Não faço balanços de fim de ano.
Já fiz, mas concluí que...apenas serviram para recordar situações menos boas, deve ser tendência normal, insitirmos no que nos fez sofrer, das pessoas que nos magoaram, nos momentos mais pesados ou nos dias menos coloridos.
Quero acreditar que o que passou, passou!
os momentos bons não carecem de reflexão porque estão sempre presentes, os menos bons quero deixá-los lá no ano que passou...
Este será o último post de 2011.
E é meu propósito desejar-vos tudo, mas tudo de bom.
Vem aí um ano novo, aproveitem isso e sejam cada dia mais felizes, vivam um dia de cada vez, dêm o vosso melhor enquanto profissionais, mães, pais, tios, tias, madrinhas, amigos, amigas, namorados, namoradas, em tudo!
Obrigada por estarem aí, não me canso de escrever que é muito bom saber-vos...aí!
Um bom ano!
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Sou lider...
(imagem da net)
...da minha vida.
Tenho objectivos, metas, sonhos até.
Tenho esperança, tento ter sempre pensamento positivo talvez porque acredite na máxima de que depois de um dia de tempestade vem outro cheio de raios de sol.
Tenho defeitos que conheço e outros que possivelmente desconheça.
Tenho algumas certezas, uma delas é que a consciência que me acompanha é incrivelmente limpa, e sabendo-me nesta certeza sei que não sou nenhuma super-mulher porque não uso capas, não uso máscaras.
Permito-me dar passos nisto que é a minha vida.
Permito-me tentar dar um para a frente e descobrir que afinal dei dois para trás, mas acima de tudo permito-me tentar, dar e...avançar, numa velocidade pequena para que não me volte a magoar, para que não volte a errar, para que não volte a cair.
Aprendi esta técnica dos passos depois de viver anos de forma estupidamente cobarde. Tinha medo. Muito medo. A minha segurança estava em ficar ali, parada, talvez à espera que aparecesse algum ovni e me desse luz.
Tal como numa peça de teatro há os actores mais inexperientes e receosos que optam por ficar mais resguardados por detrás da cortina ou até sentados na plateia, têm um dia que ganhar coragem e subir ao palco e serem actores principais. Têm o direito de serem vistos, têm o direito de brilhar!
Tal como considero o perdão um ato de força e mérito, considero a mentira uma arte! Quem vive nela, na mentira, é um verdadeiro artista!
Talvez por isso considere as palavras tão poderosas, afinal são bonitas quando ditas com coração e cruéis quando ditas com a razão.
E quando a razão fala alto....
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Eu sou (muito mais) Eu!
(imagem da net)
Também o faço, andei a “namorar” um vestido uns tempos e não nego que quando o fui buscar me senti bem, mas não saí de lá com nenhuma coroa na cabeça, não fiquei dona do mundo, não me senti nem sinto mais importante por ter algo que, por acaso, é muita giro!
Shame on me please...
Mas o que quero dizer é que conheço pessoas que só ligam mesmo ao consumismo, onde idealizam na cabeça delas próprias que o simples ato de comprar e ter é sinónimo de poder, de realização pessoal, que ainda lhes dá o direito de semear olhares e atitudes de superioridade.
Esta semana perguntaram-me se tinha recebido muitas prendas no Natal.
Não respondi mas mostrei isto.
Riram-se e de seguida informaram e mostraram a tecnologia de ponta que tinham recebido!
Mas o que quero dizer é que conheço pessoas que só ligam mesmo ao consumismo, onde idealizam na cabeça delas próprias que o simples ato de comprar e ter é sinónimo de poder, de realização pessoal, que ainda lhes dá o direito de semear olhares e atitudes de superioridade.
Esta semana perguntaram-me se tinha recebido muitas prendas no Natal.
Não respondi mas mostrei isto.
Riram-se e de seguida informaram e mostraram a tecnologia de ponta que tinham recebido!
Muito à frente...muito à frente...
Fiquei feliz, claro que sim, é bom ver um alguém que anda sempre triste feliz, nem que seja por um minuto durante o dia.
Obviamente que o que mostrei nem foi visto, e como tal horas depois pediram para que mostrasse o meu singelo presente.
Quando leram desabafaram “tens razão, nunca recebi uma prenda dessas”.
Curiosamente eu também nunca recebi uma prenda daquelas que tinham mostrado, mas para além de não precisar daquilo para nada na minha vida posso afirmar com muito orgulho que aquele post-it com erros, torto e tal não é único porque, lá está....tenho tantos!
Precisamos do que nos faz felizes, e para sermos felizes precisamos de afeto, atenção, amor, tudo o que ainda não tem preço!
Fiquei feliz, claro que sim, é bom ver um alguém que anda sempre triste feliz, nem que seja por um minuto durante o dia.
Obviamente que o que mostrei nem foi visto, e como tal horas depois pediram para que mostrasse o meu singelo presente.
Quando leram desabafaram “tens razão, nunca recebi uma prenda dessas”.
Curiosamente eu também nunca recebi uma prenda daquelas que tinham mostrado, mas para além de não precisar daquilo para nada na minha vida posso afirmar com muito orgulho que aquele post-it com erros, torto e tal não é único porque, lá está....tenho tantos!
Precisamos do que nos faz felizes, e para sermos felizes precisamos de afeto, atenção, amor, tudo o que ainda não tem preço!
E isso, o que me faz feliz, tenho às carradas felizmente!
Tenho para dar e tenho recebido.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Para ti eterna amiga
Estupidez a minha, vir aqui escrever, se já não me lês.
Mas vinhas!
Dizias que escrevia muito bem, e que "eu" era a tua companhia nessa solidão em que vivias.
Mas é que...quero pedir-te desculpa.
Por ter adiado esse café.
Por ter adiado visitar-te, agora que moravas pertinho.
Por não te ter apresentado as minhas pequenas.
Por não ter dado atenção ao que escreveste...escreveste que sentias que ias morrer, que não querias ir ao hospital porque sentias que a tua vida estava por um fio.
E eu? O que fiz?
Limitei-me a ralhar contigo, para que fosses rapidamente para o hospital.
Não fiz nada.
Nada.
Não me perdoo, não consigo.
Descansa agora amiga.
Desculpa...
Mas vinhas!
Dizias que escrevia muito bem, e que "eu" era a tua companhia nessa solidão em que vivias.
Mas é que...quero pedir-te desculpa.
Por ter adiado esse café.
Por ter adiado visitar-te, agora que moravas pertinho.
Por não te ter apresentado as minhas pequenas.
Por não ter dado atenção ao que escreveste...escreveste que sentias que ias morrer, que não querias ir ao hospital porque sentias que a tua vida estava por um fio.
E eu? O que fiz?
Limitei-me a ralhar contigo, para que fosses rapidamente para o hospital.
Não fiz nada.
Nada.
Não me perdoo, não consigo.
Descansa agora amiga.
Desculpa...
Da pequena-maior
-Olha mãe nem penses que vou cortar o cabelo!
-É só as pontinhas, não é muito.
-Não, não, não. Esquece tá?
-Mas já não tínhamos combinado isso?
-Tínhamos mas hoje disseram-me que eu estava muito parecida contigo e se corto o cabelo já não estou.
-É só as pontinhas, não é muito.
-Não, não, não. Esquece tá?
-Mas já não tínhamos combinado isso?
-Tínhamos mas hoje disseram-me que eu estava muito parecida contigo e se corto o cabelo já não estou.
Da pequena-mais-pequena
Enquanto passava a ferro ouvia a pequena-mais-pequena soltar uns graves e agudos ou algo parecido.
Pensei que estivesse a chorar já que ela estava no quarto.
Fui ter com ela, perguntei-lhe se estava a chorar, ao que responde:
-Não mãin, tô a cantái!
Pensei que estivesse a chorar já que ela estava no quarto.
Fui ter com ela, perguntei-lhe se estava a chorar, ao que responde:
-Não mãin, tô a cantái!
Sinceramente Autora, não se via logo que estava cantar?
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A melhor prenda
(Imagem da Autora)
Escrito num pequeno post-it...
Com um erro ortográfico...
Está torto....
Foi escrito pela pequena-maior, escondida de mim para que não visse, num jogo fantástico do faz-de-conta-que-não-estou-a-ver quando passava por ela.
Vinha embrulhado num pequeno envelope com desenhos de corações, assinado por ela.
Deu-me na noite de Natal quando chegamos a casa, já cansada que estava de tanta brincadeira e agitação, queria dar em segredo, era a prenda dela para mim.
Disse que não sabia se era assim que se escrevia amo-te, estava confusa, seria com "o" ou com "u"?
Chamou a irmã para que também desse a prenda, numa mão agarrava a mão da irmã e na outra segurava o embrulho.
Foi a melhor prenda que podia ter recebido.
É a melhor prenda que posso ter diariamente.
São elas que dão resposta a perguntas que faço naquelas dias menos fáceis em que me questiono de tantas dúvidas e receios, naqueles momentos em que insisto em duvidar no que poderia ser de melhor para elas, em que basta olhar para elas mesmo enquanto dormem para saber que sim, está tudo bem! Sim vai correr tudo bem! São elas que arrancam de mim tantos “Sim´s”, tantas certezas, tanta paz interior.
Paz interior...
São elas que me tornam a cada instante uma mãe cada vez mais deliciada, mais rendida ao amor incondicional, aquele que não tem começo nem fim, não tem espaço nem tempo, não tem restrições, não tem definição.

