sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vontades

Supostamente esta semana tinha um jantar com um dos grupos de formação.
Supostamente...porque não fui.
Porque não fui?
Porque...não tive vontade!
É legítimo não? Ter vontades? Bem me parecia...
Depois de muito ouvir "Não acredito que não apareceste mesmo" e "possa és teimosa" e também "para a próxima tens que ir, sem desculpas" senti-me esgotada.
Mas que merda!
Mas quem disse que eu tinha que ir?
Ninguém...também era o que me estava a faltar, alguém me dissesse que tinha que ir ou que tinha que fazer fosse o que fosse...pois com certeza!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Acreditar, acreditar...

Para tudo há limites.
E para todos.
Conheço os meus...felizmente.
E isso nem sempre é bom...o facto de os conhecer, de me conhecer.
Por vezes gostava, sério que gostava, de me ler de outra maneira.
Sim...de me ler, de me interpretar, de me perceber, de me criticar e de me exigir.
Uma pessoa que gosto muito disse-me recentemente que sou exigente demais comigo própria, que não vivo de forma mais "pacífica" porque me julgo, não me permito falhar, chegou a dizer que podia apenas pensar na hipótese de me deixar falhar....uma vez na vida.
Obviamente que sei que parte deste discurso é exagero, mas como sei ler-me consigo ver que em parte, ou grande parte, essa pessoa tem toda a razão.
Sempre fui muito exigente, não me culpo por isso, desculpo-me por isso!
Sempre exigiram de mim, desde muito jovem. Não me estou a queixar...estou-me a desculpar...só...
Ainda não sei ser diferente, ainda não sei se consigo ser, e mais...ainda não sei se quero.
Sei que acredito em mim e nos que amo, nos que me dizem muito, nos que me fazem ter motivos para que continue...a acreditar.
Sei que nem sempre tenho força para isso.
Sei que já acreditei em muitas coisas que me fizeram errar.
Sei que já acreditei em muitas outras que já me fizeram acertar.
Sei que em caso de dúvida...continuo a acreditar até ter motivos para o deixar de fazer.
Sei que continuo...a acreditar...mas não sei até quando.
Sei que pode parecer confuso este post, mas não é....acreditem que não é...acredito que é simples...

Epá não há direito

Quando penso que sei onde estão os buracos na estrada zás....acerto sempre num novo.
Não sabia que os buracos apareciam assim, de um dia para o outro!!!
Não há direito.
Era a seguir àquela curva...sabia-os todos! To-di-nhos! Era passar no meio, depois um cadito para direita e tinha  superado a prova "buracos-na-estrada-há-eternidades".
Afinal há novos!
E eu, com a pontaria certeira que me é característica...acerto neles todos!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Autora com olhos na Imprensa

Há quanto tempo não deixava aqui os meus bitaites...
Mas é que há notícias tão, mas tão parvas...neste caso não é a notícia que é parva, é a parva que deu origem à notícia.
Então esta piquena vai colar a vagina?
Alô?
Colar?
Não...
Se tivesse colado o cérebro, na esperança de poder apanhar dois neuroniozitos isolados um do outro e querer fazer monte, para pensar melhor...ainda achava boa ideia!
Sou apologista de que para se ganhar juízo e quiça maturidade vale tudo!
Até colar!
Agora há partes ou zonas ou sei lá...que devem ficar como estão.
Já para não falar na falta de romantismo né?
Não deve ser nada romântico passar a noite numa maca de hospital com a vagina colada e de mão dada ao novo namorado!
Novo!
Fez bem em ter reciclado o namorado velho....resta saber é se o novo está preparado para reciclar!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que me inspira

São momentos breves.
São momentos fugazes, por muito que quisesse descrever o que significam não conseguia.
São momentos de felicidade, que me enchem a alma, que me garantem que tenho o melhor do mundo...as minhas pequenas.
Se conseguisse colocar numa moldura a imagem que recordo de ontem, seria uma moldura em tamanho gigante, não pela demora desses momentos mas pelo que me fazem acreditar, lutar, rir...amar!
Estávamos as três deitadas no chão.
Inventei que íamos fazer ginástica.
Pernas para cima e íamos imaginar que estávamos a andar de bicicleta, pedalando no ar.
A pequena-maior imita, a mais pequena vai por arrasto e lá pedala também.
A pequena-maior lembra-se de ensinar a fazer abdominais e dá a sua aula.
A pequena-mais-pequena imita a irmã e dá-me um ataque de riso.
Entretanto as duas lembram-se e sentam-se em cima de mim.
A pequena-maior começa a fazer-me cócegas e a mais-pequena vai buscar uma chupeta e poe-me a chupeta na boca. Como nem assim consegui parar de rir foi buscar mais duas chupetas, insiste em por-mas na boca e quando faço de conta que tinha conseguido passa-me a mão na testa, aponta o dedo para os meu olhos e diz "Xiu mãe! Já tá?"
Depois de ter conseguido livrar-me das duas pergunto quem é que se portou mal e fez maldades à mãe.
A pequena-mais-pequena, já dona do seu nariz diz com as mãos na cintura "Eu e a mana não mãe, tu!".
Depois dou por mim, num fim de dia de trabalho merdoso, rodeada destas duas, a ouvir as aventuras da pequena-maior e as novos músicas que aprendeu na escola, enquanto a mais pequena dança e pula ao som da irmã.
São momentos destes que me fazem...escrever!

domingo, 13 de novembro de 2011

Tudo tem o seu tempo

(imagem do google)
É uma expressão muito ouvida.
Defendo-a no meu dia-a-dia, mesmo sabendo que nem sempre é fácil, inconscientemente assumo que para isso é necessário calma, tranquilidade ou mesmo equilíbrio.
Um certeza tenho, impaciente como sou tenho feito algum grande esforço para melhorar este defeito, provavelmente ainda tenho muito que fazer neste ponto.
Mas tenho concluído que existe sim um tempo próprio para tudo.
O meu chegou há meses, mas chegou.
Foi esquecido por anos, mas chegou.
Foi posto em causa muitas vezes, cheguei a acreditar que não tinha direito a ele, ao meu tempo, mas chegou.
Não posso nem vou fazer balanços do tempo em que não tive tempo e do pouco tempo em que já tenho o meu tempo.
Porque, lá está...este é o meu tempo.
Só pode ser bom...mau já foi o suficiente, agora de nada vale dizerem que tenho razão, que o tempo pode ainda voltar atrás, porque não é verdade.
O tempo não volta atrás porque...já passou o tempo!
E acima de tudo deixaria de acreditar em mim, e nisso não tenho dúvida, não minto a mim própria, as batidas do coração são preciosas, embora silenciosas dizem que...já passou o tempo!