terça-feira, 29 de novembro de 2011

Medo(s)

Todos temos medos.
De variadas naturezas.
Também tenho, alguns...de várias naturezas também.
Claro que é muito subjectivo, mas acredito que muitos medos nos possam mobilizar, nos prejudiquem.
Um dos meus medos mobilizou-me durante anos...tinha medo de estar sozinha, fosse dia fosse noite.
Aos poucos fui perdendo o medo de estar sozinha durante o dia, mas durante a noite...
Consigo fazer uma viagem de angústias, se pensar no que deixei de fazer, de viver....por este medo.
E consigo fazer essa viagem porque...venci este medo.
Tenho outros, mas sou teimosa e sei que vou vencer!
Claro que vou...nisso não tenho medo...o de acreditar em mim!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Post-tipo-classificados

Já ouviram falar de espaço?
Espaço!
Sim espaço!
Aquele que todos precisamos, para respirar livremente, ou para dormir, ou para dançar, ou para estarmos apenas sozinhos, o espaço que nos permita fazer o que der vontade, nem que seja nada...niente...
Já ouviram falar?
Por acaso também já.
Dizem que é necessário.
Dizem que é preciso, também.
Dizem que é bom!
Preciso...de ter espaço no meu espaço.
De ter espaço no meu dia.
De ter espaço para mim.
Sabem uma coisa?
Estou cansada!
Eu sei, claro que sei...preciso de descansar, mas é que...não tenho espaço!

sábado, 26 de novembro de 2011

Prefiro continar assim

Acho que a maioria das mulheres/mães/donas-de-casa gostam de ter a casa minimamente arrumada.
Eu disse acho...e disse maioria...
Mas há coisas que me fazem muita confusão.
Por exemplo os brinquedos fora do sítio.
Faz-me confusão porque....gosto de os ver mesmo é fora do sítio!!!
Eles servem mesmo para quê?
Para serem usados, para serem brincadeira, para...sim se estragarem.
Há pessoas que acham que devem estar arrumadinhos numa prateleira qualquer, os filhos não podem brincar porque podem estragar-se! E isso é uma grande chatice!
Noutro dia, por causa disso, sugeri a uma mãe que  vendesse os brinquedos do filho, desse modo esses brinquedos poderiam estar expostos numa prateleira qualquer de super-mercado!
Se não era para serem usados o que estavam a fazer lá em casa dela?
Eu sei...tenho este feitio de merda....
Outra coisa que me faz confusão é a roupa suja nas crianças, quando comem ou brincam.
Faz-me confusão porque há uma coisa chamada máquina de lavar que serve para quê?
Pois!
Não me vejo a ralhar ou a repreender as minhas filhas só porque se sujaram a comer!
Não vejo nem o faço, acho descabido...esta palavra existe?
Sou adulta e também acontece! E se fosse só a roupa! O meu cabelo volta e meia fica com umas madeixas novas!
A vida já é tão cheia de regras, de exigências de toda a natureza, de merdas, de merdinhas, de merdices...chatear-me porque os brinquedos estão desarrumados e as camisolas sujas de sopa?
P´lo amor da Santa!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Da pequena-maior...

(imagem do google)

Há muito que não retratava aqui os diálogos da minha pequena-maior.
Mas este tinha mesmo que escrever aqui...
Ontem teve consulta de rotina.
Apesar de ser uma fantástica médica a alterar doses de insulina, a consulta é feita por médicas diferentes que fazem a introdução de valores no sistema informático e fazem perguntas e...enfim...
Essa médica de ontem, nova de idade e prepotente em demasia, perguntou num tom irónico e arrogante à pequena-maior:

-Tu comes cereais desses? Será que em casa nunca te disseram que não podes comer esses cereais? Têm açucar!
-Não, nunca disseram.
-Pois então eu, médica, digo que não podes!
-Mas posso! O que a minha mãe me diz é que posso comer de tudo, e esses cereais também posso. As caixas trazem uma tabela com os valores e a minha pesa tudo, não posso porquê?

(A médica não respondeu e ela continuou...)

-Quer o quê? Que eu coma aqueles nã-se-quê-flakes-sem-açucar que não sabem a nada? Tenho 3 caixas lá em casa, a minha mãe abriu todas, não gosto! Nem a minha mana! Sabem mal.
-Pois sabem mal mas é o que podes comer!
-Não, eu posso comer de tudo! E se é bom coma-os...

Estão agora a pensar o que fiz, certo?
Se respondi, se a repreendi, se ralhei, se a mandei calar....
Sim, fiz...limitei-me a ouvi-la com muito orgulho, sentada como estava, a olhar para a minha guerreira, ela fala tão bem!
Disse tudo o que eu diria também!
Não foi mal educada, simplesmente vi a minha filha a reagir, de igual para igual, e soube-me pela vida!
De igual para igual não...ela soube dizer que não era diferente dos outros, demonstrou responsabilidade ao dizer que tudo pode ser medido e quantificável, e que está crescida, de forma direta, sincera e sem falta de educação...
E sim, sou uma mãe muito orgulhosa!
Foi obrigada a crescer aos três anos e meio, idade em que aprendeu a injectar-se sozinha, idade em que lhe foi roubada a inocência de poder comer um rebuçado sem ter que perguntar se podia.
Foi obrigada a crescer, a vida deu-lhe essa exigência, e é muito bom ver que ela se limitou a cumprir com o exigido.
Acima de tudo a vida permitiu que enquanto mãe pudesse aprender lições diariamente com ela, e afirmo com toda a certeza que há lições que só eu tenho esse privilégio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Auto-estima acima ou abaixo


(imagem da net)
Afinal isso de auto-estima é o que?
Estou a referir-me ao senso comum, não a definições de origem filosófica ou psicológica ou como queiram interpretar...senso comum, só.
Não é um somatório de varios factores que passam sempre pela aceitação, por gostarmos de ser como somos, o chamado amor próprio?
Gostando de mim como sou também sei que gosto de comunicar com os outros. Isso é bom, a meu ver, mas também pode ser menos bom quando conheço realidades de auto-estima tão diferentes da minha.
Infelizmente há muitas pessoas que...simplesmente não têm, não conhecem o que é gostar delas próprias. Chamo a isso alguma falta de respeito...não?
Submissas a tantas desconsiderações de todo e qualquer tipo, não se apercebem mas vão-se tornando desagradáveis, frias, distantes de afetos, de carinhos de toda a espécie...pessoas sofridas. Apetece dar-lhes a alcunha de “pessoas-tapete”.
Sim tapete! Afinal quem respeita os tapetes? Para que servenm mesmo? Para limpar os sapatos...ou não é?
Depois conheço algumas pessoas que se julgam ser autênticas divindades.
Auto-estima sempre em altas, donas sempre da razão, que ninguém ouse sequer contrariar que começam logo a fazer manobras com o nariz de tão empinado que fica. A estas apetece chamar de “pessoas-quase-Deus”, comportam-se como se fossem alguma divindade, tornam-se desagradáveis pela forma altruísta como falam e olham para os outros, algumas vezes até sinto vertingens pelos olhares de alto a baixo...
Sei, isto parece aquelas receitas culinárias em que começamos a ver os ingredientes e parece fácil e quando estamos a fazer a receita aparecem os utensílios xpto e as direcções certas para mexer com as temperaturas adequadas.
Mas sou apenas da humilde opinião que....nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Haja meio termo, e sim bom senso.
Muitas vezes temos sim que ceder, dar o braço a torcer, outras temos sim que nos afirmar porque se calhar até temos razão, se calhar até nos achamos injustiçados porque nos magoaram e temos que reagir, provando a nós próprios que sim existimos.
Mas...extremismos?
Faz-me confusão...sempre fez, e hoje lembrei-me disto porque convivo diariamente com dois extremos aqui descritos...uma realidade dá vontade de abanar e fazer acordar para a vida, tendo uns 15 anos a mais que eu, e outra dá vontade de virar costas e deixa-la falar sozinha, ou então dar-lhe uma revista qualquer de futilidades para ver se cala a matraca.
Não sou perfeita, nem quero!
Mas não sou nem nenhuma divindade nem nenhum tapete...só isso!
Ainda há pessoas que não sabem delas mesmas, não sabem quem são, não se dão a perceber porque....nem elas se percebem.

 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Upgrade cheio de tédio do meu dia de hoje

Tenho a dizer que isto anda tudo doido!
Ultimamente apanho os cromos todos na estrada. Acho que não me escapa mesmo nenhum. Eles andam em contramão, eles ultrapassam em frente e por cima das lombas junto das escolas e ainda apitam para as crianças sairem das passadeiras, eles metem-se à estrada à parvalhões e depois andam a contar os caracóis que acabaram de acordar, enfim para me tirarem do sério logo de manhã não há melhor.
Depois, e como tem sido hábito, antes da hora de entrar no trabalho já lá estou a preparar a reunião que ia começar.
Advogados para aqui, directores para ali, gerencia para acolá encontro-me concentrada e como nem ata nem desata começo a adiantar outras coisas quiça mais importantes.
Horas depois, já hora de almoço, dou por mim com um sono que nem queria acreditar naquilo.
Mas o dia ainda era uma linda e simpática criança e tinha muito para me manter acordada . Depois de outra reunião pude concluir que teria sido um belo dia para ter ficado em casa...
De novo na estrada dou conta de um jovem, a fugir para os seus cinquenta anos, numa rua escura que decide pedalar a sua bicicleta sem luz e quase cai em cima do meu carro. Vinha a dormir, tal não era a companhia que trazia. Afinal as cabras devem avisar "cuidado que aquela luz que vem em frente a ti é um belo por do sol, e tás a descansar, a levitar sobre os pedais, podes ir que dormir faz bem". Imagino que seja este discurso que uma valente cabra deve dizer a quem a transporta.
Depois disto sinto a pouca côr que possuo baixar o nível desde a minha testa até á ponta dos dedos.
Lá parei, abri o vidro e esperei que os tremeliques passassem....epá pensei que ia matando o homem!
Mas o relógio não pára e tinha reunião na escola da pequena-maior.
Finda a reunião olho para o relógio e tenho 10 minutos para mudar de roupa e calçado, fazer uma amostra de carrapito e rumar até à minha aula de dança.
Finalmente lá consigo esquecer tudo, só quando as pernas avisam "Oh Autora olha lá que isto não é assim, os teus 18 anos já lá vão" lembro-me que convém olhar de novo para o relógio do telemóvel. Três chamadas não atendidas. Pois é, esqueci-me de dizer à minha mãe quantas unidades de insulina a pequena-maior tinha que levar, fazer contas do que comeu.
Restam 20 minutos de aula.
Agora é que é!
Atenção que ainda dentro do carro aviso-me "Autora ve lá se não desatas a rir, fica tudo a olhar para ti e depois não consegues parar".
Pois, mas não me posso lembrar de tudo, e esta promessa vai por água a baixo quando aquela senhora que vai sempre de azul e fica no fundo da sala, estão a ver?, decide trocar os pés com os braços e em vez de estarmos a dançar e a fazer ginástica ela parecia estar a dançar a dança do ventre...epá não dá, juro que me portei bem, mas lá me deu um e único ataque de riso...até acabar a aula. Mas fiz tudo. Oh se fiz!
Não acredito que ainda estão aí a ler uma catrefada de parvoíces que nem a mim me convencem.
Pensando bem...não tinha mais nenhum tema para falar?
Se calhar tinha, se calhar tenho, se calhar...