saltar o muro mesmo sabendo que é alto, sem que possamos concluir por nós próprios que possa...era mesmo alto!
Não poder vestir camisola preta com calça preta e sapato preto se é o que nos apetece porque a fulana- -prima-da-vizinha-da-tia-da-sogra pode achar que não estamos bem...de preto?
Julgamentos alheios a toda a hora.
Durante anos...e anos...
Cansa...muito.
Podem passar eternidades, e passam, mas as mazelas ficam, armazenadas, guardadas em local supostamente seguro, que é como diz, na zona de segurança do nosso cérebro, aquela que sabemos que existe mas que não queremos recordar porque dói...de tanto ter cansado...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cansa sim


É este cansaço que sinto.
O de perceber os outros.
O de querer perdoar sempre, porque os entendo.
O de abafar o que realmente quero dizer só porque tenho receio de ferir.
O de agradar.
Não o faço por obrigação, essa é que é a minha preocupação maior. Faço-o naturalmente, de forma muito inata, sem pensar em mim.
Por vezes cansa...esquecer-me de mim.
Por vezes sinto falta dessa reciprocidade, dessa forma natural, dessa forma inata de quererem também agradar-me.
Dificil explicar um turbilhão de situações, mas de facto sinto-me cansada...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Divagações da Autora

Tenho alguma grande dificuldade em falar com pessoas que não aceitam ouvir verdades.
Não é missão fácil esta, a de ouvir verdades.
Também não é missão fácil esta, a de dizer verdades.
Talvez só os inteligentes, os audazes, os seres um bocadinho acima do normal o consigam fazer.
É que não sei mesmo como fazer para dizer certas verdades de forma menos...verdadeira.

Eu até...

...gostava de saber descrever tanta coisa, mas ainda não sei descrever sensações...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Só para dizer que...

...não fui ainda de férias (ando armada em mulher de ferro).
Ah...e continuo a pensar em chocolates, até parece que a vida é bela!
Também tenho pensado noutras coisas igualmente interessantes, como por exemplo tirar uns dias de férias, mas enquanto não os posso tirar tenho-me divertido com uns chocolates!
Nunca fui à tropa mas sei desenrascar-me...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Somos (mesmo) o que queremos?

(imagem do google)

Depois disto tenho ouvido muitos comentarios acerca da minha prestação.
Um deles foi “és prova de que somos o que queremos ser”, e fiquei a pensar nisso.
Será?
Isso não será o mesmo que dizer que escolhemos o nosso destino?
E escolhemos mesmo?
Não discordo, apenas estou a pensar nisso, até porque enquanto humanos somos racionais, temos vontades, sentimentos, desejos de todas as naturezas, somos livres.
Essa liberdade a que me refiro é toda a que aplica à nossa rotina, ao nosso dia-a-dia, desde a liberdade para acenar a algum conhecido até à liberdade de escolher se queremos uma sopa ou um gelado.
As nossas escolhas são influenciadas, nem que de forma inconsciente, pelo que acreditamos, se tivermos a ideia de que não conseguimos fazer o quer que seja, se calhar ficamos mesmo parados, mas se acreditarmos que até podemos conseguir arranjamos defesas que nos farão chegar “lá”, ou pelo menos tentar...tentar!
Claro, isto é tudo muito subjectivo porque já acreditei vezes sem conta que não tenho pachorra para pessoas insuportáveis e a cada dia quer passa vejo que até tenho.
Mas isto...isto chama-se tolerância!
Não?
Como é natural podem concordar comigo, mas se não o fizerem é natural à mesma...afinal cada um faz as escolhas que acredita que são correctas!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um dia...

...vou erguer uma estátua a todos que contribuíram para a descoberta do chocolate!
É verdade!
Hoje não é o dia, para tal comemoração, enquanto vou ali...ao chocolate.
Pensando que não há muitas "criaturas" que ficam felizes: os meus açucares e o meu colesterol!
Qual spa, qual massagem, qual momento zen?
Chocolate(s)!!!

Brighter Than The Sun


Colbie Caillat - Brighter Than The Sun (Official... por Henrietta-Aime-Fumer_Tv



"Lightning strikes the heart"

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

See you...soon

Para tudo há tempo.
Ou quase tudo.
Até para o meu blog, tenho que ter tempo.
O tempo que preciso para este meu canto virtualmente plantado não é tempo em termos de horas, mas tempo para poder, só, deixá-lo descansar um bocadinho.
Andamos os dois cansados...o meu blog e eu.
Até breve.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Qualquer dia...

...mudo de residência, e a escolha depende apenas e só de onde se encontre o zoológico mais próximo.
Estou farta de trabalhar com pessoas.

Para ti...

...o meu, sempre, "Avô passarinho".
Faz hoje 5 anos que voaste para algures, longe daqui.
Tenho saudades tuas.
Das nossas caminhadas.
Serás sempre o melhor companheiro, de caminhadas e de vida.
Recordo a tua voz, o teu cheiro, as tardes que ficava só a ver-te fazer o melhor e único artesanato da região.
Lembro a primeira vez que disseste que querias a minha ajuda.
Fiquei tão feliz!
Foste o melhor avô e amigo que podia ter tido.
És e serás sempre a minha estrela guia, a que me orienta diariamente...ainda hoje.
Tenho saudades do teu sentido de humor!
Quero acreditar que o meu sentido de humor foi herdado de ti...só contigo conseguia perceber o que é bom rir através de gestos e olhares.
Onde quer que estejas...amo-te avozinho.

O dom de muitos: a arrogância

"Toda arrogância é odiosa, mas a arrogância do talento e da eloqüência é uma das mais desagradáveis."
( Cícero )


Numa empresa, tal como em qualquer local onde se exerça qualquer profissão, todos os que fazem parte são, supostamente, necessários.
E as hierarquias existem...por algum motivo.
Supostamente deve respeitar-se a mesma, mas acima de tudo cada posição ocupada deve respeitar os colegas e respeitar-se a ele proprio, enquanto ser supostamente humano.
Sendo pessoas, e tendo as pessoas dias melhores que outros, deve ser possível que assim que saiam de casa metam na cabeça que os colegas não têm culpa se a vida não lhes corre bem.
Mas há quem se esqueça disso, e acha que é bonito e de bom tom descarregar todas as frustrações com os colegas.
Pois eu não admito nem tenho paciência para tal.
Não as aturo, porque também não as provoco.
Não posso nem devo aceitar arrogâncias só porque...acham que tenho cara de saco de boxe.
Sou a favor do diálogo, sempre, mas não liguem a minha "patilha da parvoíce"...depois acontece ouvirem o que não queriam, e depois de ouvirem...

A saudade


(imagem do google)

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche." (Martha Medeiros)

Se assim é...tenho muitas saudades.
Pensei que era a ausência que apertava esse silêncio, afinal tinha, tenho é saudades...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

As condições do ego



(imagem do google)


"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas. Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há necessidade de pedi-lo.
Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade". Osho
( Elisabeth Cavalcante )


Concordo com a teoria não sei de quem quando diz que somos fruto do meio onde vivemos.
É tão verdade!
Se estivermos em baixo, ou se formos seres emocionalmente deprimidos, todos os que nos rodeiam também ficam cabisbaixo, em contrapartida se estivermos animados e com ânimo as pessoas à nossa volta também sorriem.
Logo podemos escolher qual o meio que queremos, onde nos sentimos bem, onde nos identificamos.
Ninguém pode condenar-nos por isso, e nós também não o podemos fazer a nós próoprios, pior que isso só mesmo sentirmos culpa por a nossa cor preferida ser o azul, por exemplo.
Seria condenável se não quiséssemos estar num meio, por não nos identificarmos com o mesmo, e permanecessemos lá...na nossa suposta zona de segurança, onde o nosso ego nos diz que é o melhor, ou mais fácil...
Não é fácil...nem decidir, nem escolher.
Mas também não é fácil deixar estar.
O importante é não mentirmos a nós próprios, se o fizermos escolhemos, depois a decisão vem, ou não, por acréscimo.
Eu escolho.
Eu decido.
Eu assumo-me...sempre.

Vamos lá à caça do capacete!

Consta que em breve algumas peças de um satélite da Nasa possam começar a cair, ainda em parte incerta.
Ora pois com certeza.
Já bem não basta levarmos com ataques de natureza económica e política ainda estamos sujeitos a peças de 158 kg a cairem dos céus, em cabeças desconhecidas.
Vou ali...encomendar um capacete e já venho.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Filhos para Sempre

Ontem no programa Boa tarde, da Sic, deu-se a voz à quebra de silêncio.
Porque há silêncios que têm que ter voz, eco, mesmo que doa falar e ouvir.




domingo, 18 de setembro de 2011

Fora de Estação

Hoje só penso em amêndoas.
Ontem à noite apetecia-me castanhas assadas.
Como sei que não estou gravida associo ao estado de ansiedade que me encontro.
Amanhã será um dia cheio de emoções fortes.
Ou então...que acham? Menopausa não será certamente...
Digo eu...
Por falar em apetites...morangos afogados em chantilly também me parecia boa ideia...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Necessidades

Hoje sinto uma necessidade em especial: Rir!
É verdade!
Eu, Autora de Sonhos e ultimamente também me assentava bem o nome Autora de Pesadelos, tava aqui a pensar, hoje só com um neurónio já que ainda não dormi, e lembrei-me disto:
Imaginem que estão numa sessão qualquer de formação.
O formador manda uma piada.
Ninguém percebe ou, com feitio de merda como eu, percebe mas não ri...
De repente ele diz "Isto era uma private joke" e desata tudo a rir, qual plateia a aplaudir o leão que rebola no chão...
Descobri, portanto, que o segredo para se ter piada é esse!
Desculpem, foi uma private joke!

Para mim

Para que não me esqueça:
Eu, Autora, sou muito estúpida!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Olhos na Imprensa

Então o menino Ronaldo diz que "Assobiam-me porque sou rico, sou bonito e porque jogo bem. Só pode ser inveja, não encontro outra justificação".
Quero só corrigir, não um erro ortográfico mas um erro de pensamento, deste jovem.
É que a inveja de facto existe, e não é preciso ser-se rico para ser alvo de invejas, e também é verdade que jogas bem....agora bonito?
Bonito?
Não vás por aí...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rule #136


Enquanto há quem tenha tempo para maldizer de vidas alheias e, vidas desconhecidas, eu cá gosto mesmo é de viver a minha vida.
E hoje, na hora de almoço, com a companhia fiel de há 5 anos para cá, foi muito mas muito divertido.
Uma esplanada cheia de gente.
Namorados a partilharem gelados, empresários a ver agendas, estudantes, e nós algures numa mesa no meio de tanta gente onde apenas existia risos e gargalhadas.
Porque, lá está...rir da nossa vida é sempre rir de nós próprios.
Não percebo como há quem prefira gastar tempo da própria com...vidas alheias.
Ou será que é porque...não têm vida própria?
Pois...

Das pessoas

(imagem do google)

Porque há pessoas que podemos conhecer de vista desde sempre, julgando portanto não as conhecer.
Mas a vida encarrega-se de nos provar, aos poucos, que se calhar sempre estivemos próximas, se calhar não precisamos de muito tempo para...as conhecer, as aprender, as tornar especiais, sentir a falta delas para a nossa rotina, desejar que se tornem cada vez mais...presentes em nós.
Porque há pessoas que achamos que conhecemos, pela vivência diária, pelos anos de partilhas, e a vida também nos prova, aos poucos...que estamos longe.
O antigo muitas vezes é mais actual do que julgamos.
O actual muitas vezes está ultrapassado.
O antigo e o actual por vezes são um só.
Como se constata isto?
Basta abrir o coração....coração aberto é como a mente...dá e recebe.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Semelhanças modestas

Estávamos a regressar de um pequeno passeio.
A pequena-maior segurava a minha mão.
A pequena-mais-pequena segurava a mão de uma amiga minha.
Conversávamos as duas e elas, a espreitar entre passos nossos riam uma para outra.
Chegamos a casa e fomos as duas para o terraço, as pequenas sentaram-se no chão na sala enquanto preparavam mais uma revolução nos brinquedos.
Nisto ouvimos uma grande risada entre as duas.
Fomos espreitar e fomos apanhadas por elas.
Perguntei se queriam contar-nos a piada, ao que a pequena-maior responde:
"Ai mãe, a minha mana é tão gira, cada vez tá mais parecida comigo".

Por nada em especial, por tudo

(imagem da google)

Fico de coração  mais cheio quando vejo as minhas amigas de infância com as minhas filhas, ao colo, a brincarem, a rir, a aparvalhar.
Tenho essa sorte...manter as amizades de infância, manter os meus pilares.
Uma delas é muito beijoqueira, desde sempre.
Por vezes estou como ontem a fazer qualquer coisa e lá vem ela...aos beijos a mim, depois volta para junto das pequenas, e aí as pequenas correm, numa fantástica caça e fuga ao beijo...
Gosto das gargalhadas soltas que saem, quando estamos todas...
Tive um fim-de-semana recheado de momentos desses, e ontem foi a continuação dessas cumplicidades.
Gosto de simplicidade, em especial a simplicidade dos sentimentos...
Ou melhor, gosto de sentimentos puros, sem exigências, sem futilidades, sem nada que não seja isso mesmo: sentimentos.
Dizem que é raro...ainda bem que não concordo.