terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

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O problema é assumirmos que existe um tempo estipulado para tudo.
O problema é assimilarmos ideias pre-concebidas disto que é a sociedade.
O problema é termos que representar para uma plateia de gente como se nada se passasse, como se ...não tivéssemos sangue nas veias, como se nos mantivéssemos imunes às rajadas de vazios que nos aparecem.
O problema continua a ser a realidade.
Não estás cá!
Não lês, não me ouves, não te vejo, não te sinto, não vejo o teu crescimento...não te tenho!
Esse é o meu maior problema, e como evitar sentir isto?
Como posso fazer de conta que estou bem assim....sem ti?
Dizem (lá está....a sociedade) que é bom escrever para quem amamos, para quem temos muitas saudades, para quem sentimos muita falta.
Também dizem que o amor incondicional está bloqueado a distâncias.
Dizem...mas cá para nós, quem diz isso não sente porra nenhuma, não sabe nada de nada!
Como se (sobre)vive a mais um aniversário sem ter motivos para festejar?
Como se esquece, 8 anos depois, um dia como hoje? A esta hora estava a sentir contrações para o teu nascimento, ou estaria desfalecida, ou estaria ainda dormente de cansaço e dor de alma.
Não sei...só sei que este dia dói.
Merda para o calendário, merda para quem inventa estas leis trocadas da vida.
Amanhã farias 8 anos de vida, e a verdade é que não te tenho para abraçar, para cantar os parabéns, para te dar uma boneca?
Amanhã....

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