Não faço balanços de fim de ano.
Já fiz, mas concluí que...apenas serviram para recordar situações menos boas, deve ser tendência normal, insitirmos no que nos fez sofrer, das pessoas que nos magoaram, nos momentos mais pesados ou nos dias menos coloridos.
Quero acreditar que o que passou, passou!
os momentos bons não carecem de reflexão porque estão sempre presentes, os menos bons quero deixá-los lá no ano que passou...
Este será o último post de 2011.
E é meu propósito desejar-vos tudo, mas tudo de bom.
Vem aí um ano novo, aproveitem isso e sejam cada dia mais felizes, vivam um dia de cada vez, dêm o vosso melhor enquanto profissionais, mães, pais, tios, tias, madrinhas, amigos, amigas, namorados, namoradas, em tudo!
Obrigada por estarem aí, não me canso de escrever que é muito bom saber-vos...aí!
Um bom ano!
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Sou lider...
(imagem da net)
...da minha vida.
Tenho objectivos, metas, sonhos até.
Tenho esperança, tento ter sempre pensamento positivo talvez porque acredite na máxima de que depois de um dia de tempestade vem outro cheio de raios de sol.
Tenho defeitos que conheço e outros que possivelmente desconheça.
Tenho algumas certezas, uma delas é que a consciência que me acompanha é incrivelmente limpa, e sabendo-me nesta certeza sei que não sou nenhuma super-mulher porque não uso capas, não uso máscaras.
Permito-me dar passos nisto que é a minha vida.
Permito-me tentar dar um para a frente e descobrir que afinal dei dois para trás, mas acima de tudo permito-me tentar, dar e...avançar, numa velocidade pequena para que não me volte a magoar, para que não volte a errar, para que não volte a cair.
Aprendi esta técnica dos passos depois de viver anos de forma estupidamente cobarde. Tinha medo. Muito medo. A minha segurança estava em ficar ali, parada, talvez à espera que aparecesse algum ovni e me desse luz.
Tal como numa peça de teatro há os actores mais inexperientes e receosos que optam por ficar mais resguardados por detrás da cortina ou até sentados na plateia, têm um dia que ganhar coragem e subir ao palco e serem actores principais. Têm o direito de serem vistos, têm o direito de brilhar!
Tal como considero o perdão um ato de força e mérito, considero a mentira uma arte! Quem vive nela, na mentira, é um verdadeiro artista!
Talvez por isso considere as palavras tão poderosas, afinal são bonitas quando ditas com coração e cruéis quando ditas com a razão.
E quando a razão fala alto....
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Eu sou (muito mais) Eu!
(imagem da net)
Também o faço, andei a “namorar” um vestido uns tempos e não nego que quando o fui buscar me senti bem, mas não saí de lá com nenhuma coroa na cabeça, não fiquei dona do mundo, não me senti nem sinto mais importante por ter algo que, por acaso, é muita giro!
Shame on me please...
Mas o que quero dizer é que conheço pessoas que só ligam mesmo ao consumismo, onde idealizam na cabeça delas próprias que o simples ato de comprar e ter é sinónimo de poder, de realização pessoal, que ainda lhes dá o direito de semear olhares e atitudes de superioridade.
Esta semana perguntaram-me se tinha recebido muitas prendas no Natal.
Não respondi mas mostrei isto.
Riram-se e de seguida informaram e mostraram a tecnologia de ponta que tinham recebido!
Mas o que quero dizer é que conheço pessoas que só ligam mesmo ao consumismo, onde idealizam na cabeça delas próprias que o simples ato de comprar e ter é sinónimo de poder, de realização pessoal, que ainda lhes dá o direito de semear olhares e atitudes de superioridade.
Esta semana perguntaram-me se tinha recebido muitas prendas no Natal.
Não respondi mas mostrei isto.
Riram-se e de seguida informaram e mostraram a tecnologia de ponta que tinham recebido!
Muito à frente...muito à frente...
Fiquei feliz, claro que sim, é bom ver um alguém que anda sempre triste feliz, nem que seja por um minuto durante o dia.
Obviamente que o que mostrei nem foi visto, e como tal horas depois pediram para que mostrasse o meu singelo presente.
Quando leram desabafaram “tens razão, nunca recebi uma prenda dessas”.
Curiosamente eu também nunca recebi uma prenda daquelas que tinham mostrado, mas para além de não precisar daquilo para nada na minha vida posso afirmar com muito orgulho que aquele post-it com erros, torto e tal não é único porque, lá está....tenho tantos!
Precisamos do que nos faz felizes, e para sermos felizes precisamos de afeto, atenção, amor, tudo o que ainda não tem preço!
Fiquei feliz, claro que sim, é bom ver um alguém que anda sempre triste feliz, nem que seja por um minuto durante o dia.
Obviamente que o que mostrei nem foi visto, e como tal horas depois pediram para que mostrasse o meu singelo presente.
Quando leram desabafaram “tens razão, nunca recebi uma prenda dessas”.
Curiosamente eu também nunca recebi uma prenda daquelas que tinham mostrado, mas para além de não precisar daquilo para nada na minha vida posso afirmar com muito orgulho que aquele post-it com erros, torto e tal não é único porque, lá está....tenho tantos!
Precisamos do que nos faz felizes, e para sermos felizes precisamos de afeto, atenção, amor, tudo o que ainda não tem preço!
E isso, o que me faz feliz, tenho às carradas felizmente!
Tenho para dar e tenho recebido.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Para ti eterna amiga
Estupidez a minha, vir aqui escrever, se já não me lês.
Mas vinhas!
Dizias que escrevia muito bem, e que "eu" era a tua companhia nessa solidão em que vivias.
Mas é que...quero pedir-te desculpa.
Por ter adiado esse café.
Por ter adiado visitar-te, agora que moravas pertinho.
Por não te ter apresentado as minhas pequenas.
Por não ter dado atenção ao que escreveste...escreveste que sentias que ias morrer, que não querias ir ao hospital porque sentias que a tua vida estava por um fio.
E eu? O que fiz?
Limitei-me a ralhar contigo, para que fosses rapidamente para o hospital.
Não fiz nada.
Nada.
Não me perdoo, não consigo.
Descansa agora amiga.
Desculpa...
Mas vinhas!
Dizias que escrevia muito bem, e que "eu" era a tua companhia nessa solidão em que vivias.
Mas é que...quero pedir-te desculpa.
Por ter adiado esse café.
Por ter adiado visitar-te, agora que moravas pertinho.
Por não te ter apresentado as minhas pequenas.
Por não ter dado atenção ao que escreveste...escreveste que sentias que ias morrer, que não querias ir ao hospital porque sentias que a tua vida estava por um fio.
E eu? O que fiz?
Limitei-me a ralhar contigo, para que fosses rapidamente para o hospital.
Não fiz nada.
Nada.
Não me perdoo, não consigo.
Descansa agora amiga.
Desculpa...
Da pequena-maior
-Olha mãe nem penses que vou cortar o cabelo!
-É só as pontinhas, não é muito.
-Não, não, não. Esquece tá?
-Mas já não tínhamos combinado isso?
-Tínhamos mas hoje disseram-me que eu estava muito parecida contigo e se corto o cabelo já não estou.
-É só as pontinhas, não é muito.
-Não, não, não. Esquece tá?
-Mas já não tínhamos combinado isso?
-Tínhamos mas hoje disseram-me que eu estava muito parecida contigo e se corto o cabelo já não estou.
Da pequena-mais-pequena
Enquanto passava a ferro ouvia a pequena-mais-pequena soltar uns graves e agudos ou algo parecido.
Pensei que estivesse a chorar já que ela estava no quarto.
Fui ter com ela, perguntei-lhe se estava a chorar, ao que responde:
-Não mãin, tô a cantái!
Pensei que estivesse a chorar já que ela estava no quarto.
Fui ter com ela, perguntei-lhe se estava a chorar, ao que responde:
-Não mãin, tô a cantái!
Sinceramente Autora, não se via logo que estava cantar?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A melhor prenda
(Imagem da Autora)
Escrito num pequeno post-it...
Com um erro ortográfico...
Está torto....
Foi escrito pela pequena-maior, escondida de mim para que não visse, num jogo fantástico do faz-de-conta-que-não-estou-a-ver quando passava por ela.
Vinha embrulhado num pequeno envelope com desenhos de corações, assinado por ela.
Deu-me na noite de Natal quando chegamos a casa, já cansada que estava de tanta brincadeira e agitação, queria dar em segredo, era a prenda dela para mim.
Disse que não sabia se era assim que se escrevia amo-te, estava confusa, seria com "o" ou com "u"?
Chamou a irmã para que também desse a prenda, numa mão agarrava a mão da irmã e na outra segurava o embrulho.
Foi a melhor prenda que podia ter recebido.
É a melhor prenda que posso ter diariamente.
São elas que dão resposta a perguntas que faço naquelas dias menos fáceis em que me questiono de tantas dúvidas e receios, naqueles momentos em que insisto em duvidar no que poderia ser de melhor para elas, em que basta olhar para elas mesmo enquanto dormem para saber que sim, está tudo bem! Sim vai correr tudo bem! São elas que arrancam de mim tantos “Sim´s”, tantas certezas, tanta paz interior.
Paz interior...
São elas que me tornam a cada instante uma mãe cada vez mais deliciada, mais rendida ao amor incondicional, aquele que não tem começo nem fim, não tem espaço nem tempo, não tem restrições, não tem definição.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Quando se é pai/mãe
Deve ser-se de alma.
Não se aprende.
Não se tira nenhum curso nisto de se ser mãe ou pai ou qualquer outro parentesco que tenha, só e apenas a ver com...educar, ensinar, dar proteção, dar amor, dar carinho, dar compreensão, dar a vida...
Não é necessário andar sempre a massacrar as crianças com abraços e beijos e mimos e declarações de amor e fidelidade, elas precisam sim da presença insistente, de saberem que ao fim do dia estão com o que sentem ser o seu porto seguro.
Eu sei, hoje é dia de Natal!
Talvez por isso faça sentido dizer, escrever, que as crianças não devem ser um depósito de frustrações de pessoas que, sendo adultas, deveriam aproveitar esse facto para se irem educando também, com alegria, brilho nos olhos, sorrisos, esperança até.
Mas esse termo esperança ainda é muito desconhecido por tanta gente...
A noite de Natal foi muito bonita. As pequenas fizeram uma peça de teatro, dançaram, cantaram, dormiram felizes.
Eu fico feliz ao vê-la felizes, claro que sim, porque eu aproveito o que tenho de melhor na vida.
Os meus amigos.
A minha família.
As minhas filhas.
Não nego que o que pedi para este natal foi apenas...força!
E não é que a recebi?
Só que tive uma surpresa....é que ao desembrulhar esta prenda vinham outras, todas juntinhas.
A força vinha em grande plano, depois saiu a insistente alegria e....aproveitei e decidi que, vou ali ser feliz!
Não se aprende.
Não se tira nenhum curso nisto de se ser mãe ou pai ou qualquer outro parentesco que tenha, só e apenas a ver com...educar, ensinar, dar proteção, dar amor, dar carinho, dar compreensão, dar a vida...
Não é necessário andar sempre a massacrar as crianças com abraços e beijos e mimos e declarações de amor e fidelidade, elas precisam sim da presença insistente, de saberem que ao fim do dia estão com o que sentem ser o seu porto seguro.
Eu sei, hoje é dia de Natal!
Talvez por isso faça sentido dizer, escrever, que as crianças não devem ser um depósito de frustrações de pessoas que, sendo adultas, deveriam aproveitar esse facto para se irem educando também, com alegria, brilho nos olhos, sorrisos, esperança até.
Mas esse termo esperança ainda é muito desconhecido por tanta gente...
A noite de Natal foi muito bonita. As pequenas fizeram uma peça de teatro, dançaram, cantaram, dormiram felizes.
Eu fico feliz ao vê-la felizes, claro que sim, porque eu aproveito o que tenho de melhor na vida.
Os meus amigos.
A minha família.
As minhas filhas.
Não nego que o que pedi para este natal foi apenas...força!
E não é que a recebi?
Só que tive uma surpresa....é que ao desembrulhar esta prenda vinham outras, todas juntinhas.
A força vinha em grande plano, depois saiu a insistente alegria e....aproveitei e decidi que, vou ali ser feliz!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A todos
(imagem daqui)
Aos que vêm aqui parar ao acaso e vão sem deixar rasto.
Aos que vêm aqui parar ao acaso e têm a teimosia em voltar.
Aos que vêm porque conhecem o caminho.
Obrigada, de coração, por estarem aí, são uma das melhores prendas que posso receber diariamente!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Esse, o coração...
(imagem da net)
...é o escritor da nossa vida, nunca tem ponto final, há sempre algo mais a acrescentar para que possa ser lido mais e mais a cada dia.
...é indefeso mas tem sempre razão, é verdadeiro.
...é ousado quando se afirma.
...é atrevido quando decide arriscar.
...é umas vezes amigo e outras inimigo da razão, mas ele tem sempre razão.
...é teimoso, insistente.
...é grande, leva sempre mais e mais.
...é um filtro, o que é secundário manda esquecer ou passar para superficial, em contrapartida o que é forte é reinventado.
...é uma bússola, conhece o caminho.
...é a voz que está dentro de nós e nos faz sentir grandes, poderosos. Quando não podemos ou sabemos verbalizar ele tem um aliado que fala em silêncio, os olhos....que não mentem...
...é muitas vezes questionado mas não pode ser ignorado.
...não deve dar lugar ao nascimento de pedras, deve dar lugar a espaço, a momentos simples mas marcantes para que ele possa, de novo, escrever o seu livro inacabado, reinventar a sua história, e ter presente esse caminho quando tudo parece cheio de condicionalismos.
...é uma estrada...mas, e se ele se perder?
Não perde, ele acredita na estrada. Mas, e se existirem várias viagens?
Só demonstra que se reinventa, até que chega o momento da viagem certa, a derradeira, a única.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Lá por casa somos 3 a crescer
(imagem da net)
Umas vezes coloco-me na pele delas e sou pior que as duas juntas, outras tenho que impor autoridade e educação, com represálias pelo meio sempre que se justifique.
Em casa tento sempre fazer algo diferente que as estimule e nos possibilite divertir ao mesmo tempo.
Há os dias da “risada e palhaçada” onde só vale rir!
A regra deste jogo é só uma: Rir!
Depois há os dias das histórias.
Elas vão buscar a história que querem e depois de lidas são elas que me contam histórias.
Escuso dizer que quando é a pequena-mais-pequena a contar passamos à actividade “risada e palhaçada” sem dar conta, no meio do seu bebelês-português-a-fugir-para-o-chinês.
Recentemente a pequena-maior mostra-me uma carta que ela própria tinha escrito.
Eu estava distraída a arrumar umas coisas, abri a carta com alguma pressa e ela ficou à minha frente e pediu para ler em voz alta.
Era uma carta à mana que “está no céu”.
Ela insistiu que lesse...
Assim fiz, com um aperto enorme para manter alguma “postura” já que, confesso, fiquei incrédula.
Perguntei-lhe se ela tinha escrito a carta sozinha, e mostrou-me que sim quando foi buscar uma folha de rascunho, cheia de rabiscos e emendas.
Queria enviar a carta para o céu para desejar um feliz natal à irmã...
Sentámos no chão, disse-lhe que íamos jogar a um jogo novo, era um jogo para os mais crescidos mas que ela já podia jogar, e que se chamava “jogo da verdade”. Ela perguntava e eu respondia como no mundo dos mais crescidos se responde.
De olhos muito abertos ficou a olhar para mim muito interessada.
Expliquei-lhe que não podiamos enviar a carta porque não há correios no céu, e que a mana dela está no céu mas é um céu diferente, é o céu do pensamento dela e por isso está sempre presente.
Perguntou-me quando é que a mana voltava.
Disse-lhe que a mana não volta porque quando se morre não se pode voltar a viver, dei o exemplo da tartaruga “borboleta”, que tinha morrido e não tinha voltado mais.
Disse-lhe que ela faz bem em escrever cartas, mesmo que não sejam enviadas para o céu, ao que ela responde “sempre que tiver saudades vou escrever mãe”.
Observei-a e colocou a carta junto das coisinhas dela.
A morte é uma certeza de todos nós, e mesmo assim nunca estamos preparados para perder alguém.
Explicar a morte a uma criança não é tarefa fácil, mas torna-se menos difícil se não mentirmos, se soubermos acalmar e ouvir, até porque as crianças também sentem saudades, dúvidas, e se forem enganadas sofrem muito mais, ficam à espera do regresso de algo que...não volta.
A forma como se diz é muito importante, principalmente porque vai aprender a viver com essa realidade.
E a vida também é isso...aprender...
Todos os dias são um novo dia cheios de novos desafios nesta missão “ser mãe”.
Partilhar o crescimento delas é o que me move, e não duvido que estou à altura deste maior desafio.
Nunca se tem certeza se é o melhor, muitas dúvidas ficam, mas sinto que faço o meu melhor diariamente, e se hoje as dúvidas insistirem sei que amanhã farei melhor.
Sei...logo faço!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Que pequena sou...que pequena me sinto
(imagem da net)
Nos últimos 5 dias de internamento da minha pequena-maior conheci uma mãe-coragem e uma menina-guerreira.
A empatia entre nós as quatro foi à primeira vista, dentro do difícil que foram aqueles dias, foram momentos de cumplicidade entre as pequenas que brincavam na cama uma da outra mesmo com as enfremeiras a resmungarem, eu e aquela mãe-coragem fazíamos “turnos” para o banho ou refeições, e quando podíamos iamos juntas ao bar, tomar café ou conversar um bocadinho.
Quando a minha pequena-maior teve alta elas ficaram. Temos mantido o contacto. Com a mãe por telemóvel, e com a menina-guerreira tenho falado através de chat. Com os seus 10 anos dá-me a conhecer as novidades que vai vivendo, os medos que sente, as vitórias que vai conquistando...
Hoje encontramo-nos no hospital. A minha pequena-maior foi a uma consulta de rotina e estive com elas.
Fiquei feliz de as rever, mas confesso que fiquei muito triste também.
Há situações que não deveriam ser permitidas.
Há condições que deveriam ser impostas nesta lei da vida, ou da natureza, ou o que queiram interpretar.
Mas isto não é justo.
Elas iam hoje para casa...passar o Natal e comemorar o novo ano que se aproxima.
Elas estavam felizes, iam para casa!
Tentei parecer feliz, juro que tentei, mas não consegui disfarçar o aperto que senti, a raiva, a revolta...
Queria tanto vê-la bem...
Despediu-se de mim a sorrir “não estou no facebook logo à noite, estou no avião, mas amanhã falamos quando estiver em casa”. Devolvi o sorriso, dei-lhe um abraço apertadinho, e saí...a fugir de pânico que me visse chorar.
Merda para isto.
Depois, e não tem nada a ver, mas até tem...oiço queixumes de várias partes, de várias pessoas.
Que a vida tá difícil.
Que o subsidio de Natal foi cortado.
Que os combustíveis estão caros.
Que o Iva vai aumentar.
Sinceramente...não quero saber, não me importo com nada que seja material, até digo mais...puta que pariu o dinheiro, os materiais, as “coisas”.
Devemos TODOS agradecer por ter saúde, isso sim é que importa.
Não é justo.
Não deveria ser permitido nenhuma criança sofrer, passar por tudo isto...não mesmo.
Que pequena me sinto...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Aos olhos dos outros
Sou decidida.
Não tenho receios.
Estou sempre bem-disposta.
Pensam que sou de ferro, que tudo suporto, tudo aguento, tudo resolvo...
Se calhar pensam bem, até têm razão, afinal também não tenho alternativa.
Há vidas que dependem de mim, a minha também!
Mas esquecem-se de um pequeno pormenorcom a importãncia que vale o que vale é que há situações que me fazem questionar, que tenho receios, medos e dúvidas no meio de certezas que possa ter também, que sou pensativa e consciente do que me rodeia, que também me sinto triste, que também preciso de sorrisos sem nada em troca, que também preciso de ouvir que vai correr tudo bem, que também preciso de um abraço que irradie força e energia, que também preciso de alimentar a auto-confiança que me faça não desistir de mim, que também preciso de um ombro nem que seja só para descansar as ideias.
Entendo que não saibam isto, afinal só dou, dou, dou...tudo de mim!
Esquecem-se que até esse, o ferro, pode enferrujar.
Neste momento gostava de me ver do modo como me vêm.
Era só um bocadinho, o tempo suficiente que me permitisse não quebrar, ou então queria dormir uns diazinhos e acordar em 2012.
Não sei qual das duas é melhor.
Ver-me com lentes alheias corria o risco de me ver um bocado distorcida da realidade, quanto ao desligar-me do mundo por uns dias consigo imaginar-me dentro de uma conchinha, mas tinha o inconveniente de não ver o sol.
Sendo assim vou ali, enfrentar a vida de frente...as usual.
Não tenho receios.
Estou sempre bem-disposta.
Pensam que sou de ferro, que tudo suporto, tudo aguento, tudo resolvo...
Se calhar pensam bem, até têm razão, afinal também não tenho alternativa.
Há vidas que dependem de mim, a minha também!
Mas esquecem-se de um pequeno pormenor
Entendo que não saibam isto, afinal só dou, dou, dou...tudo de mim!
Esquecem-se que até esse, o ferro, pode enferrujar.
Neste momento gostava de me ver do modo como me vêm.
Era só um bocadinho, o tempo suficiente que me permitisse não quebrar, ou então queria dormir uns diazinhos e acordar em 2012.
Não sei qual das duas é melhor.
Ver-me com lentes alheias corria o risco de me ver um bocado distorcida da realidade, quanto ao desligar-me do mundo por uns dias consigo imaginar-me dentro de uma conchinha, mas tinha o inconveniente de não ver o sol.
Sendo assim vou ali, enfrentar a vida de frente...as usual.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O que eu gosto mesmo...
...e tenho muita paciência, é mesmo de pessoas portadoras do feitio "nunca tenho culpa".
Este tipo de pessoas, as vítimas, são mal aproveitadas para a profissão que exercem.
Deveriam ser todos actores, assim tinham quase como garantido que tinham plateia, espectadores, aplausos até!
Gosto mesmo muito, principalmente quando nunca estão presentes na vida de quem deveriam nunca estar ausentes.
Gosto mesmo muito, também, quando conseguem mentir anos e anos e ao serem descobertos fazem cara de vítima.
Gosto mesmo muito, também, quando se esquecem de algo que supostamente nunca poderia ser esquecido e eis que respondem "a culpa não foi minha".
Gosto, sério que gosto.
Este tipo de pessoas, as vítimas, são mal aproveitadas para a profissão que exercem.
Deveriam ser todos actores, assim tinham quase como garantido que tinham plateia, espectadores, aplausos até!
Gosto mesmo muito, principalmente quando nunca estão presentes na vida de quem deveriam nunca estar ausentes.
Gosto mesmo muito, também, quando conseguem mentir anos e anos e ao serem descobertos fazem cara de vítima.
Gosto mesmo muito, também, quando se esquecem de algo que supostamente nunca poderia ser esquecido e eis que respondem "a culpa não foi minha".
Gosto, sério que gosto.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Os Tugas e o Sexo
(imagem da net)
Ora aí está uma notícia que
Só se fala de crise, discute-se em prol da crise, fecundam-se ideias de bóias de salvação para a dita crise, mas afinal os tugas são bons em...sexo!
Parece que estão "cotados" como sendo ativos e espontãneos!
A parte da notícia que me deu alguma curiosidade foi mesmo o termo espontaneidade.
Lembrei-me de uma ex-colega de trabalho que tive há uns 5 anos atrás, que era casada e me contou com muito orgulho que tinha dias marcados com o marido....para sexo!
Era todas as quarta-feiras à noite, porque era a noite que ela não tinha aulas e, como estava em casa, aproveitava porque lhe dava “mais jeito”. Também podia ser alguns Domingos mas de manhã. Sábados nem pensar porque era o dia estipulados para as limpezas de casa. Nos restantes dias da semana nem pensar!
Para lém dela não perceber como é que o marido não concordava com ela também nunca chegou a perceber porque é que eu desatava a rir com estas “partilhas” de agenda que ela tinha para comigo.
Mas de facto ria-me bastante, imaginava uma agenda, onde em todas as quarta-feiras aparecia como compromisso ou obrigação “sexo”, alguns domingos de manhã também.
Talvez nos restantes dias tivesse registado “tomar banho” ou “lavar os dentes”.
Realmente esta notícia é de mérito, afinal ainda não consegui parar de rir.
Este meu feitio insuportavelmente espontãneo fez-me recordar este episódio, e supor que ainda há quem não veja este “momento” com a espontaneidade que carece, ou por outra....com a obrigação que não carece.
Não pretendo ferir suscetibilidades mas estou a referir-me a casais supostamente normais, que habitam no mesmo teto, com ou sem família constituída, mas que supostamente gostam um do outro, mas vou parar por aqui porque vou ali, ver se consigo parar de rir....
Então a modos que é assim
Penso que já escrevi algo parecido com isto, mas seja como for vou fazê-lo, se for repetido...informação a mais nunca fez mal a ninguém.
Gosto de andar por aqui como sendo a Autora de Sonhos.
Não que tenha grandes idealizações de castelos e principes e cavalos e sapos e afins....mas porque gosto de nome.
Shame on me....
Algumas pessoas sabem quem sou. Conhecem-me da rua, da esplanada do costume, viram a filmagem que coloquei aqui e identificaram-me, outras conhecem-me porque fazem parte da minha vida.
Uma coisa é conhecer outra coisa é viver.
Costumo dizer que há os conhecidos, há os colegas, depois há os amigos, e esses "respiram-me".
Não são eles que são privilegiados....sou eu.
Então estava eu a começar por dizer que algumas pessoas conhecem-me, mas não lhes dá o direito de virem aqui ler e fazerem disto conversa de café.
Eu explico....não sei porque carga de água tenho que encarar um conhecido ou conhecida num café qualquer e em vez de perguntar se, por exemplo, estou viva, perguntam o porquê de eu ter escrito isto ou aquilo.
Ora pois com certeza, a Autora andava mesmo a precisar de dar satisfações a alguém...pois era bonito até!
Mas melhor ainda é uma amiga da amiga de uma conhecidafiquem descansados que vou atalhar e nem falo dos primos das tias das cunhadas das vizinhas me perguntar porque é que não conhece o meu blog?
Ao tempo que me conhece e não sabe que tenho blog, tem que saber pela boca de outra pessoa?
É muito boa essa!
Depois aqui a Autora liga a tal patilha da parvoíce e diz "queres saber se mudei de cuecas ou se não uso?"
E pronto, espero que quem de direito perceba que...a vida lá fora é bonita!
Hoje por acaso tá vento aqui para estes lados, o mar está prestes a devorar a minha praia, mas porque não vão lá ver se está a chover?
Gosto de andar por aqui como sendo a Autora de Sonhos.
Não que tenha grandes idealizações de castelos e principes e cavalos e sapos e afins....mas porque gosto de nome.
Shame on me....
Algumas pessoas sabem quem sou. Conhecem-me da rua, da esplanada do costume, viram a filmagem que coloquei aqui e identificaram-me, outras conhecem-me porque fazem parte da minha vida.
Uma coisa é conhecer outra coisa é viver.
Costumo dizer que há os conhecidos, há os colegas, depois há os amigos, e esses "respiram-me".
Não são eles que são privilegiados....sou eu.
Então estava eu a começar por dizer que algumas pessoas conhecem-me, mas não lhes dá o direito de virem aqui ler e fazerem disto conversa de café.
Eu explico....não sei porque carga de água tenho que encarar um conhecido ou conhecida num café qualquer e em vez de perguntar se, por exemplo, estou viva, perguntam o porquê de eu ter escrito isto ou aquilo.
Ora pois com certeza, a Autora andava mesmo a precisar de dar satisfações a alguém...pois era bonito até!
Mas melhor ainda é uma amiga da amiga de uma conhecida
Ao tempo que me conhece e não sabe que tenho blog, tem que saber pela boca de outra pessoa?
É muito boa essa!
Depois aqui a Autora liga a tal patilha da parvoíce e diz "queres saber se mudei de cuecas ou se não uso?"
E pronto, espero que quem de direito perceba que...a vida lá fora é bonita!
Hoje por acaso tá vento aqui para estes lados, o mar está prestes a devorar a minha praia, mas porque não vão lá ver se está a chover?
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Delas...breves e decididas
(imagem da net)
A pequena-mais-pequena conseguiu em minutos tirar os livros da estante para o chão, espalhou os brinquedos na sala, desarrumou tudo o que tinha à mão, muito concentrada no que estava a fazer.
A pequena-maior então decidiu tomar conta da ocorrência:
-Olha vais arrumar isto, que aqui não há empregados! Temos que ajudar a mãe!
-Não.
-Não? Ai vais sim senhora! A mãe tá a passar a ferro e por isso vais ajudar-me. A-go-ra!!!
-Não, não, não.
-Ai não? Olha tás de castigo!
-Oh mana não.
-Amanhã vou para a escola, a mãe vai trabalhar e ficas aqui sozinha.
-Oh mana não.
-...e ficas com a tartaruga e com os peixes! Queres?
-Não...
-Então comé? Vamos arrumar?
-Xim!
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
A pequena-maior perguntou-me o que queria receber de prenda de Natal.
Disse-lhe que o que queria muitos miminhos das duas, muitos abracinhos, muitos beijinhos e que se portassem bem.
Não me respondeu.
Dou com elas abraçadas aos segredos e às risadas.
Diz a pequena-maior ao mesmo tempo que a pequena-mais-pequena ria com a mão à frente da boca:
-Olha mãe já sabemos o que vamos oferecer neste Natal!
-Então se já sabem não podem contar, é surpresa!
-Não, temos que dizer. Se não dissermos ralhas connosco.
-Ralho? Porquê?
-Porque temos que ir para debaixo da árvore, a tua prenda somos nós!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Natal & Ca
Não tenho paciência para o Natal.
A única "parte" que gosto, para além das luzinhas a piscar nas ruasque curiosamente por estes lados este ano não é o caso já que não estamos na Madeira gosto de deixar as pequenas decorarem a casa com autocolantes nos vidros, escolherem o local para o pai natal estar pendurado, sim porque são elas que escolhem e fazem.
Mas...não tenho aquele espírito próprio da época.
Não culpo a falta de tempo ou os problemas pelos quais tenho passado, porque esses fazem parte, devem ser vividos para serem ultrapassados.
Natal faz-me recordar pessoas que já não estão junto de mim.
Tudo bem, quando gostamos temos as pessoas sempre perto.
Mas não é bem assim.
Preciso da presença física!
Aquele lugar na mesa e no meu sofá, era ocupado pelo meu avô...passem os anos que passarem.
Sinto falta da pequena-anjinho. Nunca lhe dei colo, mas preciso dela. Por muito que sinta que ultrapassei não dá para não pensar nela, como se esquece quem amamos? Como se consegue viver sem pensar no que nos pertence e nos foi roubado?
Não se esquece, aprende-se a viver com a ausência, com o vazio que fica, até porque a vida segue mas há buracos que ficam para sempre, e isso nunca vai mudar.
Nesta época vivo estes sentimentos todos.
Uma mistura de tristeza com alegria que as pequenas me fazem sentir. Nostalgia...
Porque por elas há sempre uma franja de magia, de encantamento.
O Pai natal que lhes escreve em resposta às cartas que enviaram. O Pai Natal que vai comer as bolachas e beber o leite ao visitar a casa delas. Esta magia deste home da coca-cola é motivo para me deixar levar para uma noite de emoções. Enquanto acreditarem que existe é fantástico!
E por elas tudo faz sentido certo?
Até o Natal...
A única "parte" que gosto, para além das luzinhas a piscar nas ruas
Mas...não tenho aquele espírito próprio da época.
Não culpo a falta de tempo ou os problemas pelos quais tenho passado, porque esses fazem parte, devem ser vividos para serem ultrapassados.
Natal faz-me recordar pessoas que já não estão junto de mim.
Tudo bem, quando gostamos temos as pessoas sempre perto.
Mas não é bem assim.
Preciso da presença física!
Aquele lugar na mesa e no meu sofá, era ocupado pelo meu avô...passem os anos que passarem.
Sinto falta da pequena-anjinho. Nunca lhe dei colo, mas preciso dela. Por muito que sinta que ultrapassei não dá para não pensar nela, como se esquece quem amamos? Como se consegue viver sem pensar no que nos pertence e nos foi roubado?
Não se esquece, aprende-se a viver com a ausência, com o vazio que fica, até porque a vida segue mas há buracos que ficam para sempre, e isso nunca vai mudar.
Nesta época vivo estes sentimentos todos.
Uma mistura de tristeza com alegria que as pequenas me fazem sentir. Nostalgia...
Porque por elas há sempre uma franja de magia, de encantamento.
O Pai natal que lhes escreve em resposta às cartas que enviaram. O Pai Natal que vai comer as bolachas e beber o leite ao visitar a casa delas. Esta magia deste home da coca-cola é motivo para me deixar levar para uma noite de emoções. Enquanto acreditarem que existe é fantástico!
E por elas tudo faz sentido certo?
Até o Natal...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Segredo
(imagem da net)
As mulheres sabem como é, e acredito que alguns homens também, há rituais essenciais a serem levados em conta, depilação é uma delas...entre tantas outras.
No campo da “caça ao pêlo” tenho a melhor “caçadora” do mundo. Ao contrário de muitas mulheres adoro aquele momento. Não sou masoquista mas de facto é um momento muito bom...a sensação de leveza é enorme! O que faz dela a melhor é porque o tempo passa, o “trabalho” é feito e a conversa flui de forma fantástica. É uma das pessoas com quem adoro conversar de tudo e de nada...desde sempre!
Dizia-me ela ontem que gosta muito de ler, e reler, o livro “O Segredo”.
Curiosamente não é livro que me fascine, aliás foi um livros que me desiludiu.
Compreendo e até concordo com muitas situações lá descritas, mas acho que é daquele tipo de livros que podem levar algumas pessoas ao “deixa andar”.
Imagino que muitas pessoas passem a estar de braços e pernas cruzados à espera do novo emprego, ou a recortar imagem da tal viagem de sonho à espera que alguém faça milagres e por magia, ou com pozinhos de perlim-pim-pim lá apareça o bilhete de avião e hotel para a concretização da dita.
É obvio que se pensarmos positivo temos a tendencia a achar que é melhor, e eu acho que é mesmo, até acho mais...pessoas bem dispostas e que enfrentam as tempestades da vida acreditando que o sol nasce sempre no dia seguinte são mais agradáveis do que pessoas pintadas de cinzento, trovoadas e sei lá vento...
Agora por muito que se deseje algo não basta desejar e achar que é suficiente para que seja nosso!
E é com essa sensação que fiquei quando li esse livro!
Há sim a abertura tipo automática do cérebro que nos vai possibilitar lutar, ganhar forças para atingir esse desejo ou objectivo ou meta, a não esquecer que com abertura dessa porta abrem-se em simultaneo pequenas janelas...umas de insegurança, outras de medo, outras de tristeza, e que se soubermos mesmo o que queremos podemos, também de forma quase automática, ir fechando as que não nos interessam...até porque as correntes de ar podem fazer-nos mal!
Seria bom, claro, se tivessemos no cérebro um aparelhómetro qualquer tipo “liga/desliga”, “triste/alegre”, “vai correr bem/ esquece lá isso”, mas não temos, temos algo melhor ou pior, dependo de como vamos utilizar essa massa cinzenta que nos torna seres “Penso logo existo”, e por termos essa capacidade de pensar temos a capacidade de agir.
Agir!!!
Fazer qualquer coisa para essa tal meta, arregaçar mangas e ir lá para fora à luta, é a vida humana, a nossa vida!
Felizmente vivemos em sociedade, e nessa estamos rodeados de “felizardos”, “azarentos”, “lutadores”, “derrotados”, e dá para concluir que não há receitas nem formas matemáticas que nos façam seguir à risca este ou aquele caminho, não há indicações nessa estrada, nem proibidos, nem sentidos únicos, é uma estrada incerta, mas se seguimos a que achamos que é a correta podemos sim ver se chegamos ao lugar que queríamos ou se...nos perdemos.
É o único sítio onde a tecnologia não entra....no nosso cérebro, na nossa vontade, na nossa vida, e isso é muito bom! Aqui os virus são o medo, o medo, o medo e o medo, mas com os antivirus que acreditarmos podemos e devemos enfrenta-los.
Valha-nos isso não?
Decidir, tentar, agir, acertar, errar, mas....VIVER, esse é que considero o verdadeiro segredo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Para os pachorrentos...
...também designados por "seguidores" aqui fica o meu agradecimento.
Aos novos, que são muitos, preparem-se que aqui não aprendem nada de útil. Há dias que não escrevo nada de jeito e há outros que nada de jeito escrevo também.
Aos que se mantém fica a minha insistente indignação. Não vos percebo. Ainda aqui andam a ler teorias sem nexo nenhum, aturam um mau feitio dos caraças, de vez em quando levam com alguma dose de desabafos muito meus...que por si só já mostram que nem o menino Jesus, que deve andar em viagem, tem interesse.
Mas para que não pensem que me esqueço de voçês, cá vai este post...cheio de muita admiração por todos, voçês prometem, insistentes como são merecem uma breve dedicatória.
Aos novos, que são muitos, preparem-se que aqui não aprendem nada de útil. Há dias que não escrevo nada de jeito e há outros que nada de jeito escrevo também.
Aos que se mantém fica a minha insistente indignação. Não vos percebo. Ainda aqui andam a ler teorias sem nexo nenhum, aturam um mau feitio dos caraças, de vez em quando levam com alguma dose de desabafos muito meus...que por si só já mostram que nem o menino Jesus, que deve andar em viagem, tem interesse.
Mas para que não pensem que me esqueço de voçês, cá vai este post...cheio de muita admiração por todos, voçês prometem, insistentes como são merecem uma breve dedicatória.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Humilde X Submisso
(imagem da net)
Numa formação que tive, aquando da avaliação entre colegas, ouvi de várias pessoas “És muito humilde Autora, não devias ter pedido desculpa ao grupo por não teres preparado a tua ação”.
Claro que devia!
Se não preparei!
Se decidi dar a formação sem a ter preparado assumi que estava sobre minha conta e risco, porque nunca em momento algum deixei de acreditar que era capaz, apenas pedi desculpa pelo facto de não ter sido melhor...poderia ter dito “não preparei esta acção mas não faz mal, eu domino o tema!”, pois podia, mas eu não sou assim...
Penso que a humildade é uma questão de atitude, que faz todo o sentido, não nos tira nenhum mérito, antes pelo contrário...demonstra atitude, vontade de se superar qualquer coisa.
Não é o mesmo que submissão.
Não é permitir que nos pisem, que nos rebaixem, que nos tirem a voz....uma pessoa humilde não tem que ser submissa!
Apenas tem atitude.
Pensa com cabeça própria, não age de acordo com opiniões alheias, decide mediante o que acredita como sendo o melhor, acredita no que pensa, no que sente, no que tem vontade, do que não tem vontade, do que quer, do que não quer ser, sabe onde está, não tem receio de admitir “errei” e sim, sabe pedir desculpa de forma...natural.
Ninguém nasce humilde ou submisso, mas podem escolher...ou deixarem-se à escolha.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Sobre o tal destino
(imagem da net)
Ao telefone com uma amiga:-Autora, desculpa estar a ligar, é cedo...acordei-te?
-Oi! Não, sabes que acordo ainda de noite...
-Ainda bem que não acordei, tás bem?
-Eu estou sempre bem...o que se passa?
-Pois, lembras-te de ter comentado que estava na hora de pensar em mim?
-Lembro pois!
-E de ter dito que...queria viver a minha vida? Agora que as minhas filhas estão crescidas...
-O que se passa?
-Acreditas no destino?
-...acredito que não é "ele" que manda em nós, apenas nos dá algumas pistas de que existe...queres contar o que se passa ou não?
-Não sei por onde começar. Tavas a dizer que dá pistas...como assim? é que acho que esta vida é o meu destino...não nasci para ser feliz...
-Ai não? Porquê? Porque estás infeliz é sinal que deves manter-te...infeliz? Não deves lutar por ti porque esse teu destino quis que fosses uma infeliz? Não nasceste para ser feliz? Achas que alguém nasce para viver certas infelicidades? Não...o destino poe-te pessoas na tua vida por algum motivo.
-O problema é esse Autora...meteu-me esta pessoa porquê? Tantos anos depois...porquê agora? e se pos agora porque não posso....
-...porque não podes ter essa pessoa? Gostas de ti não gostas? Cuidas de ti não cuidas? Porquê? Devias deixar o destino cuidar de ti então...com essa pessoa é o mesmo, só tens que cuidar desse sentimento, acreditar no que sentes.
-Não, não tem lógica.
-O que tem lógica então? Queres deculpar os astros? Os karmas? Queres ser eternamente infeliz porque não tem lógica seres feliz? Então faz isso! Mas tens que ter muita de ti! Tens que admitir que és uma derrotada pelo destino! Afinal a culpa da tua infelicidade é dele...o destino!Esse traidor! Coitadinha de ti! És mais feliz assim?
-Não...sou feliz se...tiver essa pessoa.
Tive que escrever isto.
Talvez porque saiba entender na perfeiçao estas dúvidas.
Talvez porque as viva também.
Talvez porque as sinta.
Mas talvez porque as aceite.
Não duvido desse tal destino, mas não devemos desculpá-lo para a nossa vida, para a nossa essência, para o que nos faz feliz, para os nos faz sentir vivos. Ele, o destino, não é culpado!
Devemos usufruir do que nos dá, do que nos poe à prova, do que nos faz acreditar nesse sentimento, porque esse...o sentimento é real!
A meu ver quando há, esse grande sentimento, não se deve prender, ninguém tem ninguém, podemos sim ser uma parte que complete outra pessoa porque...outra pessoa nos completa a nós. Mas não se deve prender ninguém, não se deve mudar as pessoas para o que queriamos, cada um é como é, e com esse sentimnento tudo encaixa na perfeição, porque...só esse sentimento faz isso!
Respeito, companheirismo, admiração, partilha de tantas coisas...mas nunca prisão, nunca ver essa pessoa com sentimento de posse.
É um post polémico provavelmente, mas é assim que vejo e interpreto as coisas.
Eu acredito que nada acontece por acaso...cada vez mais...
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
(de)pressão
Ontem tive um encontro com os pais da escola da pequena-maior.
Assunto: Festa de Natal
Objectivo: Participação dos pais na mesma
Marcamos este encontro para um feriado porque há sempre desculpas para a não comparência. Pelos vistos resultou, apareceram 10 encarregados de educação!
Inédito, normalmente somos sempre 5...
Depois das afinações necessárias fui beber café com a mãe de uma amiguinha da pequena-maior. Conhecemo-nos há muitos anos, mas nunca houve uma ligação muito próxima para além dos habituais bom dia, boa tarde, por aí fora.
No início deste ano lectivo pediu o meu contacto, e mensagens para aqui e para alí temos vindo a conviver mais, se é caso para dizer que se convive com sm´s...mas penso que me fiz entender.
O café de ontem já estava marcado há meses, mas nunca se pode e vai-se adiando...a vida é mesmo assim.
Lá fomos...o mar próximo e um sol simpático fez-me perder um bocado na conversa, distraída como sou nem me apercebi que ela falava comigo. Rapidamente apanhei o contexto do monólogo de minutos que ela estava a ter com ela...já que confesso, não estava ali, estava longe...
Diz-me então ela que está com uma depressão horrível. Que de seguida ia para casa, ia ficar lá todo o fim-de-semana, não queria ver ninguém....
Depressão? Horrível? Mas...há depressões fantásticas? Estou assim tão a leste das novidades?
Perguntei-lhe abertamente porque achava ela que estava assim...horrivelmente deprimida.
Não estou a gozar com a situação, não estou a subestimar sentimentos alheios, mas sabendo que a depressão é uma situação que carece de tratamento, não deve ser utilizada e interpretada só porque se está triste!!!
O namorado foi à vida dele...e?
Ela gosta dele...e?
A vida não acabou!
Mas ela gosta mesmo dele...ok...se gosta tem motivos para não baixar braços!
Mas ele também gosta dela....epá melhor ainda!
Confesso, não tenho paciência!
Epá não tenho!
Estava ali eu, a ouvir choradeiras de uma mulher de alguns trintas...a chorar por causa de um namorado? Eu? Ok, não sou melhor nem pior que ninguém, sei e respeito essas coisas, também já chorei por namorados, já chorei porque chumbei a matemática, já chorei porque não pude ir ao bailarico...mas...estava tão bem lá nos meus pensamentos, eu, o mar, o sol e mais alguém que estava presente na minha cabeça...
Até que lhe disse...para ter calma, tudo se resolve, ela que não se fechasse em casa, que não alimentasse uma certeza quando não a sabia, que o tempo ajuda, que...que...que...
Chego a casa e sentia-me parva, sim parva...como podia eu não dar importância a um desabafo de alguém que tinha desafado?
Acho que sou feita de camadas diferentes, só isso.
Camadas...feitio...gene...mau feitio...mau gene....não sei, sei apenas que a vida é tão exigente, tão fugaz...que não deveria ser perdida com estas...coisas!
Assunto: Festa de Natal
Objectivo: Participação dos pais na mesma
Marcamos este encontro para um feriado porque há sempre desculpas para a não comparência. Pelos vistos resultou, apareceram 10 encarregados de educação!
Inédito, normalmente somos sempre 5...
Depois das afinações necessárias fui beber café com a mãe de uma amiguinha da pequena-maior. Conhecemo-nos há muitos anos, mas nunca houve uma ligação muito próxima para além dos habituais bom dia, boa tarde, por aí fora.
No início deste ano lectivo pediu o meu contacto, e mensagens para aqui e para alí temos vindo a conviver mais, se é caso para dizer que se convive com sm´s...mas penso que me fiz entender.
O café de ontem já estava marcado há meses, mas nunca se pode e vai-se adiando...a vida é mesmo assim.
Lá fomos...o mar próximo e um sol simpático fez-me perder um bocado na conversa, distraída como sou nem me apercebi que ela falava comigo. Rapidamente apanhei o contexto do monólogo de minutos que ela estava a ter com ela...já que confesso, não estava ali, estava longe...
Diz-me então ela que está com uma depressão horrível. Que de seguida ia para casa, ia ficar lá todo o fim-de-semana, não queria ver ninguém....
Depressão? Horrível? Mas...há depressões fantásticas? Estou assim tão a leste das novidades?
Perguntei-lhe abertamente porque achava ela que estava assim...horrivelmente deprimida.
Não estou a gozar com a situação, não estou a subestimar sentimentos alheios, mas sabendo que a depressão é uma situação que carece de tratamento, não deve ser utilizada e interpretada só porque se está triste!!!
O namorado foi à vida dele...e?
Ela gosta dele...e?
A vida não acabou!
Mas ela gosta mesmo dele...ok...se gosta tem motivos para não baixar braços!
Mas ele também gosta dela....epá melhor ainda!
Confesso, não tenho paciência!
Epá não tenho!
Estava ali eu, a ouvir choradeiras de uma mulher de alguns trintas...a chorar por causa de um namorado? Eu? Ok, não sou melhor nem pior que ninguém, sei e respeito essas coisas, também já chorei por namorados, já chorei porque chumbei a matemática, já chorei porque não pude ir ao bailarico...mas...estava tão bem lá nos meus pensamentos, eu, o mar, o sol e mais alguém que estava presente na minha cabeça...
Até que lhe disse...para ter calma, tudo se resolve, ela que não se fechasse em casa, que não alimentasse uma certeza quando não a sabia, que o tempo ajuda, que...que...que...
Chego a casa e sentia-me parva, sim parva...como podia eu não dar importância a um desabafo de alguém que tinha desafado?
Acho que sou feita de camadas diferentes, só isso.
Camadas...feitio...gene...mau feitio...mau gene....não sei, sei apenas que a vida é tão exigente, tão fugaz...que não deveria ser perdida com estas...coisas!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Por vezes...
...farto-me de mim. Do que me conto. Do que me ouço. Do que me digo.
Sou frontal demais...para comigo.
Não sei onde fui aprender isto, mas de facto sei ler entrelinhas, as minhas entrelinhas, tenho certezas que preferia não ter.
Deveria ter certas confianças, pelo facto de ter certezas.
Mas não tenho.
Estranho...estar certa de mim, não duvidar de mim, mas...não ter confiança, talvez porque nem tudo dependa de mim.
Se a vida é minha, deveria ser suposto depender de mim, afinal sou eu que a vivo, que a traço, que a idealizo, que luto por ela...
Talvez seja o momento de me recolher na minha concha de seguranças, só um bocadinho, em breve virão raios de sol, de luz, de....
Sou frontal demais...para comigo.
Não sei onde fui aprender isto, mas de facto sei ler entrelinhas, as minhas entrelinhas, tenho certezas que preferia não ter.
Deveria ter certas confianças, pelo facto de ter certezas.
Mas não tenho.
Estranho...estar certa de mim, não duvidar de mim, mas...não ter confiança, talvez porque nem tudo dependa de mim.
Se a vida é minha, deveria ser suposto depender de mim, afinal sou eu que a vivo, que a traço, que a idealizo, que luto por ela...
Talvez seja o momento de me recolher na minha concha de seguranças, só um bocadinho, em breve virão raios de sol, de luz, de....











