terça-feira, 19 de junho de 2012

Sou



Sou uma mistura de inatamente despistada mas sensivelmente atenta.
Vejo as coisas como são e isso permite-me distinguir o que carece de preocupação e o que poderá ser desculpado ou até esquecido.
Desenvolvi um lado sensível qualquer, não sei bem onde, que me permite distinguir o que vale ser chorado ou lamentado ou festejado, ou muitas vezes o que faz manter-me assim...de pé! Erguida!
Tenho momentos que também bloqueio, em que parece que fico inerte ao que me rodeia, mas tento ver a luz que indica a saída, ergo-me o mais rápido possível e lá vou eu de novo...por vezes vou de pé, outras vou meio a tropeçar mas até ver nunca rastejei.
Até ver...
Já repararam que a sociedade nos prepara desde cedo para o título “ser alguém”?
Mas a sociedade não nos ensina a lidar com as nossas dores pois não?
A sociedade não nos prepara para o que não é aceite, para o que não se entende e muito menos para o que não se respeita.
O nosso estado civil também não é preparado, é sim idealizado, casamentos são de sonho e associamos logo à Santíssima Trindade, à moral, ao aparecer nessa sociedade com esse título.
Um divórcio hoje em dia é uma estatística, cada novo caso representa mais um número estatístico, e aí sim a sociedade preocupa-se....sinal de crise social, qual crime é tão valorizado?
Um aborto feito como método contraceptivo é visto como normal, não fosse legalizado e usado vezes e vezes seguidas, o que importa para a sociedade são os estudos estatísticos que indicam que o número de crianças é menor, que não há nascimentos, que somos cada vez mais uma sociedade de idosos, ninguém se lembra que com 10 semanas não se trata de um feto mas de uma vida, que não pediu a ninguém para ser gerado, que tem um minúsculo coração que bate, que tem vida, vida, vida! É mais fácil para esta sociedade desculpar estes crimes com a frase cliché “antes assim do que vir para o mundo para sofrer”.
Porque sim...é crime.
O desemprego que cada vez mais é uma realidade também é preocupante, porque estatisticamente falando os licenciados quando saem das universidades não são alminhas humildes para fazer qualquer coisa, não!
Um licenciado é um supra-sumo, um verdadeiro mestre dos livros que andou a comer durante anos a chular propinas que os papás andaram a pagar, vão agora atender um telefone ou fazer arquivo para ganhar pouco mais que o ordenado mínimo?
Desemprego é a solução, e a sociedade está habituada a esta palavra, havendo obviamente excepções à maioria das regras.
A crise também é palavra do dia nisto que é a nossa sociedade.
É a crise!
A sociedade influencia todos mas não prepara ninguém para o estado de espírito!
Esse sim é importante!
A forma como encaramos os dias, como vivemos a nossa vida, os nossos desafios, isso sim faz o nosso destino, o nosso estado!
E o meu destino faço-o diariamente....
Hoje oficilizei isto que é deixar de ser uma estatística saudável da sociedade, que mudei de título no estado civil para um novo estado de espírito.
O meu estado civil a partir de hoje é “FELIZ”.
Hoje...dei por terminada a minha amputação de sonhos.

sábado, 9 de junho de 2012

Já?

Já vos aconteceu querer dizer tanta coisa e não saber por onde começar?
Ou descrever o que vos vai aí na alma e também não saberem por onde começar?
Isso.
Tenho sentido a vossa falta, agora com acessos "condicionados" fica mais difícil aqui, não fosse eu capaz de me colocar no vosso lado sempre que acesso a um blog com passwords...é uma seca!
Mas quis muito recuperar este tão meu blog.
É parte de mim...
Agradeço a vossa compreensão, e sabem uma coisa?
Gosto-vos!!!