sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Atelofobia


Não sofro deste comboio de letras.
Pouco me importo com perfeições.
O que é isso de se ser perfeita?
Qual é o padrão a ter em conta?
As boas regras?
Tenho muitas felizmente, uma delas a educação e o bom senso.
As etiquetas-da-sociedade?
Não gosto de etiquetas nem na roupa quanto mais na vida.
Por outro lado, o meu lado, sei o que é sentir-me bem na pele que visto.
Sou assim, assumidamente imperfeita, assumidamente bem resolvida, assumidamente pouco preocupada com clichés.
Shame on me...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

E pronto!

Cláudia Vieira foi votada a mulher portuguesa com mais estilo, a que se vestiu melhor em 2012.
Digam lá de vossa justiça....não estamos todos muito mais felizes?
Não temos agora a vida muito mais facilitada?
Hum?
Bem me parecia....

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Pós-Natal

Depois de mais um Natal que espero que tenha sido bom para todos, eis-me com as energias renovadas, e com o meu blog disponível para toda a gente ver, os queridos, os intrusos, os cuscos e também todos os seres dementes deste mundo virtual!
Prevalecem todos os queridos, são tantos!!!!!
Até já :)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sobre esta época festiva


Tenho saudades do tempo em que o Natal significava "aquilo".
"Aquilo" sabem?
Alguma magia no ar, aquela mistura de felicidade por ter a família junta, aquele frenesim do corre-corre para que tudo fosse perfeito.
Para mim é mais um Natal.
"Isto" é bonito pelas pequenas, mentiria se dissesse que nada significa.
Claro que significa!
Aqueles minutos só meus, onde preparo a suposta visita do Pai Natal enquanto dormem, esses minutos são mágicos, há "aquele" encantamento, sorrio sozinha enquanto espalho as migalhas pela sala, enquanto lambuzo o copo com os restos do leite, sorrio enquanto ponho os presentes à vista delas, e adormeço a sorrir só de imaginar a cara daquelas duas horas mais tarde.
Mas "aquilo" que significa, para mim, o Natal... não sinto.
Não consigo.
A vida ensinou-me a seguir em frente, e eu como boa aluna destas lições que ela dá segui.
Nem temos alternativa....seguir, para a frente, à velocidade que for, basta apenas seguir.
Mas transporto vazios.
Va-zi-os.
Falta-me a minha pequena-anjo.
Falta-me o meu avô passarinho.
Falta-me ainda o que acredito ser possível um dia.
Um dia....viverei o Natal com aquele espírito.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dizem...





...que conhecemos quem temos ao nosso lado quando as tormentas aparecem!
Quando o mundo nos foge.
Quando o tapete nos escapa.
Não deixo de concordar, em parte apenas...
Considero muito mais importante saber que tenho ao lado pessoas que festejam os meus sucessos, as minhas vitórias, sejam de que tamanho forem.
Essas sim são as pessoas que valorizo, que dou de mim o que tenho.
Felizmente....dou tanto!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Que saudades vossas

Não tenho escrito, não por falta de vontade, apenas porque precisei destes meses para me situar.
Não imaginam a falta que me faz escrever, e seguir os vossos blogs.
Não imaginam a falta que sinto dos vossos comentários, da vossa presença.
Presença!
É bom estar de volta.
Até já...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sou



Sou uma mistura de inatamente despistada mas sensivelmente atenta.
Vejo as coisas como são e isso permite-me distinguir o que carece de preocupação e o que poderá ser desculpado ou até esquecido.
Desenvolvi um lado sensível qualquer, não sei bem onde, que me permite distinguir o que vale ser chorado ou lamentado ou festejado, ou muitas vezes o que faz manter-me assim...de pé! Erguida!
Tenho momentos que também bloqueio, em que parece que fico inerte ao que me rodeia, mas tento ver a luz que indica a saída, ergo-me o mais rápido possível e lá vou eu de novo...por vezes vou de pé, outras vou meio a tropeçar mas até ver nunca rastejei.
Até ver...
Já repararam que a sociedade nos prepara desde cedo para o título “ser alguém”?
Mas a sociedade não nos ensina a lidar com as nossas dores pois não?
A sociedade não nos prepara para o que não é aceite, para o que não se entende e muito menos para o que não se respeita.
O nosso estado civil também não é preparado, é sim idealizado, casamentos são de sonho e associamos logo à Santíssima Trindade, à moral, ao aparecer nessa sociedade com esse título.
Um divórcio hoje em dia é uma estatística, cada novo caso representa mais um número estatístico, e aí sim a sociedade preocupa-se....sinal de crise social, qual crime é tão valorizado?
Um aborto feito como método contraceptivo é visto como normal, não fosse legalizado e usado vezes e vezes seguidas, o que importa para a sociedade são os estudos estatísticos que indicam que o número de crianças é menor, que não há nascimentos, que somos cada vez mais uma sociedade de idosos, ninguém se lembra que com 10 semanas não se trata de um feto mas de uma vida, que não pediu a ninguém para ser gerado, que tem um minúsculo coração que bate, que tem vida, vida, vida! É mais fácil para esta sociedade desculpar estes crimes com a frase cliché “antes assim do que vir para o mundo para sofrer”.
Porque sim...é crime.
O desemprego que cada vez mais é uma realidade também é preocupante, porque estatisticamente falando os licenciados quando saem das universidades não são alminhas humildes para fazer qualquer coisa, não!
Um licenciado é um supra-sumo, um verdadeiro mestre dos livros que andou a comer durante anos a chular propinas que os papás andaram a pagar, vão agora atender um telefone ou fazer arquivo para ganhar pouco mais que o ordenado mínimo?
Desemprego é a solução, e a sociedade está habituada a esta palavra, havendo obviamente excepções à maioria das regras.
A crise também é palavra do dia nisto que é a nossa sociedade.
É a crise!
A sociedade influencia todos mas não prepara ninguém para o estado de espírito!
Esse sim é importante!
A forma como encaramos os dias, como vivemos a nossa vida, os nossos desafios, isso sim faz o nosso destino, o nosso estado!
E o meu destino faço-o diariamente....
Hoje oficilizei isto que é deixar de ser uma estatística saudável da sociedade, que mudei de título no estado civil para um novo estado de espírito.
O meu estado civil a partir de hoje é “FELIZ”.
Hoje...dei por terminada a minha amputação de sonhos.

sábado, 9 de junho de 2012

Já?

Já vos aconteceu querer dizer tanta coisa e não saber por onde começar?
Ou descrever o que vos vai aí na alma e também não saberem por onde começar?
Isso.
Tenho sentido a vossa falta, agora com acessos "condicionados" fica mais difícil aqui, não fosse eu capaz de me colocar no vosso lado sempre que acesso a um blog com passwords...é uma seca!
Mas quis muito recuperar este tão meu blog.
É parte de mim...
Agradeço a vossa compreensão, e sabem uma coisa?
Gosto-vos!!!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sou a Autora, muito prazer!

(imagem da net)

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”

Ao contrário desta frase...sei dizer quem sou.
Cada vez mais sei quem sou, o que sou, o que quero ainda ser.
Assim como sei o que me limita, o que me fortalece.
Não quero justificações para este fantástico facto...sei e ponto.
Também não tenho medo de falar.
Tenho esta capacidade....falar!
Seja rapidamente, seja lentamente, falo o que sinto, exprimo o que penso, ou será falo o que penso e exprimo o que sinto?
Eu, Autora de Sonhos, sou acima de tudo a Autora da minha vida, com sonhos nuns dias, pesadelos noutros, havendo dias em que poderia perfeitamente chamar-me a Autora-que-pensa-que-é-boa.
Pois de facto não penso, sou mesmo.
Sou boa nisto que é chamado o “saber escutar-me”, o “saber interiorizar-me”, sou mestre nisto de “viver a minha vida” com o lado direito do cérebro vocacionado para o coração, e o lado esquerdo do cérebro direcionado para a razão, bom senso, e saber estar.
Saber estar.
Este é o post do ano!
Não será o último, mas talvez seja o post em que me revelo, e lá se vão os créditos dos caríssimos leitores, porque hoje fica aqui registada a minha falta de modéstia, a minha ignorância nisto de ser hipócrita, onde vou agora escrever também que digo a bom tom que sim gosto muito de mim, sim orgulho-me muito de mim em tudo o que faço, sim aprendo muito com os erros que lá vou fazendo nesta por vezes puta de vida, que não deposito frustações minhas em terceiros, talvez porque não sofro de TPM´s nem carências de qualquer tipo de natureza porque ando ocupada, sou ocupada nisto que é a MINHA vida, onde me entrego de corpo e alma ao que é meu, ao meu sangue, ao meu coração, à minha consciência.
Consciência...esta companheira tão fiel que me acompanhada diariamente para todo o lado.
Hoje fica aqui registado que esta sou eu!

"Não pareço, eu sou”

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resposta de uma Insensível



O lançamento de balões na Marinha Grande foi um evento da Artémis.
No facebook a associação criou eventos públicos para cada cidade que se fez representar por alguém.
Também tive o “meu” evento....público, daí ter ficado em estado possesso quando hoje de manhã vi o que ontem à noite escreveram, anexando esta notícia de 2008, bastante atual portanto:

"Partilho da vossa dor e sei como custa um dia como o de hoje em que poderíamos ter a nossa estrelinha a crescer dentro de nós.
 Acabo de ter conhecimento da iniciativa da largada de balões que pelo simbolismo é muito bonita mas que não nos apaga a dor e só tem como consequência aumentar a poluição ambiental.
 Podem estar contra a minha opinião mas é de lamentar que alguém se lembre de promover uma iniciativa como esta.
Existem outras formas menos lesivas de prestarmos homenagem às nossas perdas e dores...
.”

Para que se conste, não sou nem cientista, nem bióloga marinha, sou apenas e só uma cidadã que tenta ao máximo estar em dia com o que a rodeia.
Ou será uma burra?
Acerca e sobre balões, os utilizados em largadas são em latéx.
Limitadazinha como sou de cérebro faz-me saber que o látex é biodegradável, e que quando cheios de hélio, sobem não sei quantos kilómetros e chegam a uma altura que, com o frio, rebentam, dividindo-se em muitas partes, que voltam à terra onde se degradam.
De-gra-dam.
Quanto ao hélio, faz parte do composto do ar.
Respondendo ao que me foi dirigido só tenho a agradecer o facto de esta pessoa em questão não ter aderido ao evento, e dizer que lamentável é haver estas preocupações com o balão e com o hélio quando se está rodeado por criminosos de toda a espécie, violadores, assassinos....o raio que os parta a todos.
Agora insinuarem que estou incluída nessa espécie e sou lamentável, tenho a informar que não diz, sugiro que o faça frente ao espelho ou junto de quem lhe fez as orelhas ou amostra de cérebro.
Mas partilho da opinião de que “Existem outras formas menos lesivas de prestarmos homenagem às nossas perdas e dores”, uma delas é não ter que levar com ignorantes.

E por falar em golfinhos...não se preocupe, os que existem lá no lago da Marinha Grande estavam de fim-de-semana na Ribeira dos Milagres, onde a poluição é uma realidade vergonhosa e pessoas como voçê não se preocupam porque não vos convém, logo não foram incomodados nem mortos com os meus balões.
Bem haja!

domingo, 6 de maio de 2012

Muito Obrigada!!!


Não me canso de escrever o quanto sou sortuda.
Hoje, neste dia de lançamento de balões, onde 39 balões voaram em homenagem a bebés que partiram cedo demais, fui presenciada por visitas inesperadas.
Dados os vários motivos de cada uma delas, não estava a contar com a presença delas.
Adoro surpresas, e adorei o abraço apertadinho da Giraça-mais-giraça da blogosfera, a ternura e carinho tão fiel da minha primaça mais linda do mundo e arredores e da sua mãe, da voluntária mais querida do distrito que tanto me ajudou há anos numa campanha de sensibilização e tem sido incansável em mimar-me, de uma amiga fiel que foi ajudar-me com o enchimento de balões, e com a presença do meu mundo...um Deserto fantástico que me enche de vida.
Muito obrigada.
Vou ali...limpar umas pequenas gotas de água que teimam em cair dos olhos....

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia da Mãe - Artémis


(imagem da net)


Como publiquei aqui  este ano vai ser a 2ª presença do Distrito de leiria.
O ano passado, primeiro ano, a aderência foi pouca.
Balanço positivo pela cumplicidade entre as pessoas que participaram e viram 11 balões voar pelos céus, no meio de alguma chuva que se fez sentir.
Este ano, assim que fiquei com esta responsabilidade novamente veio o receio, afinal tinha como base de comparação o ano anterior, queria pelo menos os mesmos balões.
Pode parecer contra-senso....se por um lado poucos balões significam poucas perdas então podemos associar o contrário também, muitos balões podem significar mais perdas, o que é uma realidade má.
Mas não é por aí que se deve pensar.
A verdade é cruel mesmo, e sim diariamente há mulheres a passarem por uma morte fetal, em que estágio da gravidez for, mas o que quero interpretar é que este ano há mais pessoas a quererem participar, e é aqui que fico com a sensação de bem estar, ou dever cumprido.
Muitas pessoas vão participar pela primeira vez e vão recordar décadas, e têm desabafado comigo isso mesmo, que em décadas estiveram em silêncio, não queriam falar nem lhes era dada essa oportunidade.
O tabu ainda existe...bebé que não chega a nascer não existiu.
Ponto.
Foge-se do tema, por vezes até das pessoas.
Não se sabe o que se dizer.
A aderência da comunidade faz com que a missão da Associação Projeto Artémis esteja ser bem cumprida....quebrar o tabu do silêncio.
Cada passo dado neste sentido marca a diferença, e este dia 6 de Maio vai ser mais um pequeno-grande passo.
Sinto-me muito grata por poder representar a Artémis, apesar de ser a cidade com menos inscrições é uma grande vitória.
É com muito orgulho que hoje, 2 de Maio, tenho confirmados 24 balões.
É com muita esperança que espero a aderência de mais pessoas.
É com muita gratidão que o faço, que dou a cara por quem me ajudou, por quem me mostrou que não sou a única mãe a quem foi amputado metade de si....porque isso nunca vai mudar, o que muda diariamente é a forma como vejo essa falta de membros...a Matilde é minha filha, e sempre será.
Onde quer que esteja quero que sinta que em forma de amor e respeito por ela posso ajudar outras mães.
Dia 6...balões brancos, rosa e azuis vão simbolizar essa eterna presença, nem que seja numa distãncia daqui até ao céu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Duas versões de uma casa...a minha




Versão 1
Começa cedo, por vezes ainda não há luz do dia.
Cobertores no chão.
Sofá minado de bonecas, ganchichos das princesas-nã-sei-das-quantas, molinhas para as bonecas que ainda têm um bocado de cabelo, cestos da roupa a fazerem de automóveis, a pequena-maior é a condutora e lá empurra a pequena-mais-pequena que ainda cabe dentro de cesto.
O chão da casa é uma mistura de brinquedos com livros e aguarelas que insistem em pintar o chão de outra cor.
Antes de ir ao wc tenho que fechar os olhos primeiro.
Quando os abro fico dividida entre uma pequena-grande vontade de ralhar com elas com a vontade de rir, quando me explicam a sanita assim pintadinha com vernizes é a sanita das princesas!
E os sapatos da mãe fora do sítio´são justificados pelo baile que vai haver entre princesas.
Quando consigo po-las a dormir a sesta aproveito e lá vou transformar a sanita de princesas numa dita normal, assim como o chão, assim como tudo o que consiga fazer enquanto dormem.
Se acabar as minhas tarefas de empregada de um castelo encantado, deito-me ao pé delas enquanto mexo no comando da tv à caça de qualquer série que goste de ver.
Boa....tá a dar, vou conseguir ver este episódio!
Enconsto-me no sofá enquanto suspiro....ao mesmo tempo que a pequena-maior acorda e pergunta se já é hora de lanche.

Versão 2
Sala com livre trânsito, sendo possível circular-se sem tropeçar em qualquer objecto digno de qualquer princesa.
Sofá aparentemente inteiro.
Silêncio e arrumação.
Esta versão tem uma duração aproximada de 10 horas, intervalo de tempo que vai entre o adormecer e o acordar delas.
É uma versão necessária em qualquer casa, mas confesso que...assim que a versão 1 começa a acontecer tudo tem mais sentido.

Por falar em sentido, vou só ali....tenho um iogurte líquido a gritar em cima do tapete e meio kilo de migalhas a suplicarem para serem aspiradas no sofá.

domingo, 29 de abril de 2012

Sorrir


...perdemos demasiado tempo a analisar o que nos rodeia.
A rotular os outros.
Com as histórias de troikas e de vendavais políticos até ao desemprego vamos vendo, diariamente, pessoas tristes, chateadas com a vida, impacientes.
Não julgo nem opino sobre o que não sei, mas sabendo e conhecendo essa realidade dou por mim e por vezes sinto-me uma ET, por aí...
As pessoas julgam sorrisos, como se fosse proibido rir, como se rir fosse uma tragédia, ninguém tem motivos para rir!
Noto isso todos os dias, desde a ida ao café até ao passeio que possa fazer para queimar a hora de almoço, e ultimamente nesses pequenos passeios tenho-me cruzado com uma mulher que tem problemas em andar. Os movimentos das pernas são descontrolados e apoia-se no carro de compras para caminhar.
A última vez que a vi estava a sair do carro e começou a andar sozinha. Quando se apercebeu que não conseguia mais sentou-se.
Não quis mostrar algo que não estava sentir, não quis que pensasse que estava com pena dela, na verdade o que sinto por aquela desconhecida é admiração. Aproximei-me dela e sentei-me ao seu lado. Sorrimos uma para a outra e ela disse "andar cansa, mas não andar deve cansar mais".
Sem dúvida...os problemas existem de todas as naturezas, podem deixar-nos tristes, mas nunca devem impedir sorrisos, afinal são os sorrisos que mostram que somos mais fortes.
São os sorrisos que nos fazem fortes!
Se uma pessoa mal humurada consegue espalhar mau humor....a bem humurada espalha alegria e força muito melhor, e à mesma velocidade!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma questão de número



"E eu acho que cansei de sempre ter tudo pela metade. Amor pela metade, felicidade pela metade, amizades pela metade, e até mesmo pessoas pela metade (afinal de que adianta o corpo, se o coração não está lá?). Cansei de ser sempre a segunda opção, de correr atrás de quem nunca sentiria minha falta, de me importar mais com os outros do que comigo mesma. Cansei de ser a garota boa; aquela que sempre vai aceitar tudo, escutar tudo, estar lá para tudo, e que sempre, sempre, sempre, está bem. Cansei de não querer magoar as pessoas quando todo mundo me magoa, cansei de sentir medo e não falar. Cansei de ser boba, cansei de abaixar a cabeça e, principalmente, cansei de aguentar tudo calada. Cansei de nunca cansar. Cansei de falar “não se preocupe, eu vou ficar bem”. Cansei de mentiras, cansei de mágoas, cansei da minha vida.” (Letícia Sales)




Já vivi por metades.
Já respirei pela metade.
Já acreditei que nunca iria sentir-me de outra forma senão dessa: uma metade.
Já temi a procura das metades que me faltavam.
Já contabilizei esses anos de metades, subtraí o que perdi, o que abdiquei, o que deixei de viver.
Já pesei essas anulações com as potenciais somas que podia ainda viver, cheguei a multiplicar e o resultado obtido foi um vasto número de possibilidades.
Concluí que matematicamente pensando não ia utilizar a divisão, preferi a multiplicação com todas as tabuadas que existem, e as somas que possa ainda fazer.
Descobri esta tendência para a matemática quando dei conta que sou o número 1, depois de tanto tempo a ver-me como um zero.
Também já fui o dois muitas vezes.
E o três.
Até o quatro!
O um estava ocupado com os outros, sempre os outros, e depois dos outros vinham outros outros.
Eu aparecia, de vez em quando, quando tinha tempo para mim, ou quando me lembrava que fazia parte deste mundo.
Destas contas feitas concluí que isso ajudou-me nalguma coisa, tenho essa certeza.
Mas a certeza que tenho agora é que é muito bom ser o número um.
Respirar por inteiro.
Ser por inteiro.
Acreditar por inteiro, mesmo que seja ainda com muitas metades.
Cansar do que cansa permite não cansar do que se quer.
E quando quero...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Escrever...


(imagem da net)

Quando dou conta das visitas ao meu blog fico mentalmente parada.
Vi que passaram das 70.000 visitas.
Sei, o que é que isso importa?
Para mim importa tudo.
Não escrevo com regras, acredito que existam regras na escrita, por vezes até acho que escrever sobre nós próprios se pode revelar algo de egocêntrico, ou ser interpretado como uma vaidade qualquer, afinal é em torno do nosso umbigo, eu, eu, eu....
Corro esse risco, no entanto o que sinto é que quem me lê não o faz pelo facto de escrever bem mas porque o que escrevo se encaixa com o que pensam ou sentem, deve haver qualquer coisa em qualquer post com a quel se identifiquem, e isso chega para que me sinta mais e mais motivada a escrever.
Quem não conhece nem sabe da existência de blogs não tem noção do quanto é uma terapia....escrever!
Seja uma atitude altruísta ou não todos temos necessidade de nos recolhermos mas de nos expressarmos.
Expressar o que pensamos, o que sentimos, o que tememos, o que nos faz feliz é um direito, e no blog há a vantagem de só ler quem quiser, e quem escreve liberta o pensamento, no fundo é um momento de reflexão.
Escrever permite-me arrumar em pequenas caixas os pensamentos.
É como arrumar qualquer divisão, só que os objetos são os pensamentos e a mente é a divisão, e o simples ato de escrever é organizar, a profundidade da limpeza depende da quantidade de pó e lixo que tenho que deitar fora.
Quando se termina a limpeza de uma divisão ficamos com a sensação de espaço, de ar puro.
Com a nossa mente é igual.
Gosto de escrever, é um momento de prazer que tenho sempre que carrego nas teclas para expressar qualquer teoria com ou sem lógica, ou com ou sem teoria alguma, e a melhor recompensa que tenho é sentir que muitas vezes consigo ser util para alguém, basta ler os comentários ou a caixa de e-mail.
Noutro dia li um artigo onde dizia que escrever dá trabalho e que quem pensa o contrário ou mente ou não é escritor.
Pois lamento discordar, mas não sendo nem mentirosa nem escritora nunca senti essa carga de trabalho por escrever com coração, com alma, com o que sou de bom ou de nem por isso.
Escrevo porque gosto.
É um direito como qualquer outro.
Obrigada pela vossa assídua companhia, são voçês que me inspiram e me dão força para continuar a escrever sem regras, sem etiquetas, no entanto o que lerem é escrito com sinceridade, humildade e muita vontade de continuar a merecer a vossa visita e comentários.

sábado, 21 de abril de 2012

Eu...


Coloquei ontem esta imagem/mensagem no mural do meu facebook.
Por norma coloco "coisas" com as quais me identifico, muitas vezes é como se estivesse a ler exatamente o que penso, como penso, e que me lembre nunca o fiz para atingir terceiros.
Esta mensagem é a "minha" cara.
Não tenho inimigos, posso ter pessoas que neste momento da minha vida não me desejem propriamente "coisas" boas, sei disso e quem são, mas por defeito e que tenha conhecimento não sou pessoa de ter inimigos.
Mas sei de algumas pessoas que me invejam, umas desde sempre outras que vão aparecendo.
A inveja que falo não é em bens materiais, a não ser pela fama que sempre me acompanhou neste campo com a qual sempre sobrevivi, mas como cada um sabe de si sei que não sou, nunca fui afortunada em nada, prova disso é o facto de trabalhar desde muito cedo para ajudar os meus pais enquanto as amigas de escola e de vida gozavam férias de verão, dormiam até tarde e se divertiam.
Agradeço aos meus pais tudo isto, sou o que sou hoje de bem comigo graças aos padrões de vida que fui conhecendo, o que também permitiu que pudesse terminar o curso superior ao mesmo tempo que trabalhava, como sabem nem sempre se fazem algumas disciplinas à primeira.
Não gosto, admito, que me invejem, talvez por não invejar ninguém.
Cada um é como é, se tem é porque lhe pertence, se não tem é porque o pode ter um dia...acima de tudo ninguém tem nada a ver, muito menos a invejar.
Voltando aqui à imagem, e como já disse, retrato-me no escrito....até porque ainda não fiz nem um terço do que sei que sou capaz.
Do que sei!
E sim...quem quiser que me supere!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Obrigada

Aos meus amigos.
Por me conhecerem tão bem, e não valer de nada dizer que estou bem quando dizem que a voz não é  "a minha".
Por insistirem em dizer que...estão aqui.
Por marcarem presença assídua na minha vida.
Hoje tive um abraço inesperado, no local de trabalho, seguido de um telefonema que me emocionou muito.
Espero nunca desiludir....obrigada!
E todos voçês, que me conhecem entre monitores...o meu muito obrigada também!
Repito o que escrevi vezes sem conta....admiro a vossa paciência!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Descobri...

...que sendo imperfeita como sei que sou tenho muito por aprender.
Mas hoje descobri que sei que vou ser sempre assim...imperfeitamente forte.

terça-feira, 17 de abril de 2012


Nem sempre se consegue controlar o pensamento.
Durante o dia podemos até pensar nessa hipótese, mas nem sempre se consegue.
Mas durante a noite esta dificuldade é maior.
Esta noite sonhei com o que me preocupa, com o que tem ocupado a minha cabeça, por mais que tente não pensar, por mais que tente e queira acreditar que é uma rotina....não consigo.
Deveria ter escrito isto aqui, onde partilho dúvidas, experiências, desabafos e vitórias, aqueles pequenos nadas que para mim são muito, e muitas vezes são tudo, mas preferi escrever aqui.
Detesto mentiras, omissões, e não o faço para comigo também.
Sinto-me sufocada.
Sinto-me triste.
Sinto-me sozinha nesta realidade.
Sinto-me 5000% responsável pela saúde dela, e estando descompensada culpo-me por isso.
Sinto-me uma mãe de merda.
Sinto-me...assim!
Se me perguntarem se isto que acabei de escrever é verdade, é sim, tudo à exceção de ser uma má mãe, sei que não sou, sei que dou o meu melhor, por saber isso é que fico com esta sensação de obrigação de fazer o melhor, o melhor, o melhor.
Amanhã saberei onde melhorar, junto de quem sabe.
Hoje só sei que as pequenas podem sempre contar comigo.
Pelo menos comigo...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ah...os problemas!

(imagem da net)

Todos sabemos o que é um problema.
Talvez porque todos tenhamos...problemas!
Uns maiores outros menores fazem parte da vida de todos.
Imaginem que vão a conduzir e deparam-se com uma lomba na estrada.
A tendência é reduzir a velocidade, e é esse certamente o propósito da lomba....reduzir velocidade.
Mas não vamos ficar ali parados pois não?
Também não vamos acelerar sujeitos a magoar alguém ou estragar o carro...pois não?
Apenas abrandamos!
Ela está ali, é um obstáculo à nossa condução.
Os problemas são semelhantes.
Servem para nos fazer pensar, ponderar o que seja, dependendo sempre do tamanho que tenham e que lhes dermos.
Acima de tudo do tamanho que lhes quisermos dar!
Dou aos problemas o tamanho que têm, a importância que têm, e sabem uma coisa?
Nem todas as lombas que tenho encontrado no caminho estragaram o meu carro, muitas permitiram-me ver a paisagem!
A paisagem!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Coisas minhas

(imagem da net)

Há quem pense que ando sempre a rir.
E tento andar!
Não quer dizer que ande sempre de bem com a vida, ou comigo própria, talvez seja um refúgio que encontro para me fortalecer...talvez por achar que é uma boa terapia...rir!
Não ando sempre com as pilhas emocionais carregadas no máximo...não!
Não vou escrever de seguida que sou humana ok? 
Tenho os meus momentos de casulo entre mim e...mim.
Tenho peças que não encaixam, outras soltas.
Mas sei que um dia as peças vão encaixar, as que se encontram soltas agora aos poucos vão-se juntando, por isso permito-me também ter estes momentos, dar-lhes a importância que têm agora, porque só vivendo o agora com toda a intensidade permite avançar.
Mas por agora estou assim.
É só um bocadinho...é só trocar esta bagagem por outra mais colorida.
Não demora muito...é só um bocadinho!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Autora, Autora....

Tens que aprender de uma vez por todas a comportar-te.
Tens que aprender a sorrir e não a rir, ou então a rir num decibel abaixo, caso contrário continua a acontecer isto por parte dos teus colegas/vizinhos de gabinete:
"Tás para aí num escangalhamento..."
Anotei...es-can-ga-lha-men-to!
Ah ah ah, assim sendo sou uma escangalhada!
Olha que fixe!
Vou ali ver se encontro uma sensibilizaçãozinha onde me possa inscrever, para aprender boas maneiras, lições de etiqueta do riso e essas merdas assim...

Insistir...Desistir


(imagem da net)

Frases como “Não desistas” ou “Desistir é para os fracos” já foram ouvidas e ditas por todos nós, pelo menos uma vez.
São frases pequenas e parece que estão sempre prontas a serem ditas a alguém, ou até a nós próprios.
Mas aprendi que por vezes também temos que desistir.
Do que nos faz mal.
Do que nos corroi por dentro.
Do que estrangula o nosso querer, o nosso crescimento, a nossa vida.
Vida!
Nem sempre desistir de algo tem que ser motivo de fraqueza.
Pode ser o ato mais heróico que possamos ter!
Se por algum motivo desistimos é porque já insistimos.
Ou não.
Podemos também desistir à priori de algo simplesmente porque nunca o desejamos.
Confuso?
Sei que não sou perfeita mas como nunca quis ser desisti da ideia de...o tentar ser!
Sei que todos somos diferentes mas como nunca pretendi mudar ninguém desisti da ideia de pensar diferente.
Sei que não posso agradar a todos e ainda bem, como tal desisti da ideia de o querer fazer.
Pequenas desistências feitas de forma inconsciente fazem muita diferença no dia-a-dia, de forma quase automática passa a valorizar-se o que tem valor.
E desistir do que não tem valor não é desistir!
Emocionalmente quando desistimos de uma pessoa também não estamos a fraquejar, apenas e só estamos a fazer o que faz o girassol diariamente....à procura de luz!
E todos precisamos de luz para viver, por isso insistir no que nos dá brilho e calor é uma demonstração de mérito!
E quando desistimos com mérito...só pode correr bem!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Parabéns pequenina

A vida é mesmo assim...com as voltas que dá por vezes tem que se crescer rápido demais, ou ultrapassar fases de crescimento ditas normais.
Para além de tia sou amiga de todos os meus sobrinhos, tento dedicar-me ao máximo a todos, mas nunca escondi que tenho uma pequenina-grande-sobrinha que sempre me dediquei mais, mesmo de forma inconsciente...a verdade é que acompanhei mais de perto o crescimento dela, desde as vacinas em bebé às consultas no pediatra, aos primeiros desabafos de amores não correspondidos dela, e como não podia deixar de ser em cada tempestade que aparecia na vida dela estava sempre ali...porque há crianças que crescem no meio de muitas tempestades...
Com apenas 18 anos feitos há um mês foi mamã ontem.
Uma gravidez calma depois de um grande tufão que teve que viver.
Estou muito feliz pela minha guerreira, a minha pequenina, e confesso que muito aliviada....por tudo!
Para além das muitas voltas que a vida dá há uma certeza: Serei sempre a tia deles, isso nunca mudará.
Será sempre a minha pequenina, agora já mamã, e isso também nunca mudará.
Porque há coisas que não podem mudar...


É tão lindo o meu nenuco!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma questão de braguilha

Sabem a expressão "desamparem a loja?" ou será melhor a "larguem-me a braguilha!"?
Bem me parecia que sim.
Então a Autora vem por este meio junto de todos que possam vir a ler isto mais os que pelos vistos conhecem aqui a tasca e nem sabia informar desta muito humilde forma já que pelas anteriores não me fiz entender que:
Não quer.
Não está interessada em jantarzinhos, nem cafezinhos, muito menos encontrozinhos para conversinhas nem merda nenhuma que acabe em inhos ou inhas.
Entendidos?
Para mais informa que a cara de parva que tem é inata, as olheiras são antigas e persistentes, as rugas de expressão idem aspas, mas acreditem que aqui a Autora não precisa nem quer noites com inhos para ficar rejuvenescida.
Olhem que vida a minha....ou será puta de vida?
Mas que merda!!!

Coisas que me preocupam

Todos sabem que o álcool, quando faz parte da rotina de uma pessoa e de forma abusiva é...uma droga.
Ou será doença?
Durante anos vivi de muito perto esta realidade, com pessoas que partilharam a minha vida por décadas e pelas quais sentia algum afeto, carinho principalmente.
É um processo desgastante e assustador, principalmente para quem assiste ao dia-a-dia destas pessoas, que se matam aos poucos.
Este fim-de-semana fui com as pequenas a um espectáculo onde atuaram crianças e adolescentes que conheço.
Antes fui com algumas mães tomar um café.
Juntou-se uma conhecida da minha idade com o filho de dois anos.
Ela não andava...arrastava-se e segurava-se nas cadeiras da esplanada.
Desculpou-se com o salto alto, por isso vinha descalça.
Descalça!
Eram 21h30 de Sábado, estava frio, e ninguém anda na rua sem sapatos e vestida de gala!
Perguntei-lhe "sentes-te bem?" ao que respondeu com uma gargalhada e quase cai em cima de mim.
Estava....embriagada.
Decidiu agarrar a minha pequena-mais-pequena ao colo, que começou a chorar assustada.
Decidi tirar a pequena do colo dela e sugeri que se comportasse...
Olhou-me como quem quer matar alguém foi-se embora.
Não se lembrou que o filho....estava ali!
Levei o pequeno pela mão, fomos ao encontro dela que já estava no recinto.
Disse-lhe que o filho estava comigo, que.....não se preocupasse!
Associei de imediato a uma cena também recente com ela, quando as pequenas estavam nos ensaios de dança e ela se juntou a mim numa mesa, e em 15 minutos bebeu 2 cervejas como quem bebe...água?
Fico assim...preocupada....triste.
Por ela.
Pelo filho.
Por...

Hilária Ham

Sabem o que significa?
Nem eu.
Mas pelos vistos 3 pessoas conheceram aqui a tasca através desta....frase?
Melhor que isto só mesmo 4 que vieram aqui através de "bolas de berlinde".
As estatísticas contam muitas coisas mesmo!

domingo, 8 de abril de 2012

Lançamento de Balões - 2º ano - Marinha Grande

(Foto da Autora de Sonhos)

À semelhança do realizado pela primeira vez no ano passado, este ano a Associação Projecto Artémis vai celebrar o Dia da Mãe num gesto de carinho em memória a todos os bebés que partiram cedo demais.
Sei, sendo um tema ainda tabu, muitos não entendem a importãncia desta "celebração", no entanto garanto com legitimidade de causa que é um gesto necessário.
O procedimento é simples.
Bastará que indiquem quantos balões e as respectivas cores.
A hora será comum a todos os locais onde se irá realizar o evento: Braga, Porto, Coimbra, Lisboa e MARINHA GRANDE!!!!
Recordo a cor dos balões:

Azul - Perda de um bebé menino
Rosa - perda de um bebé menina
Branco - Perda de um bebé cujo sexo ainda era impossível identificar
 
Cidade - Marinha Grande
Dia: 6 de Maio 2012
Responsável - Autora de Sonhos
Contacto -alwaysbelieving76@gmail.com
Local do evento - Parque da Cerca
Horário do lançamento - 16h
Horario para comparecer no local - 15h30
 
Este evento será divulgado no próximo dia 16 de Abril no programa da Fátima Lopes, TVI, pela Presidente da associação (Sandra Cunha) e dois testemunhos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

3 Anos de...

...Pequena-mais-pequena!!!
És a luz que pedi.
Reguila.
Esperta.
Bem humorada.
Refilona.
Teimosa.
Inteligente.
Simpática.
Linda.
Saudável.
És minha!
Parabéns meu amor, espero um dia conseguir explicar tanta coisa que não consegues entender agora.
Uma delas é que tens 3 nomes diferentes...o que consta no teu registo de nascimento, o que te chamo diariamente (Luz) e o que a médica que te fez nascer te chama com muito orgulho e carinho...Vitória.
E sabes...és todos eles!
Amo-te muito.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

(in)Gratidão

(imagem da net)

Todos nós, em algum momento, já fomos magoados por outros.
Em algum momento já confiamos em alguém que nos apunhalou pelas costas.
Não sei descrever nem quero o quanto dói, revolta.
Existem às carradas...os ingratos.
Damos os nossos ouvidos.
Emprestamos o nosso ombro.
Tendo ou não razão estamos lá, quando alguém precisa de nós, criamos a ilusão que estamos a ser úteis, não queremos nada em troca a não ser...algum respeito e consideração.
Se a gratidão é um direito, talvez a ingratidão seja o mesmo....por isso os ingratos o usam.
Tenho, preciso de acreditar que os ingratos são esquecidos, para os poder desculpar...
Esquecem-se!!!
Ponto.
Lembram-se das coisas menos boas, e esquecem as boas que fizeram por eles.
São esquecidos!
Minados de erradas teorias têm um cérebro fechado onde tudo o que tenta entrar de bom bloqueia de seguida.
Devem ser desculpados pela carência emocional de que são portadores, o que faz com que o coração que lhes bate no peito não lhes permita ter bondade e isso...manifesta-se sempre que abrem a boca.
Têm ligação direta boca-instestino, ou intestino-boca.
Posso também concluir que os meus pais não me deram as vacinas todas enquanto criança, porque não estou imune a este virus....eu tento, juro que sim, mas não tolero mesmo, por isso não posso aceitar ingratos à minha volta.
É uma questão de saúde...ou se é ou não se é imune!
E eu não sou, tenho essa prova sempre que dou viagens só de ida a essas pessoas e lhes digo “xauzinho, foi uma estadia pelo tempo que decidiram aproveitar, agora vão lá...boa viagem”.
Sou assim, uma Autora-não-imune-a-personas-non-gratas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O Sr Tempo, sem tempo



"Tempo, ah! tempo…
Precisamos dele(...)Comandante das decisões e da vida (…) Aproveite o seu, pois não volta mais."

Gustavo Rocha 

Nos dias que vivemos ter tempo é algo quase impossível, inatingível.
Percebo.
Corremos todo o dia com horários de trabalho, afazeres inadiáveis de foro profissional, mas esquecemo-nos das reuniões que perdemos de duas horas onde se tivessemos gasto apenas 30 minutos tinhamos as mesmas conclusões, mas na altura não nos lembramos disso porque estamos lá, a gastar tempo com conversas paralelas e sem proveito algum.
Depois ainda temos a vida pessoal, pois é, que grande chatice termos que ter ainda tempo para a panóplia de tarefas aparentemente chatas e necessárias numa casa, se formos mães e/ou pais? Ainda por cima temos porque temos que ter tempo para as crianças!
E para as birras!
E para as desarrumações!
E para os incentivar a fazer os trabalhos de casa, fora os dias em que não percebem o que é para fazer e lé temos nós que perder o nosso tempo a explicar...
Pois é...vida complicada esta, que só exige de nós o que não temos...que é tempo!
Mas para não perderem mais tempo a lerem isto quero abreviar paleio e dizer que no que respeita a isto de “ter tempo” eu não tenho paciência para desculpas de quem diz não ter tempo.
Abreviando ainda mais informo que tenho a certeza absoluta que tenho um feitio de merda.
Lastimoso.
Lamentável.
Insuportável.
Chato até! Ou quiça vergonhoso.
Mas não desculpo o tempo para nada, ou a falta de tempo, porque euzinha tenho sempre tempo, ou será disposição?
Não posso ditar a receita milagrosa, mas a que uso tem sido fidedigna....as minhas filhas, a minha família, os meus amigos, que todos juntos são só e apenas quem amo, o meu pilar, o que me move, o que me alimenta a alma...para todos eles tenho sempre tempo!
Se ficam coisas para trás, por fazer?
Ficam pois...coisas! Mas sendo coisas não fazem parte do topo da minha pirâmide de prioridades, por isso ficam na linha sujeita a isso...ao tempo que eu tiver para decidir se me apetece ou não não ter tempo!
E quando não faço seja o que for não me desculpo com o tempo mas com a verdade, que é “não me apeteceu”.
O que é isso de...ter tempo?
Se me perguntassem como anda o meu tempo responderia “anda bem, obrigadinha!”.
Como ninguém me faz estas perguntas ousadas eu informo que sim, sou uma disponível para o que dá oxigénio, e cada um de nós sabe como respira melhor...

Mudar, mudar, ou não

(imagem da net)

É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são encantadoras ou são aborrecidas.” 
Oscar Wilde 

Dizem que tudo muda.
Pessoas mudam.
Sentimentos mudam.
O tempo muda.
Também acho, até porque o próprio mundo gira!
Mas sobre as pessoas...tenho alguma dificuldade em acreditar que mudem mesmo, é-me mais fácil ou aceitável acreditar que no fundo se vão revelando aos poucos.
Não acredito que quem seja pessimista mude para otimista, ou que uma pessoa com pouca ou nula moral mude para uma moralizada, inspiradora para outras.
Ou se é assim ou se é assado...de forma muito inata, não invalida que a aborrecida não seja tão verdadeira como a encantadora, são formas de ser diferentes, agora não acredito que uma adote uma postura de vida, de estar, de ser, diferente do que realmente é.
Acredito sim que se idealize o que se pretende ser, e que com doses de sabedoria e muita vontade se alterem algumas coisas, mas no fundo, mesmo no fundo, há o lado inato e esse fica, permanece, é genético!
Acredito que devemos fazer todas as escolhas que nos possibilitem sentirmo-nos melhores enquanto pessoas...talvez sejam pequenas mudanças, ou grandes-pequenas-mudanças que poderão fazer alguma diferença no todo que é a nossa personalidade, mas são, a meu ver, apenas partes...


domingo, 1 de abril de 2012

Pois é Autora

Acabou-se a semana de férias.
Férias da rotina do trânsito e do trabalho, porque descansar foi mentira.
Não me estou a queixar, na verdade estou a felicitar-me!
Cumpri com tudo o que tinha em mente, e sinto-me muito bem por isso.
A pequena-maior contou histórias, leu histórias, cantou, dançou, mudou de visual...feliz!!!
A pequena-mais-pequena não me largou um segundo que fosse, parecia o patinho atrás da mãe-pata, desarrumou, partiu, estragou, fez birras, desenvolveu muito vocabulário e lá cantou e dançou e...andou feliz!
E é este "estar" que peço diariamente...estarmos bem, felizes.
Eu estou a curtir as minhas últimas horas de férias, estou já cheia de saudades destas duas atrás de mim, e para me preparar psicologicamente estou acompanhada com o pacote de amêndoas que já vai no fim.
Mas quem inventou isto de amêndoas?
Não devia valer!
Notazita importante, ou não:
O meio pacote de amêndoas foi uma mentirinha de dia 1 de Abril.
Na verdade já foi o pacote inteiro...
Shame on me please...

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vida

V.I.D.A.- Variações Infinitas de Detalhes e Acontecimentos

Adorei esta descrição.
As variações fazem de nós o que somos, as boas cada vez melhores, as menos boas são pilares para sermos mais fortes ou resistentes, mas que essa resistência nunca seja na mudança...
Infinitas porque somos postos à prova diariamente, e ainda bem!
Detalhes, esses são os melhores. Fazem história nisto que é a nossa vida.
Acontecimentos...nem vou sequer pronunciar-me acerca destes...
Vivam!
Aproveitem todos os acontecimentos, desfrutem de cada detalhe.
Acho que ando inspirada...acho...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tentativa de respeitinho cá em casa

A pequena-mais-pequena parte tudo, estraga tudo, desarruma que se farta, e não se cansa!
Estava a ralhar com ela e responde muito ofendida "Má, má, má...tu és má"
Disse-lhe que ninguém é mau. Nem ela nem ninguém, e que ela sim é muito safada, ao que responde "E tu és fofa mãe"
Era suposto continuar as minhas divagações e continuar a chamar à atenção, mas não dá....derreto!

Estava a pensar em rifá-la!
Ninguém quer?
Garanto que ficam com a casa de pantanas em segundos!

O (verdadeiro) sentido

Há momentos tão cheios de tudo que são indescritíveis.
Talvez seja melhor assim, não devem ser descritos, apenas e só...vividos.
Há momentos tão cheios de nada que são indescritíveis também, talvez por serem tudo.
Talvez seja isto mesmo...o que é verdadeiro não tem descrição, tem apenas sentido de existir e persistir.
Há pormenores que fazem sorrir, permitem ganhar mais força para o que há-de vir, ninguém sabe o que reserva o futuro mas mesmo assim todos temos algo em mente, suposições concretas, quase certezas absolutas.
Há momentos assim...que fazem esquecer que passaram décadas e ajudam a perdoar as escolhas tomadas, a aceitar os erros como actuais vitórias e personagens de uma história que está a ser vivida agora, e é o agora que importa para que o amanhã seja mais colorido, mais completo....cheio de sentido.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Juro mesmo

Ainda não sei como é que aturam as minhas gargalhadas aqui na tasca.
É que foi todo o dia!
Qualquer dia atiram-me pela janela, é que não há quem aguente!
Depois é caso para dizer "fui atirada por justa causa"!!!

Coisas que me fazem confusão


(imagem da net)

Não percebo patavina de maquilhagem, nem de acessorias de imagem, mas há coisas no mundo da beleza que me fazem confusão.
Cada vez mais de ouve falar em maquilhagem masculina.
Não critico nem julgo, se isso faz com alguns homens se sintam mais confiantes porque não?
Agora, e tal como na mulher, deve haver um bocadinho de cuidado com algumas coisas, por exemplo a escolha de um tom de base o mais idêntico possível ao tom de pele.
Noutro dia, enquanto via com o meu pai a crónica semanal de um político, dei por mim e em vez de o ouvir pasmei a ver a quantidade de base que tinha num dos lados da cara, já que no outro lado notava-se que havia ali um pozinho anti-brilho a mais.
Tudo bem, parte-se do pressuposto que para se aparecer na TV tem que se ter uma imagem cuidada, mas não deve ser esquecido o facto de serem pessoas!
E ninguém anda no seu dia-a-dia com gotinhas de suor tapadas com aquilo na cara!
Principalmente os homens não andam com rosetas também conhecidas por “blush” para irem trabalhar pois não?
Já para não falar no fantástico glosszinho SÓ de brilho!
Será que quem maquilha esta gente não tem noção do ridículo que é?
Têm lá espelhos!!!
Quando dei o meu singelo contributo aqui também fui “tratada”, então assim que abri os olhos e me vi ao espelho fiquei por momentos na dúvida se tinha vindo de África ou se tinha estado 8 horas de papo para o ar a apanhar sol, porque aquela que via no espelho não era eu!
Depois de muito insistir lá a jovem me passou uns toalhetes para tirar algum do muito reboco e disse-me com a maior das naturalidades que a quantidade de base que me tinha posto no focinho era exatamente igual à quantidade que colocava nos homens!
Como se isso me tranquilizasse!
Já para não falar no cabelo armado que me puseram de seguida, com a insistência “não se mexa muito que vai já entrar em estúdio”...ah pois não, abanei logo a juba a imitar uma corrente de ar qualquer, a Lili Caneças não tinha sido convidada pois não?
Então eu também não queira ser confundida com ela!!!
Isso é que era bom não?
Tenho muitos defeitos e também sou tia mas de sobrinhos, e ainda não matei ninguém de susto, que saiba claro.
Será que as próprias pessoas não vêm que...não são elas?
Sendo políticos e por isso sujeitos a irem à TV com frequência ou a qualquer aparato público qualquer, não têm noção destas pintelhices?
É que não se trata de alguém que escolhe o tom da gravata para vestirem ou o tipo de champô para disfarçar brancos ou pretos ou mesmo carecas completas, é a fronha deles!
Pronto olhem lembrei-me disto, faz-me confusão, sei lá...
Mas acreditem que também tenho bom feitio e também sei dizer bem, só que não é sempre e quando é, é raro!

terça-feira, 20 de março de 2012

The best!!!

São estas que prevalecem, que dão força para enfrentar dias como o de hoje.
São estas que têm que ser preservadas e alimentadas.
Alimentadas!

domingo, 18 de março de 2012

Coisas ou voltas ou...vida

Nunca fui de fazer grandes planos, talvez por ter apanhado grandes desilusões como qualquer pessoa.
Aos poucos fui perdendo "aquela" veia virada para a lua, apesar de sempre lutar pelo que queria.
E o que sempre quis?
Acho que o problema era esse...nunca quis nada demais.
Queria apenas viver o meu dia-a-dia, e sem me aperceber passaram-se anos assim, em banho maria comigo mesma.
Apesar de gostar de viajar adiei sempre fazer "aquela" viagem porque...
Apesar de gostar de cinema adiei sempre aquele novo filme porque...
Apesar de gostar de sair um bocadinho, fui adiando e ficando por casa porque...
Sempre tive muitos "porque´s", não os inventava, não me desculpava com eles, eram simplesmente todo o motivo para não pensar no que queria, no que me apetecia, porque...
Acho que fui egoísta durante décadas, por me ter esquecido de mim, por ter ignorado que existo, penso, sinto, sofro também.
Fui cobarde ao ponto de encontrar como escape dos meus problemas a resolução de outros problemas, assim que ultrapassava um arregaçava mangas para o próximo, e o próximo, acho que andei em piloto automático, dormia a pensar no mesmo, acordava a pensar como dar a volta à questão, ia trabalhar e muitas vezes até lá pensava como raio ia resolver fosse o que fosse?
O ponto maior desta atitude lastimosa foi aperceber-me, depois do dia de trabalho, do quanto custava voltar para casa.
Isto tudo porque a vida vai-nos mostrando que nada acontece por acaso, mesmo que essa lição seja demorada, talvez demore o tempo necessário para superar, para dar certezas do que nos faz bem ou do que simplesmente nos faz (sobre)viver.
Durante décadas perdi a minha essência.
Não me envergonho de o admitir.
Depois tive a confirmação do que já suspeitava...tenho os melhores amigos do mundo.
Sofriam comigo, alguns perguntaram-me algumas vezes onde raio estava o meu brilho, e isso doía, fazia-me pensar como é que vêm o que não vejo? Nunca me subestimaram, apenas estiveram sempre ali, ao lado, disponíveis, sem horários, para mim.
Eles sabem quem são, não é primaça?
Dizem que nunca é tarde, e não é mesmo, porque faz um ano este mês que decidi resgatar-me, mesmo sem redes, sem saber a profundidade desse mergulho.
É muito bom ter reencontrado a minha pessoa, gosto do que vejo em mim, do que sinto, e atualmente no que acredito.
Acredito...muito!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ser Mulher...

...aos olhos da pequena-maior é:

Gostei do "trabalha imenso".
Tão boa esta minha refilona-maior.

Vocabulário "in"

Da pequena-maior:
Agora deu para usar o termo "sexy" assim como quem diz "bom dia".
Ontem perguntei-lhe se ela achava mesmo que aquelas calças eram para ser vestidas daquela maneira, com as dobras em baixo todas mal feitas e ainda por cima sujas ao que responde "ya mãe é sexy".

Da pequena-mais-pequena:
A caminho dos seus 3 anos estou mesmo a ficar velha caduca possa...agora deu para dizer feio quando não lhe agrada qualquer coisa.
Por exemplo se a chávena tem só leite é feio porque não tem chocolate.
Para o que gosta diz que é fofo!
Então fiquei a saber que o champô novo tem um cheiro...fofo!
O que aprendo lá por casa...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eu acredito

(imagem da net)


"Este homem é perigoso - ele acredita no que diz" (Joseph Coebbels)

Acredito, ainda, em pessoas.
Talvez porque acredito em mim.
Acredito quando ignoro vozes que ecoam pessimismos, e em vez de as sustentar simplesmente as elimino dos ouvidos.
Porque acredito no que me conto.
Acredito quando sinto que algo vai correr bem, que vou estar á altura de um novo desafio, que vou sustentar com otimismo uma nova fase.
Não é esperança, é confiança!
É o bálsamo para os dias cheios de dúvidas ou tristes.
Acredito nos rumos que escolho, ou objectivos que traço, mesmo que possa sentir receio de avançar.
Se o receio persistir ouço-me outra vez, é como um puzzle, se não encaixa à primeira não devemos desistir, talvez seja melhor nessa altura verificar se é mesmo aquele padrão, se calhar vimos mal a côr, se calhar aquela não é a peça para aquele lugar.
Comparo esta necessidade /receio de novos passos a uma criança que comece a andar.
Primeiro sente-se protegida agarrada à mão de onde sente que está segura, depois atreve-se e dá sozinha o primeiro passo, e mesmo que se desequilibre volta a tentar, até que vai dar o segundo, depois terceiro, quarto até que começa a andar sozinha, mesmo que tenha caído algumas vezes.
Com o que acredito é o mesmo.
Sabendo o rumo que quero atrevo-me aos primeiros ou vigésimos passos.
Sei que posso cair mas também sei que logo de seguida volto a tentar, talvez com outra rota traçada mas sempre com a finalidade de chegar lá...onde quero.
Sei sim.
Porque acredito em mim...

terça-feira, 13 de março de 2012

Pensamentos avulsos

(imagem da net)

Dei por mim a pensar lá está, quando penso nem sempre penso algo de jeito que sendo a vida formada também por um conjunto de acontecimentos, aos quais nos vamos moldando, ou aprendendo, ou simplesmente vivendo, nem sempre fazemos o correto, porque nem sempre é fácil acertar.
Acompanhem-me um bocadinho...
Se vivermos muito ligados ao presente, ao hoje, não o fazemos de modo eficaz pois não?
Se vivermos focados no futuro, idealizado ou esperado, vivemos preocupados, talvez impacientes em busca do que há-de vir, não desfrutamos o presente e vamos em passo de corrida, acabando por não viver o dia de hoje, certamente muitas partes do dia serão substituídas por essa pressa.
Não vou entrar em detalhes do frustrante que é viver aprisionado a um passado...não mesmo.
Deve haver equilíbrio não é?
Sabermos medir no hoje o que devemos pensar para esse futuro.
Sendo o passado isso mesmo...passado, e o futuro algo tão inatingível, o presente é o nosso real!
É palpável, é agora, é hoje!
Engraçado ou sem graça alguma não sei porque raio me fui lembrar disto, mas como não vale levantar véus a passados, escrevi hoje, talvez porque se pensar no futuro sei que amanhã já nem me lembro...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Diz...

(imagem da net)
...há dias que gostava de ser capaz de dizer tanta coisa.
Apesar de não esconder o que sinto há cantinhos ainda muito recolhidos, talvez adormecidos, porque sim...assim tem que ser.
Mas custa tanto não poder dizer o que...sinto!

domingo, 11 de março de 2012

Os hospitais

... bem podiam ter a parte "passar umas horitas por livre opção".
Assim podia preparar a minha leitura, talvez pijama, e ia passar um fantástico Domingo lá...nessa opção, onde iria pedir litradas de soro daquele docinho tão a ver?
Mas como não há essa opção quero evitar ir às existentes, por isso hoje vou ficar aqui recolhida.
Tinha idealizado ou combinado comigo própria uma tarde de passeio, à beira mar, onde iriamos caminhar sem destino, eu e eu...
Plano adiado, talvez para um próximo Domingo...ou qualquer dia onde não me arme em parva e não injete em duplicado a insulina da manhã.
Pois, de vez em quando a cabeça anda algures por aí, e hoje não sei onde a minha estava, sei que em vez de 30 unidades injetei 60...
Vou ali bater com a cabeça na parede outra vez, e vou parar quando partir a parede sim?
Vemo-nos por aí....eu com galo na cabeça mas renovada.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A arte de Ser


(imagem da net)

Sem fórmulas exatas, sem modo de serem calculadas, todos temos poder.
Temos o poder de pensar e de escolher, ou será decidir? o que é bom ou menos bom para nós.
Temos a legitimidade de poder dizer, mesmo só para a nossa conciência, “eu posso”.
Porque de facto podemos...
Podemos impor sorrisos quando os pensamentos menos bons nos invadem a memória.
Podemos virar do avesso as nossas fraquezas e torná-las em novos hábitos, novas vontades.
Podemos ser felizes de forma realista e não idealizada.
Aceitar que não podemos ter tudo e usufruir do que simplesmente...temos!
E não custa nada pensarmos no que temos....e temos tanto!
Acho que a origem da maioria das frustrações é idealizarmos castelos sem sabermos se algum dia teremos caminho para chegar a eles.
De que vale querermos uma fortuna em bens materiais se formos solitários? Quem disse que a fortuna dará felicidade?
De que vale às mulheres idealizarem o homem perfeito de cabelo louro, olho azul, corpo escultural se não tem nada a ensinar, nada a partilhar?
De que vale aos homens idealizarem a mulher perfeita, linda fisicamente, capa de revista, de fazer parar o trânsito, mas com uma inteligência limitada ao ponto de vista estético?
De que vale idealizar a felicidade como se fosse uma trâmite legal?
De que vale queremos ser amados se não nos amamos em primeiro lugar?
De que vale...exigir de outros o que não somos?
Pois, não sei responder, em contrapartida sei o que me move, o que faz respirar, o que dá brilho aos meus olhos e à minha vida.
Vida!
Chamem-lhe orgulho, prepotência, arrogância, mania até....cada um usa os rótulos que quer.
Eu uso o rótulo com o qual me identifico...amor próprio, certeza de quem sou e do que quero ser.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher

"Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever.
É construir castelos na areia, vê-los desmoronar pelas águas e ainda assim amá-las!"

Foi esta mensagem que tinha em cima da minha secretária, agarrada a uma flor, hoje pela manhã.
Todos os anos o meu patrão oferece uma flor a todas as mulheres da "sua equipa".
São gestos simples que prezo muito, não pelo dia em si, como sabem apesar de ser o dia Internacional da Mulher, é histórico, mas cá para nós....a história é diária, cada uma de nós faz a sua, eu faço a minha todos os dias, com novas cores, com personagens que vou acrescentando ou tirando da minha vida, com personagens que vão ficando...espero que para todo o sempre.
Seja como for desejo um feliz dia a todas as mulheres.
Adoro a minha flor, vou colocá-la aqui pertinho de mim para que o dia de trabalho flua melhor!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Delas

Esta semana tenho estado menos tempo com as pequenas, a profissão assim exige.
Para agravar esta menos-presença tenho acordado mais cedo e chegado mais tarde.
Quando dei conta e olhei com mais atenção para as duas...parece que cresceram!
Sei lá, acho-as mais altas!
Se calhar era melhor ir dormir não?
Se calhar fazia-me bem...

domingo, 4 de março de 2012

Afinal...

...talvez exista perfeição.
Só pode existir.
Com momentos perfeitos, breves ou mais longos, onde sinto que tudo faz sentido.
E o tudo...é muito, é mais que muito, é...tudo!
Não sou de meias medidas.
Não sou de meias conversas.
Não sou de meios sentimentos.
Não sou também de extremos...mas porra, a perfeição existe!
A minha definição de perfeição existe.
Não posso partilhar esta definição, porque só eu a sinto...é minha!
É minha quando choro de orgulho das minhas pequenas enquanto dançam para um público que as aplaude.
É minha quando sorrio para elas ao vê-las dormir.
É minha quando estou abraçada a uma perfeição de paz, de bem estar, de lucidez, de futuro idealizado, de risos parvos, de gargalhadas sem tema convincente ou mesmo pirosas, de momentos cheios de tudo o que não tem definição.
É minha quando sinto que...encontrei, sei onde está, esta perfeição.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sou uma previlegiada

Sei que estou em modo "stop" provisório com o meu blog, e assim ficarei até a próxima semana, mas tive que escrever o quanto sou uma previlegiada.
Ao contrário de algumas teorias que defendem que só quando perdemos seja o que for é que damos valor, eu defendo como prática diária que valorizo em tempo útil o que me faz bem, quem me faz sentir bem, dou valor a pormenores, talvez despercebidos a olhos alheios, mas que para mim significam muito.
Já conhecem penso eu de que a minha teoria da treta sobre a perfeição...exato...não existe perfeição, existem momentos perfeitos.
Hoje no local de trabalho, tive um momento perfeito.
Por nada de muito especial, talvez por ser algo muito simples...lá está.
A semana passada foi nova numa experiência laboral, houve equipas designadas a trabalhos muito específicos.
Na minha equipa o trabalho correu bem, profissionalismo já desconfiado da minha parte em relação aos colegas foi confirmado e foi uma boa experiência.
Hoje logo cedo um colega dessa equipa perguntou se precisava de ajuda, avizinha-se uma semana tensa para mim, onde vou ser avaliada até ao tutano durante dois longos dias seguidos.
Repondi que sim como quem responde "vou beber água".
Não dei importância à pergunta assim como esqueci a resposta.
Minutos depois sou surpreendida pela ajuda.
Era mesmo verdade, estava ali, deixou as obrigações dele entregues aos pupilos hierárquicos e entrou gabinete adentro.
Quando perguntei "mas voçê veio mesmo para me ajudar? Tá a brincar comigo!" ele diz "Claro, apredi consigo na semana passada o quanto vai doer a semana que vem".
E lá esteve toda a manhã.
E ajudou bastante.
E fiquei a pensar com os meus botões...como é que alguém consegue trabalhar num local que não goste, ou que desempenhe funções com as quais não se identifique?
Pois, não sei as respostas....porque sou uma previlegiada.
Faço o que gosto, trabalho num ambiente super saudável, desatinos há como em todos os lados mas que se resolvem na hora do café com uma palmada nas costas ou sorrisos, e muito importante também...fora dali tenho dois ou três que posso chamar amigos.
Sou uma previlegiada!
Mas é que sou mesmo...

Telegrama-post

A Autora está viva. Stop.
Anda só a mil rotações no local onde trabalha. Stop.
Vim cá num intervalo enquanto pestanejo. Stop.
Ouvi dizer que pestanejar é preciso. Stop.
Aproveitei e vim respirar também. Stop.
Volto assim que possível. Stop.
Stop.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Playboy lunática

A Autora gosta de ler as notícias, e como sabem gosta de opinar.
Pois é...
Segundo o que consta aqui a Playboy tem um projeto muito...Lunático?
Trata-se de um clube de strip, não em ruas de Hollywood mas num canto qualquer no espaço, ideia ou projeto em parceria com uma empresa que vai criar um hotel lá, no espaço.
Para além do casino e de salas onde as danças são ousadas, este clube prevê também um restaurante com vista paronâmica para o planeta terra, isto sim é muito útil, assim é possível ver se o padeiro continua a deixar o pão à porta de casa!
Digam lá, não ficam felizes ao saber destas coisas?
Eu fico!
Pelo menos já ri bastante, fiquei foi com uma dúvida, será que lá há multibanco? Já viram se algum tripulante mais esquecido se esquece do dinheiro, como faz? Fica a meio caminho? Fica a meio do espetaculo privado de dança?
Agora a serio, pois porque pode não parecer mas ainda sei falar serio, estas noticias não deixam de ser preocupantes, até porque não percebendo nada disto de luas e crateras e naves sinto que já bem não basta o que andam aqui a fazer neste planeta, a esburacar tudo à procura de ouro e petróleos e afins, agora querem esburacar ou colonizar a lua?
Tudo bem, pelos visto há lá vida, e água, mas...é ainda um planeta morto!
Digo eu...com a mania de opinanços reles, mas deixem para já as meninas dançarem cá neste planeta, há homens que vão à lua à mesma só de as ver!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Devo...preocupar-me?

A pequena-maior via um episódio daquelas séries parvas de adolescentes.
Então uma amiga desabafava, lá na Tv, porque o namorado não gostava mais dela, e por isso se sentia bastante infeliz, ao que ouço a minha pequena dizer para a Tv:
-Pois...deixa lá...somos duas...
Por segundos não liguei ao que tinha acabado de ouvir.
Quando dei conta da "coisa" perguntei-lhe:
-Mas...és infeliz? Ouvi bem?
-Sou mãe!
-Então mas...o que precisas então, para seres feliz? Queres falar com a mãe?
-Quero. Quero falar sim. Sou infeliz desde o ano passado!
-Possa filha...há tanto tempo! Mas porquê?
-Olha porque o Fábio foi para a escola dos grandes! Dahhhh
-Ah...o Fábio? Ok, sou mesmo dahhh, mas não sei quem é o Fábio!
-É o meu namorado!
-.....ah....
-Quer dizer agora já não somos.
-Porque ele foi para outra escola?
-Não, porque nem se despediu de mim....
-Sacana esse teu namorado...
-Não é não mãe, é muito meu amigo, uma vez agarrou-me no escorrega quando caí!
-Ah, pronto....muito mais descansada então filha.
-Pois eu estou infeliz à mesma mãe...

Querem ajudar-me a engolir sff?
Ou a fechar a boca já que ainda tou pasma?
Obrigadinha...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Das pequenas ou do que me tira o fôlego

Eu sei.
Todos sabem, ou pelo menos já ouviram falar.
As crianças não param.
E, cá para nós, ainda bem!
As pequenas não são exceção e como tal...não dão descanso a nenhum santo, e como não sou santa também não dão descanso aqui à mãe.
Eu sei...a culpa não é delas, é da minha falta de calibração de pilhas que anda muito a negativo.
Logo pela manhã dar o pequeno-almoço à pequena-maior é uma aventura cheia de suspense!
Não quer isto, não apetece aquilo, depois decide que quer isto e quando vou a ver...já não quer.
Depois a parte do "vestir" que é um autêntico filme de ação.
A pequena-maior porque as leggings roxas têm que ser vestidas com a túnica não-sei-das-quantas e pouco vale dizer que a tunica está para lavar porque ignora o que digo, e quando ouve é porque ou viro costas ou subo o tom de voz.
Depois a pequena-mais-pequena acha que já percebe de moda e não é fácil convence-la a vestir aquela camisola porque ela acha que é a t-shirt ou a camisolinha de alças que está bom, já para não falar que até as cuecas escolhe.
Depois de chegarmos a acordo com a roupa vesti-la é como vestir uma minhoca, não sei se sabem como é mas devem conseguir imaginar....escorrega para ali, foge para acolá, e aqui a Autora faz mil e uma manobras para a vestir, umas vezes em pé outras deitada no chão enquanto acompanho as suas birras.
Quando vou a ver passa um dia...e o que fiz?
Para além do passeio com elas limitei-me a arrumar brinquedos, e canetas, e papéis, e tintas, e os meus sapatos que elas usaram para desfilar aqui em casa.
Se é bom?
É, muito bom aliás, mas também nunca soube de nenhum caso de morte por se descansar um bocadinho!!!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Livre(o)mente falando

Gosto muito de ler, o que faz com que volta e meia me distraia em qualquer livraria enquanto vejo as novidades.
Ultimamente tenho-me apercebido da crescente tendência para livros de auto-ajuda, de toda a espécie, desde caminhos para a felicidade, lições para se ser um lider, para até se ser uma mulher poderosa e deixar os homens “Ko”, caminhos alternativos a qualquer ginásio bastando ler dicas em como se ter um corpo perfeito.
Acho que todos já viram certamente qualquer livro desta natureza....
Já só resta esperar pelo livro que ensine o coração a escolher quem devemos amar ou nem por isso.
Por acaso...facilitava certamente muitas relações.
Este tipo ou género ou espécie de leitura faz-me um bocado de confusão, por nada em especial, até porque se trata de auto-ajuda, mas sei lá, existem fórmulas mágicas para nos tornarmos assertivos no trabalho se a nossa personalidade for uma nódoa para a assertividade?
Passamos a ser liders se sabemos que...não conseguimos assumir responsabilidades no nosso dia-a-dia?
Podemos passar a ser felizes se seguirmos à risca as tais 10 ou 100 pistas que vêm num livro?
E nas relações amorosas? Deixam de haver divórcios se seguirmos à risca a parte do “agradar” ou “compreender” ou “ceder” ou “deixar de dar opinião porque não se pode pensar diferente?” Ou passam a haver mais casamentos só porque é um livro que nos vai ensinar que a confiança e a sinceridade são a base ou pilar de tudo?
Para terminar este meu devaneio, sem fundamento algum, acho que hoje em dia nos procupamos mais em agradar os outros do que a nós próprios.
Hoje em dia não procuramos nada a não ser...soluções!
Prova disso é a quantidade absurda de pessoas cada vez mais frustradas, que se refugiam em atitudes lamentáveis, talvez reflexo de qualquer pista de livro não seguida à risca...não?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Isto ou aquilo chamado Vida

A vida põe-nos à prova.
Diariamente.
Costumo ouvir esta expressão com mais frequência num contexto de tristeza ou frustração.
Mas estes testes a que somos sujeitos, di-a-ri-a-men-te, são para todas as situações.
Quando era mais jovem achava que havia coisas que nunca iriam mudar.
Em relação ao feitio ou personalidade, achava que nunca saberia dizer certas coisas de outra forma a não ser...daquela!
Pura ilusão...é sempre possível saber-se expressar sem...ofender.
Ultimamente tenho aproveitado algumas horas do que a internet tem ao dispor e eis-me em sites de, espantem-se lá, tintas!
Tintas!
Ando a "estudar" as cores, o efeito delas nas divisões da casa, as cores transmitem muitas sensações.
E eu preciso disso...sensações.
Sendo a nossa casa o nosso refúgio, o nosso porto de abrigo, quero mudar a forma como me sinto atualmente.
A minha cabeça parece um software qualquer de arquitetura, obviamente cheio de viroses ainda, mas sei que chego lá...chego!
Cores mais ou menos decididas quero mudar algumas divisões.
Quero que a minha casa seja o espelho do que sou atualmente...leve, mais tranquila e sempre um bocadinho mais feliz a cada dia.
Falei às pequenas desta necessidade, pedi sugestões, ao que a pequena-maior responde "desde que não ponhas o fogão dentro do duche é boa ideia mãe".
Por acaso, mas só por acaso, não tinha ainda pensado nisso...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Eu, a Oficial Blogger mais querida...


...confesso, admito, estou convencida!
Agora para além de querida vão ter que levar comigo assim, neste estado lastimoso: convencida!
Muito, muito, mas mesmo muito OBRIGADA!!!
Vou ali sambar um bocadinho para festejar este prémio.
Ai...quem é que atura agora´?
É que...epá estou mesmo convencida!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Vontades

Por vezes sinto uma vontade repentina e quase consciente de...desaparecer.
Não para outro mundo, mas para outro planeta.
Não para fugir a problemas ou chatices, só para fugir da minha lucidez.
Lucidez...
Onde pudesse, por tempos, esquecer o quanto tenho que estar concentrada, presa à rotina, lúcida.
Imagino-me sem determinados "condicionalismos" ou será obrigações?
Se gostava que esta parvoíce que escrevi ali acima se realizasse?
Claro que não...mas soube-me pela vida escrever isto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Autora nas nomeações finais


Acreditem que não ligo a títulos, mas adorei saber que estou nomeada para a segunda e última ronda, dos Turista Awards!!!
Muito obrigada!
Parabéns, mais uma vez, a esta e a esta menina pela iniciativa!
Beijinhos, de desta uma blogger querida :)

O meu namorado?

O meu Pai não me viu ontem.
Normal...
Hoje logo cedo bate à porta, com um embrulho e sorriso de orelha a orelha enquanto diz "não sou teu namorado mas mereces uma prenda", ao que respondo "não sou tua namorada mas mereces uma beijoka".
Sou mimada sim, escusam dizer ok?
E gosto!
Muito.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um fantastico dia de tédio

Há dias mesmo muito.. merdosos não há?
Ou é impressão minha?.
Depois de uma noite por turnos, entre acudir a fome e o xixizinho da pequena-mais-pequena e a falta de sono súbita da pequena-maior, comecei o dia entre prazos para um lado, afazeres prioritários para outro, e tenho na mesa o portátil com dois montes de papéis.
Vale-me que sei nadar e rapidamente com tanta braçada consigo fazer mais dois montes.!
Ok, quatro montes de papéis e pastas no meio.
Olhei, pensei...e nada de escolher a prioridade.
A dificuldade maior foi fazer aqueles 4 montes de inuteis papeis.
Lá escolhi um e comecei a minha correrria.
Corredor para frente, sobe e desce escada, a impressora afinal não tinha papel.
No problem, papel posto a gaja encrava.
Ok "tás-se" bem... suspiro e abro a gaveta, tentando parecer que estava paciente!!!
Trabalho cancelado, subo escada a correr, volto a dar ordem de impressão e nova viagem corredor fora desço a escada.
A minha impressão tinha saído mas num papel todo xpto que alguém tinha colocado aquando da minha viagem.
Ok Autora, tá tudo bem!
Tudo bem!
Ok...
Volta tudo de novo, nova abordagem com a impressora e eis que parecia que a "jovem" estava a vomitar papel.
Eram só 200 impressões, estava quase!
Ok...só 200...de um lado e de outro...tá quase...
Desisti, cancelei tudo e imprimi para outra a preto e branco...
Trabalho concluido com sucesso...que simpatia!
Tinha conseguido!
Vinte minutos para imprimir uma folha!
Toca o telefone.
Chamada à receção.
Ok...quem seria? Não tinha marcado nada com ninguém.
Um jovem com colete fluorescente e capacete a pedir para tirar o carro porque tavam em obras e podia saltar alguma pedra!
Agradeço e vou tirar o chasso.
Ok, é agora!
Toca o telemóvel.
Tinha combinado almoçar com a madrinha da pequena-maior e...esqueci-me!
Como pude esquecer?
Perguntava se demorava muito...ah...não, claro que não, aliás estava mesmo a chegar!
Não vou continuar, entendo...massacre ler isto.
Mas resumindo foi uma fotocópia do descrito acima mas desta vez apanhei papéis com corações na impressora, pois é, dia dos namorados, que romantico alguem imprimir algo para o seu amor e todos lerem!
Chego a casa e tenho que levar com birras de adultos juntamente com as birras das pequenas.
Com isto tudo...vou estudar um bocado, respirar fundo-muito-fundo, tomar o meu fantastico banho e esperar que possa dormir.
Dormir!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

(My) Kreativ Blogger Award


A primaça mais linda do mundo e a Mammy lançaram-me este desafio com direito a selo.
Obrigada!

(1) Nome da minha música preferida
Curiosamente não tenho nenhuma em especial, tenho várias, tantas!
Gosto de ouvir de tudo, depende apenas dos dias e das ocasiões, se bem que há músicas cheias de significado...se há!

(2) Nome da minha sobremesa preferida
Não sou muito gulosa para sobremesas, deve ser do hábito...prefiro fruta, se bem que há dias em que morangos afogados em kilos de chantilly e muito chocolate me parece tão bem...o meu colestrol faz festa e bate palmas, os meus açucares dançam e as borbulhas dão ar da sua graça.

(3) O que me tira do sério?
Pode não parecer mas pequenas coisas tiram-me do sério. Pessoas hipócritas em primeiro plano, não tenho mesmo paciência, quando tenho que lidar com estas dou por mim e deixo-as a falar sozinhas.
Depois tudo o que tenha a ver com duplas personalidades...à nossa frente tudo ok e por trás aparecem as histórias miseráveis do diz-que-disse-que-não-disse-só-ouviu-que-alguém-disse...Xi...viro bicho!

(4) - Quando estou chateada?
Curiosamente é raro ficar chateada. Posso ficar triste com algumas situações mas chateada não, tento resolver as coisas dizendo na cara o que penso. Quando não tenho essa possibilidade também não alimento raivas...sigo a minha vida. Shame on me...não perco tempo com “inhas”...coisinhas, pessoazinhas, futilidadezinhas, vidinhas alheias não são o meu forte.

(5) - Qual o meu animal de estimação favorito?
Os meus peixes, tartaruga e a amostra de cadela mais parecida com um porta-chaves.

(6) - Preto ou branco?
Preto no branco. Por vezes preto e branco. Por vezes só preto, mas nunca só branco, branca já sou qb e não me imagino invisível.

(7) - Maior medo?
Tenho vários. Mas o principal é ver como a vida passa tão rápido e sentir que tenho tanto por fazer, por dizer, por viver...e tenho medo de não ir a tempo. Por isso vivo os momentos com a intensidade que merecem. Por isso digo a quem de direito o quanto preciso, o quanto amo, o quanto desejo ter sempre presente...na minha vida.

(8) - Atitude quotidiana?
Tenho várias também. Em postura de vida tento aproveitar o melhor de todos os dias, lembrar do quanto sou abençoada, não esquecer que é bom gostar de mim como sou, rir, sorrir, adoro estar bem disposta e estar rodeada de boa disposição, mesmo nos dias menos coloridos é uma ótima terapia.

(9) - O que é perfeito?
Neste momento o que é perfeito são os abraços das minhas filhas, os beijos espontaneos delas , as gargalhadas quando estamos a brincar, as conversas e cumplicidade daquelas duas.
É perfeito acreditar no dia de amanhã mediante instantes perfeitos que tenho vivido.
É perfeito amar e ser amada.
É perfeito viver.
É perfeito acreditar que...vou fazer alguém feliz por sentir que alguém me vai fazer muito feliz.
É perfeito e urgente não perder a força, nem a esperança, porque nada acontece por acaso.

(10) - Culpa
Tenho algumas. Mas tenho limado estas arestas...um dia de cada vez.
De nada vale pensar no que se fez de errado, fez-se o que na altura em questão parecia correto. Hoje há que interpretar essas culpas como lições, crescendo mais um bocadinho enquanto ser humano.
Acho que estou no bom caminho!

Sete factos aleatórios sobre mim:
Sendo aleatórios acho que vou indicar mais que sete fatores...
Sou frontal e direta no meu dia-a-dia. Sou decidida também, ou teimosa. Quando quero...quero!
Se tiver que dizer coisas menos boas digo. Se tiver que dizer coisas boas também digo.
Se quiserem o meu silêncio não me questionem, se isso acontecer é porque não estou interessada em responder.
Gosto que sejam frontais e diretos comigo. Não gosto de meias conversas, gosto de opiniões verdadeiras sobre o que pensam de mim ou de algo que fiz, não levo a mal opiniões contrárias nem amuo com “puxões de orelhas” que me possam dar, desde que seja de alguém com significado para mim.
Tudo o que possa ouvir de pessoas que pouco signifiquem para mim...não dou importãncia. Cada pessoa tem a importãncia que...merece, quem merece tem-me por completo, quem não merece nunca me vai conhecer nem chatear.
Adoro o mar, adoro praia. Adoro caminhar à beira-mar numa hora em que não esteja ninguém. Fico em paz quando caminho, as energias multiplicam-se, gosto do cheiro da maresia, do frio a bater na cara.
Adoro rir. Adoro pequenos nadas que me fazem sentir bem e rir, rir, rir. Como diz Erasmo “Dizem que rir-se de tudo é próprio dos tolos; não se rir de nada é próprio dos estúpidos!”
Os meus amigos chama-me lamechas. Sei que sou quando tenho que ser ao dizer-lhes que os adoro, que preciso deles, que são os maiores, que os admiro, que sinto orgulho por serem quem são. Sabem que também têm de mim a parte mais séria e sincera quando pedem conselhos, quando desabafam. Sabem que podem contar comigo sempre, os meus ouvidos são sempre disponíveis a qualquer hora do dia e da noite.
Choro com facilidade, principalmente nos momentos felizes, choro quando sei que alguém alcançou um objetivo, quando alguém supera um sonho, quando alguém alcança uma vitória. Sou...chorona...e lamechas.
Sonho acordada. Não com o euromilhões porque já sou rica em valores humanos e rodeada de pessoas Grandes que me enchem a alma, mas sonho porque acredito incansavelmente que vou ser muito feliz. Vou mesmo. Tenho tudo para acreditar nisso, tenho racionalidade, sei os lugares que ocupo e posso vir a ocupar, tenho um trabalho que me realiza, tenho uma família que amo, tenho....amor por mim e por quem me ama também. Muito....
Adoro o que faço profissionalmente. Entre muitas tarefas adoro dar formação na minha área. Sinto-me um verdadeiro peixinho na água, que sabe nadar, claro! Mais do que dar formação gosto do feedback e constatar que...foi útil!
Gosto de melhorar sempre...um bocadinho mais, a cada dia.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hoje...

Parece que estou a escrever...decidi que vão levar comigo aqui, juízos de valor são feitos por todos nós portanto...sou como sou, digo o que acho, escrevo o que me apetece, havendo duas soluções, assim à vista, ou respeitam ou não respeitam, e nas minhas costas ainda podem fazer tudo, até ao dia que me volte.
Obrigada pelos comentários, tenho a dizer que fiquei muito emocionada, não tinha ideia de que este blog fosse tão...lido.
Desde ontem que ando numa roda viva aqui no meu blog.
Já escrevi.
Já apaguei.
Voltei a escrever.
Não publiquei, ficou guardado em rascunho.
Agora estou aqui de novo, não sei se vou "lançar" isto ou se..apago.
Incrível como pude algum dia achar que com o decorrer dos anos me pudesse sentir mais...forte.
É mentira essa teoria do tempo que apaga, que ameniza.
Pura ilusão.
O tempo apenas ensina a viver com novas realidades, um dia de cada vez, nada mais.
O tempo não apaga o vazio.
Os anos não amenizam a dor.
Não trazem nada que tape este buraco.
Juro que se pudesse o dia 12 de Fevereiro deixaria de existir do calendário.
Porque é um dia cruel.
De há 6 anos para cá que me lembro da minha pequena-anjo todos os dias.
Todos.
Mas ser obrigada a sobreviver ao dia de hoje é...reviver retalhos insuportáveis, detalhes cruéis, consigo sentir cheiros, rever olhares, faces, lágrimas alheias, vozes que ecoaram horas nos meus ouvidos. Lembro-me de tudo o que disse a esse "Deus" naquela noite, de todos os nomes que lhe chamei, de todos os calmantes que me deram porque não conseguia dormir...tomei 4, e nem assim dormi.
Depois não sei lidar com tabus.
Detesto que façam que não se recordem deste dia.
Sei que lembram.
Sei que estão também tristes, mas ainda hoje gostava de receber aquele abraço da minha mãe, que me olhasse nos olhos e dissesse que também tem saudades.
Não gosto de dramatismos, aliás detesto mas porra...hoje estou triste...
Mas está sol, sinal que o dia existe para tantes milhares de pessoas, sinal que daqui a nada vou com as pequenas festejar a vida de dois amiguinhos, sinal que felizmente alguém canta os parabéns e sopra as velas, sinal que...vale a pena viver, sorrir, acreditar, mas também chorar quando o aperto no peito não aguenta mais.
Amanhã é outro dia...melhor de certeza.