domingo, 28 de agosto de 2011

Mais uma vez

A sensação de ter o mundo a fugir-me dos pés esteve presente mais uma vez.
Começo a achar que nasci para isto...ser posta à prova...
A todos me lêem, comentam, seguem....obrigada por estarem aí.
E desculpem mas não vou responder aos vossos comentarios para já.
Eu volto...sem data...mas volto!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fazer Amor

Enquanto informava a pequena-maior acerca da actuação que vai ter esta semana, ela conta que uma amiguinha vai passar a ir com ela aos ensaios, já que moram perto.
Nisto, muito séria, diz:
-Olha mãe, a E. disse-me que já fez amor.
-Quê????? Já fez o quê?
-Já fez amor...com o namorado!
-Ah ah, és tão gira filha...fez amor? Com o namorado? Mas ela disse-te o que é isso...fazer amor?
-Claro mãe, ela já é grande!
-É grande? Tem 9 anos...Olha, queres falar melhor sobre isso?
-Não, eu sei o que é!
-Ai sabes? Então explica-me o que é...
-Mãe, parece impossível. Fazer amor é dar as mãos e ver o namorado despido!
-Ah, que alívio, é isso...e...ela viu o namorado despido, foi?
-Sim mãe, quando fomos todos juntos à piscina, ele tava de calções. Isso também vi, mas...eles não deram as mãos!

Juro, qualquer dia entro em colapso nervoso...

Isto só comigo

A pequena-mais-pequena escondeu o meu telemóvel.
Seria fácil encontrá-lo se não estivesse no silêncio, ou ao menos vibrasse em silêncio.
Pois.
Já procurei em todo o lado, já pedi para ela me dizer onde está o telefone....mas ela desata a rir na minha cara, com aquela expressão de quem está mesmo a pedir uma beijoca...
Já fui, inclusive, ao aquário dos peixes.
Ah e fui também junto das tartarugas, na esperança de ver uma "carapaça" diferente.
Agora é esperar, não que apareça, mas que me ocorra uma ideia de onde possa estar.
Vou, talvez, pensar o seguinte: Se eu fosse uma coisa reguila de dois anos onde colocaria um telemóvel?
Ah ah...mas não me "escorre" nada...

domingo, 21 de agosto de 2011

Durante o fim-de-semana

As pequenas aproveitam a mãe em casa, e vai daí muitas vezes não querem sair, querem ficar por casa nas desarrumações delas, nas brincadeiras, a ouvir musica.
Só que a mãe delas gosta muito de dar umas saídas, para ver o mar, para beber um café, ou simplesmente para...apanhar ar.
Ontem saímos à tarde, durante a manhã estive a trabalhar numas coisas que ainda não terminei, e à tarde lá fomos.
Quiseram um crepe.
Quando dei por mim estavamos as três numa esplanada, a pequena-maior com a cadeira encostada à minha e as pernas em cima das minhas, e a pequena-mais-pequena em cima de mim.
Depois à noite fomos ver um espectáculo. Estava muito calor na sala. Quando dei conta lá estavam elas...uma agarrada às minhas pernas, outra agarrada ao meu pescoço.
Não nego...que amo os abracinhos delas...
Só gostava de por vezes conseguir coçar o nariz, por exemplo, ou tirar o cabelo dos olhos...sem ter que tirar primeiro os mãos delas em cima de mim.
Já experimentei ir ao wc sem lhes dizer e...parecia que tinha fugido do mapa!
Hoje será mais um dia de melguice, mas é tão bom!


sábado, 20 de agosto de 2011

Aprender a ensinar

É esperar que durmam para poder,finalmente, estender a roupa.
Elas querem fazê-lo.
Eu deixo.
Estendem a roupa.
Depois, pé ante pé, lá vou...tirar tudo e voltar a estender.
É bom ir aprendendo a melhor forma de...ensinar!
E elas vão aprendendo também, a ganhar auto-confiança e sentimento de entre-ajuda para com a mãe.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Educação do pensamento

Defendo a prática da educação...diariamente.
Não gosto, não tolero, faltas de educação.
Mas defendo também a pratica da educação ao nível pessoal, de pensamento.
Já experimentaram?
Quando acharem que o que sentem, ou vêm, é escuro, ou pesado de carregar aos ombros, tentem ver o lado bom, acreditar que no dia seguinte vão ver mais claridade.
Funciona!
É que às vezes o mais difícil é fazer o mais simples...acreditar que somos fortes, e que vamos conseguir.
Talvez tenha a ver com as tais leis do universo...ou não, dessas nada percebo, apenas percebo do que se aplica
à "lei da minha vida".
O uso correcto do nosso pensamento não é mais que uma lição...
Devem estar a pensar que raio é que comi, para estar com estas divagações....se calhar foi o cloro da piscina, já que sim...fui nadar!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E agora Autora?

A Autora é mazinha para ela própria.
Falha que se farta com compromissos entre ela e ela.
Sobre a piscina...tirando a tentativa falhada de meses, em que pensava que ia nadar depois do trabalho e levou o saco preparado, e quando chegou a piscina encontrava-se em manutenção, anda sempre, mas sempre a adiar.
Antes de se deitar pensa nisso, sério que pensa, e quando vai para preparar o saco para o dia seguinte é logo invadida pelo lado esquerdo dos neurónios que dizem "Ah e tal se calhar amanhã não te dá jeito Autora, tens isto e isto para fazer, e as miúdas que precisam de ti" e pronto, interrompe logo a motivação.
Depois na noite seguinte pensa outra vez, que era bom, que ia fazer tão bem, e quando vai à caça do saco o lado direito dos neurónios começam logo a aparvalhar "Ah e tal se calhar havias de levar um fato de banho que não esteja tão intragável Autora...eras gaja para arranjar primeiro um decente não?" e pronto, volta a adiar.
Mas hoje à noite a Autora vai pôr uns tampões nos ouvidos e vai barrar os neurónios, ou dar-lhe direito de estarem lá caladinhos no sítio deles.
Porque já não tem desculpa...esta Autora!
O fato de banho decente já está tratado...as pequenas esperam mais uma hora pela desnaturada da mãe, e nada de desculpas.
É mesmo amanhã Autora?
Ou até lá lembras-te de outra merdice qualquer?

Paciência (Mafalda Veiga)

"...a gente espera do mundo e o mundo espera de nós, 
um pouco mais de paciência..."

Eu também espero...um pouco mais de paciência.
Neste momento para me aturar a mim própria.
E não culpo o sono ou o cansaço.
Culpo-me a mim.
Mas como gosto das músicas por inteiro, algures no fim desta, em especial, também ouço "a vida é tão rara", e é isso mesmo...é rara e minha.
Minha!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sobre aqui a tasca

A Autora já conhece as intenções vindas de quem manda, aqui na tasca onde trabalha.
Quando o telefone diz "Daqui a 10 minutos passa aqui, vamos reunir" a Autora começa logo a magicar que a urgência, já familiar, quer dizer que vai haver trabalho para ontem.
E como o ontem já passou, parece que vou ter mais uma noite em frente ao portátil.
Não há problema, se não tivesse passado o fim-de-semana nisso, só que hoje vou acompanhada com pastas de arquivo e ficheiros novos...só isso.
A Autora agradece a confiança demonstrada, até cresce meio palmo, a questão é que a cabeça da Autora também gostava de descer até à almofada para, quiça, poder dormir um bocadinho.
Posso sempre concluir que fiz muito bem em nunca ter ido para Socorrista, como tanto sonhei, assim fico-me só por apagar fogos...pelos vistos sou boa nisso.


Olha aprecia...

A cocaína faz mesmo mal ao cérebro, e para além deste homem não se aperceber disso, que é problema dele, o mau é ainda darem aso às divagações que são próprias da amostra de cérebro que tem.
E não duvido que seja um filme que venda e venda.
Enfim...é o melhorzinho que se calhar temos neste país, para não falar da nova subida do Iva, ao menos as pessoas vão sendo entretidas com coisas destas.
Vou trabalhar, já falei mal de alguém hoje...já posso ir.
Enfim...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O meu lado mais serio

Todos temos um lado divertido e outro sério.
Tem mesmo que ser...
Quando ligo o meu lado mais sério ligo, de forma automática, o meu lado impaciente.
Não gosto que isso aconteça, e tenho tentado controlar esta parte, mas sei que ainda há muito por melhorar.
Ao ser desta forma sofro muito, com datas que estão a aproximar-se, com consultas da pequena-maior que sendo de rotina mexem muito comigo, com datas ou ocasiões profissionais onde mesmo sabendo, à priori, que vai correr bem alteram o meu sistema nervoso.
E em estado alterado porto-me mal, não consigo comer e muitas vezes dormir.
E quando consigo dormir sou visitada, em sonhos ou pesadelos, por tantas coisas que vivi, outras que prevejo viver...é estranho explicar, mais estranho sentir.
De nada vale afirmar que sempre fui assim...mesmo sendo verdade, porque gostava de mudar, de me tornar uma pessoa mais calma, menos preocupada com um amanhã que, estando agendado, mesmo tendo hora marcada, ainda não chegou.
Gostava de viver o lema "um dia de cada vez" sem viver, antecipadamente, o cocktail de emoções que ainda não tem lógica ser vivido.


domingo, 14 de agosto de 2011

Um segredo fechado



Quem não tem, segredos fechados, ou guardados, para serem abertos ou não num lugar desejado?
Não tenho muitos, mas os que tenho são bons.
Mesmo longe daqui...são o meu desejo fechado.




sábado, 13 de agosto de 2011

Coisas de tia babada

É ter sobrinhas já adolescentes, por parte do marido, que me ligam para conversar.
Para pedir conselhos.
Para desabafar.
A mais velha já namora, e fala muitas coisas que sente, muitos receios que tem, muitas desilusões que vai apanhando com quem a rodeia.
E fico tão bem...
Há pouco, enquanto falava com ela, disse que ela é que sabia acerca do que estava a sentir, e que só ela podia decidir...ao que responde "mas oh tia tou-me nas tintas para os outros, quero é a tua opinião".
Algum problema em ser babada por elas?
Não, e se houver...tou-me nas tintas...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quando o telemóvel toca...

...e ouço uma voz bastante familiar que diz:
"Oh mãe, tens que começar a ir mais cedo para o trabalho...para ver se despachas isso e vens para aqui...que seca sem ti..."

...e por detrás dessa voz ouço outra, igualmente familiar:
"Oh mãin anda...aqui. Oh mãin anda...à mana aqui e eu"

A não esquecer

(imagem da net)

Não sendo de grandes sonhos, ou grandes deslumbres, sou convicta do que não quero.
Curiosamente também do que quero....essa convicção tem sido companheira, apesar de se revelar mais activa neste momento.
Para a semana haverá a concretização deste projecto, e haveria ainda uma vaga à qual poderia aproveitar, mas neste momento não consigo atirar-me de corpo e alma a um projecto que tanto quero, por motivos vários.
Mas será Abril de 2012, agendado e confirmado pelo local em questão.
E regressar ao local onde nasci e vivi até aos 6 anos, onde guardo recordações tão boas, onde se encontram pessoas tão queridas, voltar a sentir o cheiro, voltar a ver o verde que cresceu ao meu lado será...fantástico!
Vou aprender...para depois poder partilhar, formar pessoas, ao nível profissional e pessoal.
Sendo um projecto diferente das áreas que executo actualmente, será um complemento enriquecedor...para mim para os outros também.
Será em Abril Autora...nada de desculpas até lá!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sobre amizade sem idade definida

(imagem da net)

Tenho as melhores amigas do mundo.
Tenho três amigas desde 6 anos, e duas desde os 5.
Dessas cinco apenas com uma não falo tanto, não que não goste dela, mas por horários e rotinas próprias da vida.
Todas são tão diferentes umas das outras...mas tão importantes para mim.
Não estou com elas as vezes que gostava, mas quando estou concluo que nunca perdi nada, as cumplicidades existem sempre, elas conhecem-me pelo olhar, eu conheço-as pelo olhar, elas sabem o tom da minha voz quando estou menos bem, eu sei o tom da voz delas, elas conhecem os meus gestos, eu conheço os delas.
Mas para além das minhas amigas adoptei amizades da minha mãe.
Umas com idade para serem avós, outras com idade da minha mãe.
Uma delas vive, ainda, na Alemanha, e sempre que vem a Portugal vai ter comigo e com a minha mãe.
Vai embora este fim-de-semana, e como ainda não tivemos tempo para mais que um fantástico abraço, estamos combinadas para um "copo" logo à noite.
E hoje nem a dor de cabeça que trago desde manhã me vai impedir de rir, ouvir, falar, e se não me enganar muito acabamos a chorar...como é normal.
E se não me enganar muito vamos ter as mãos apertadas durante horas no meio de conversas cheias de sentido e lições de vida...da nossa vida.
E se não me enganar muito vai agarrar as minhas filhas ao colo e com lágrima no olho falar de como eu era, com a idade delas, do que eu e o filho dela fazíamos...
E se não me enganar muito vai deixar-me envergonhada com as declarações que vai fazer de carinho e afecto.
E se não me enganar muito vão ficar muitas saudades.
Porque há pessoas que nos completam, mesmo não estando presentes e juntas a nós fisicamente...são parte de nós.
E só assim muita coisa faz sentido...é uma lição que tive, já, é que não há idade para a amizade, e não há tempo para as relações...nunca é tarde para começarmos uma nova, e quando queremos e gostamos conseguimos conciliar a falta de tempo com o tempo que queremos ter com quem nos faz falta...

Mais uma saída da pequena-maior

Ontem a pequena-maior foi dançar com as amiguinhas.
De regresso a casa:
-Oh mãe o que é a C. tava a dizer?
-De quê? Ela disse tanta coisa...
-De mim!
-Nada...ah disse que eras envergonhada mas dançavas bem.
-Não é isso mãe!
-Então não sei...ajuda-me...o que queres que te conte?
-Pf....sinceramente mãe, és sempre a mesma coisa. O que é que ela disse...de...sei lá...ser parecida contigo...
-Ah...disse que estavas a ficar parecida comigo, pois foi. Ah ah, tão bom, gosto tanto!
-Eu também mãe, gosto muito, mas a culpa disso é do gloss novo que compraste, viste? Eu não te disse que me ia ficar bem?

Mal ela sabe, ainda, que a resposta sempre pronta na língua é do meu gene...
não lhe vou dizer, senão depois as vergonhas que passo com as saídas dela vão piorar...

No carro...

...a pequena-maior vai sempre a pedir para ir mudando o posto do radio, quando lhe agrada diz para deixar estar.
E assim vamos a comer km´s, com a minha mão no botão...às vezes só quando chegamos ao destino é que a mão para.
Ouviu uma que gosta, há pouco:
-Ai mãe essa é linda! Maravilhosa! É só à base de maracas e guitarra!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Notícia de última hora


Luz de presença



(Foto da Autora de Sonhos)
Gostava de saber explicar o que significam aqueles vinte ou vinte e cinco minutos, no fim de tarde ou início de noite, quando vou caminhar.
Mas não consigo.
Apenas sinto que fazem com que desligue de prazos profissionais, de dores de cabeça provocadas por tudo e por nada, ao ponto de apenas conseguir pensar no que me faz feliz neste momento, e sendo a felicidade o que é, tão ampla de definição, eu defendo-a e vivo-a nos pequenos momentos, aqueles que sinto que não estando perto estão presentes.
Depois vou encontrando casais de idade, de mão dada ou abraçados, enquanto caminham, e fico com um sorriso nos lábios, é uma imagem tão magnífica de ver, o amor sem idade, o respeito sem cansaço, o carinho sem descrição, a cumplicidade de uma vida ali...de mão dada.
E sim...sorrio...
Quando dou conta o sol está lá ao fundo, a descer no mar, e quando penso que estou de frente para ele, à medida que vou caminhando ele vai seguindo, e adoro a sensação de companhia que dá...pela luz de presença.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vá, roam-se inveja

O que vocês queriam sei eu!
Umas pulseiras iguais às minhas, feitas pelas minhas pequenas.
Sem brilhantezinhos, sem fechos, sem douradinhos, sem estrelinhas, sem bolinhas, sem coraçoezinhos!
São lindas as minhas pulseiras, esfrangalham-se todas, ando sempre a cortar uma pontita para não as estragar mais, mas não quero saber, são minhas!
E escusam de imitar a piquena que me atendeu o cafe à hora de almoço, espantada a olhar para o meu pulso direito, porque...não dou!
Ah pois...
And so what?

Pérola de Sábado à noite

No carro com uma amiga, ouvia-se Adele.
Do nada ela decide mudar de música e diz:
-Ouve esta... é tão gira!
-...pode ser gira, mas tou aqui tou a chorar...
-Olha, desculpa lá...é gira!
-Ok, é engraçada...mas a esta hora dá sono!
-Olha não tenho culpa de gostar!!!
-Tá bem, ouve  então a música antes que acabe...e acelera sff...tás a 10 à hora mulher!
-Olha não tenho culpa que percebas inglês!
-Não percebi agora...
-Por isso é que não gostas da música, porque tás a perceber o que ela tá prái a dizer!

Exclusivo para ti...pequena-maior


"Vou Resistir"


"Este amor"



A mãe prometeu...cumpriu só hoje, mas ainda vou a tempo.
A pequena adora os RBL, canta, dança...e depois tem uma irmã que a imita em tudo, até nos saltos e braços no ar, que faz com que muitas vezes se distraia e esqueça que pode cair, caindo mesmo, levantando-se de seguida cheia de energia para mais uma cabeçada na irmã.
Admito que também passei a minha fase "Onda Choc", esta pelo menos é uma versão mais "in".

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Outra do baú

Passei aqui, na casa virtual do pediatra mais simpático da blogosfera, e lembrei-me de uma situação passada o ano passado, quando a pequena-maior pediu para uma amiga da escola ir passar a tarde de Sábado lá em casa.
Brincaram toda a tarde, fizeram desenhos, passearam, e de regresso a casa, já perto da hora de jantar, liguei à mãe da amiguinha para perguntar se ela podia jantar com a minha pequena-maior.
A mãe disse "Poder pode, só que ela é muito esquisita, não come nada de jeito".
Não me preocupei com aquilo, jantaram as duas e brincaram mais um bocadinho...e sim, a menina tinha jantado muito bem!
Quando a mãe apareceu disse-lhe que tinha comido dois pratos de sopa, que não quis mais nada para além de fruta.
Começou a ralhar com a filha.
Segundo ela a filha nem na escola, nem em casa, nem em lugar nenhum come sopa. Disse inclusive que nem as sopas instantâneas comia.
Comecei a rir...e disse que sopas instantâneas nem eu as comia, logo não julgava a criança, até porque ela tinha comido bem...logo gostava de sopa!
Todos sabemos que as crianças muitas vezes têm estas coisas, em casa não gostam e fora de casa comem.
A questão é que muitas vezes dentro de casa também não lhes é dada a possibilidade de provarem.
Isto aplica-se a tudo, também conheço um menino que só come peixe em minha casa...segundo ele o único que dão a comer é o que vem dentro de uma lata.
Em contrapartida esse menino, com 9 anos, não percebe porque é que a minha pequena-maior não come bolos e sumos ao pequeno-almoço, já que todos os dias o faz fora de casa.
Não condeno...mas critico.
Obrigada Dr Andre pelo que escreveu hoje, 
se puder através daqui sensibilizar para esta questão...
E diga a esse médico que ele falou muito bem!

Fui selada outra vez!












A Benedita e a Beu, a Ruiva selaram-me.
Muito obrigada!

Como já mencionei quem me presenteou, tenho que ir ver o que fazer de seguida....
Já vi, então diz que tenho que partilhar 7 coisas sobre mim e passar a 12 blogues.
Então o que posso acrescentar, sobre mim:
(1) Não sou dada a cremes como a maior parte das mulheres, não uso creme para rugas ou daqueles que dizem que a pele fica xpto...mas tenho pena de não ter paciência para isso.
(2)Quero aprender a andar de saltos altos sem sentir vertigens e sem me espalhar ao comprido.
(3)Tenho a mania de ser parva, às vezes, de quando em vez.
(4)Às vezes sou mesmo muita parva!!!
(5)Tenho complexos por ser especialmente pouco morena, que é como quem diz, ser branca, e às custas disso o ano passado decidi lá está, eu disse que não tinha paciência besuntar-me com auto-bronzeador e garanto que foi muito mau...parecia que tinha caído numa piscina de tinta preta misturada com dourado a fugir para o estúpido.
(6)Adoro divertir-me, adoro rir, se bem que tenho o riso no decibel acima da média sonora, o que fez com que já fosse expulsa de aulas e mudada de posto de trabalho por...rir! Ah ah ah, achei o máximo!
(7)Adoro caminhar sozinha à beira-mar, adoro as minhas amigas, adoro os meus amigos, adoro café, ultimamente ando viciada em caipirinha, adoro ser respeitada, percebida, e que confiem em mim acho que esta última resposta tem dose qb de sinceridade, adoro todos que me visitam e admiro mais os que voltam...é que ainda gostava de perceber como têm pachorra para me ler...

Passo este selo a todos que quiserem....como podem ver mais um aspecto meu, que esqueci de mencionar acima, mas tenho este feitiozinho de merda que faz com que nem sempre cumpra as regras...shame on me...



domingo, 7 de agosto de 2011

Momento zen de Domingo

As duas pequenas deitadas no sofá.
Sento-me no chão ao lado delas.
Entre mimos e pedidos de gelado que fizeram, inclino-me para trás e espreguiço-me.
É da praxe, sempre que uma de nós se espreguiça começamos a mexer na barriga de quem se está a espreguiçar.
E assim fizeram, na minha.
Entretanto as massages à barriga da mãe não paravam, e como sabem que tenho cócegas perguntei à pequena-maior:
-Então, tás a fazer massagem às banhinhas é?
-Não mãe, não é à banha, é á minha antiga casa!
-Muito bem...tens razão...tua antiga casa!
-Pensando bem não é uma casa, é um centro comercial!
-Olha, centro comercial? Era assim tão grande? Ah ah! Essa é boa!
-Não me lembro como era dentro da tua barriga, mas para ter recebido um rádio da mana quando ela nasceu, é porque ela o comprou lá! Não achas mãe?

sábado, 6 de agosto de 2011

Pedido de desculpas à minha avó

Pois é avó, aconteceu!
Eu percebo que tenhas confiando em mim, para ires linda ao teu primeiro dia de fisioterapia.
Muito obrigada pelo voto de confiança...até porque tinhas que ir, linda, o fisiatra é tão giro!
Mas tens que entender...não foi por mal!
O pote de cera traz aquelas bandas que te mostrei e cortei à tua frente.
Mas avó...aquilo tá pensado para quem pêlos "singelos" para tirar...não é o teu caso...pois.
Por isso desculpa teres ido com meio bigode também conhecido por buço para os mais finos aparadinho e outro meio...naquele estado!
Mas prometo vózita...vou comprar uns 200 metros de bandas...para à tarde tratarmos disso.
E como canta o Abrunhosa "Não desistas de mim"...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ausência

(imagem da net)

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim
."
(Carlos Drummond de Andrade)

So true!
Tenho algumas ausências, assimiladas...mas presentes, minhas, fazem parte de mim!
Chegam a transformar-se em saudades...

Ser feliz é..

...ter capacidade para pedir desculpa, ter ousadia para pedir perdão, capacidade para dizer que amamos, alguma sensibilidade para dizer que precisamos, é saber ouvir um não, é conseguir dizer um não, é ter abertura para a mudança, é temer alguns ideais mas não desistir deles, é não querer uma vida perfeita, sem tempestades ou condições adversas, mas ir sempre acreditando em nós próprios, no que ansiamos, no que queremos, chorar quando é preciso mas usar as lágrimas para fortelecer a tolerância e os obstáculos para nunca fechar as janelas e portas da inteligência e sanidade mental.
...ter vontade de viajar dentro do próprio ser, aprender a ouvir o coração, usar a balança razão/coração para nos guiar, acreditar que ninguém gosta tanto de nós como nós próprios.
...ter presente a ideia de que se não temermos um sonho é porque o mesmo não é assim tão desejado.
...ter presente a ideia de que para sermos felizes com os outros temos, primeiro, de ser felizes connosco.
Portanto...sou feliz!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Para agora




Por vezes só mesmo ao céu podemos pedir.
Eu peço!
Talvez porque "aquela" estrelinha, a mais brilhante, seja a minha confidente...e ela sabe tão bem o que quero.
Sei, música lamechas...igual ao meu estado de alma hoje...
Muito lamechas, mas sempre sincera.

Relacionamento e sua inteligência - II

Afinal errei.
Pensei mal.
Não tocou o telefone.
Não houve postas de pescada ouvidas a mil à hora.
Não houve verdades ditas a duas mil à hora.
os mails continuam...
Vou agora para a "operação: responder a provocações por mail durante a hora de almoço".
E vou tão furiosa....

Relacionamento e sua inteligência

(imagem da net)

Actualmente no mundo empresarial tem havido grande ênfase na chamada Inteligência no Relacionamento.
Inteligência não passa, a meu ver, da capacidade mental de analisar, agir, compreender ideias, e acima de tudo aprender.
O cérebro, por si só, não cria nada. Apenas age de acordo com o que acreditamos, com a nossa formação, de acordo com o nosso meio e claro que tem sempre agregado um cariz genético. 
Daí cada um ser como é...
Aplica-se a todas as componentes da chamada vida. Em casa, na rua, na escola, no trabalho...
No trabalho há que ter, de facto, capacidade mental para que se possa “desculpar” atitudes menos correctas.
Considero que mesmo em dias menos bons que todos temos, as coisas podem ser ditas ou resolvidas de outro modo.
A partir do momento que recebo um mail interno com conhecimento para mais de 20 pessoas, onde alguém se julga com direito de por em causa seja o que for no que me diz directamente respeito, não consigo ficar indiferente, alheia à situação. 
Saiu agora resposta a um mail desses, enviado ontem. 
Acabei por não responder na altura, não queria correr o risco de perder a razão entre letras que pudesse despejar.
E também não pensei nisso até chegar aqui..hoje.
Resposta foi enviada...com algum cuidado na escolha das palavras, mas sei que foi lido.
Pelo que sei, e segundo o que me diz a experiência de atitudes destas no decorrer destes 10 anos, daqui a minutos o telefone vai tocar, e as palavras que foram escolhidas com cuidado vão ser ditas...sem espinhas.
Lá está...não sou perfeita, e nem sempre o meu cérebro age de acordo com o esperado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Considerações sobre o piropo

Não sou nenhuma pró em ouvir piropos, felizmente.
Talvez por isso fique sem reacção quando ouço um piropozito, vindo de um estranho, ou de uma pessoa que se conhece apenas de um estabelecimento qualquer...uma vez num mês, talvez.
A Autora...no seu suposto magnífico café da hora de almoço, e para ler com sotaque brasileiro:

-Boa tarde...
-Linda!!!! Há quanto tempo! Como você está? Bem...pelo que vejo ma-ra-vi-lho-sa!!!
-Ah...ok...estou bem, obrigadinha, mas quando me servi o café fico melhor!
-Sirvo sim linda, mas não é um café profissional é um café cheio de amor!
-Diria mais cheio de inspiração, hoje isso não tá fácil...ande lá, deixe-se disso sff!
-Que nada! Acabou de alegrar o meu dia! O seu café...cheio de amor!
-Credo!!!! Cale-se lá com isso! Ainda me engasgo!!!
-Minha linda, se for para fazer respiração boca a boca engasga já!

Juro...se volto lá?
É possível, mas não sei em que ano...

Uma questãozinha

Muito pessoal:
Porque é que eu acho piada ao que mais ninguém acha?
É para além de achar piada...lá está...farto-me de rir sozinha.
O que continuo a achar piada, portanto...
É caso para dizer que me divertido com a minha pessoa.

Para hoje



Chamem-lhe o Prince português, o que quiserem...
Hoje é isto que me apetece ouvir.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Frase clichê...

(imagem da net)


...de consolo "Errar é humano".
No mundo do trabalho errar também é humano, até as máquinas o fazem...
Numa das áreas onde actuo tenho muito cuidado com “erros”.
Os meus e os dos outros.
Todos sabem isso, em auditoria não vale a pena esconderem, inventarem, trocarem seja o que for...porque eu detecto.
E aí fico aborrecida com eles, eles sabem que podem contar comigo, sabem que só naquele dia sou “fora da equipa” porque o resto do ano estou sempre disponível para evitar e prevenir certas situações.
E o recomendável a fazer perante a detecção de um erro?
Contar?
Omitir?
Omitir nunca!
Seria falhar novamente, originado ainda mais erros.
Deve depender sempre da origem e gravidade do erro.
Há erros que podem colocar em risco a empresa, toda a sua saúde, esses devem ser de imediato solucionados.
Estou a escrever sobre isto porque tive a prova que é mesmo importante agir perante situações menos confortáveis, após concluir que algumas coisas tinham origem na falta de informação/formação, realizei acções de sensibilização/formação e as médias de satisfação foram muito boas, e os erros detectados foram sanados e não voltaram a acontecer.
Concluí também que quando o fazemos na vida pessoal, também funciona!
Aproveitar as ferramentas que temos ao dispor e...sermos felizes!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A minha cabeça

Precisa de férias.
Para pensar, para acalmar, para renovar, para...funcionar.
Não sou quem precisa é ela, a minha cabeça...

Mais uma do baú



Gosto muito desta...
Não pela letra em si, mas pelos momentos que vivi a ouvi-la.
Hoje sabe-me bem, não reviver momentos, mas ouvir a música.

Delas - I

À mesa, a pequena-mais-pequena não quer comer.
Eu insisto.
Ela nada.
De repente digo que se ela comer só um bocadinho fica grande, e as maminhas crescem!
A pequena-maior, sempre atenta diz à irmã:
-Não ligues mana, não queres comer não comas...
-Então, mas quem é que estava a falar contigo dona espertinha?
-Olha mãe, isso que estás a dizer é mentira, não vez que a menina não come por causa disso? Comes sempre tudo e não tens mamas! Anda mana...vamos mas é dar banho aos bebés!

E foram...
E eu fiquei...pasmada a vê-las, uma ao colo da outra...

Delas

Da pequena-mais-pequena:
Sábado à tarde fomos fazer umas compras.
Antes de irmos para o carro perguntei se queria fazer xixi, já que o desfralde está a correr muito bem.
Como disse que não lá fomos rumo a casa.
Assim que chegamos, ainda dentro do carro diz "Mãe, xixi".
Lá vai a Autora a ligar o turbo das pernas e quando a estou a tirar da cadeira diz, com cara de alívio "Tá tá mãe".
E estava mesmo!

Da pequena-maior:
Numa caixa de supermercado qualquer, enquanto olha pasmada para a rapariga:
-Oh mãe, não achas esta menina parecida com ninguém?
-Não...por acaso não.
-Não acredito, olha bem!
-Olha páras com isso? Então vou agora olhar?
-Oh mãe pensa! Não é parecida com a mulher daquele sexual?
-Quêêê???? Com quem?
-Oh mãe, aquele sexual, lá da Praia! Tás a ver quem é? Aquele...que canta fado! O Sexual!
-A sério, vê lá se te calas um bocadinho, pode ser? Não digas disparates sff!
-Pronto, eu calo! Mas que é parecida é!!!

Se tivesse uma máscara à mão tinha-a posto na cara.
Que vergonha...
E ainda não percebi a lógica...nem do sexual, nem do fado, nem do que ela pensa que está a falar quando diz esse nome.
E muito menos da pessoa em questão!