São estas que prevalecem, que dão força para enfrentar dias como o de hoje.
São estas que têm que ser preservadas e alimentadas.
Alimentadas!
terça-feira, 20 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Coisas ou voltas ou...vida
Nunca fui de fazer grandes planos, talvez por ter apanhado grandes desilusões como qualquer pessoa.
Aos poucos fui perdendo "aquela" veia virada para a lua, apesar de sempre lutar pelo que queria.
E o que sempre quis?
Acho que o problema era esse...nunca quis nada demais.
Queria apenas viver o meu dia-a-dia, e sem me aperceber passaram-se anos assim, em banho maria comigo mesma.
Apesar de gostar de viajar adiei sempre fazer "aquela" viagem porque...
Apesar de gostar de cinema adiei sempre aquele novo filme porque...
Apesar de gostar de sair um bocadinho, fui adiando e ficando por casa porque...
Sempre tive muitos "porque´s", não os inventava, não me desculpava com eles, eram simplesmente todo o motivo para não pensar no que queria, no que me apetecia, porque...
Acho que fui egoísta durante décadas, por me ter esquecido de mim, por ter ignorado que existo, penso, sinto, sofro também.
Fui cobarde ao ponto de encontrar como escape dos meus problemas a resolução de outros problemas, assim que ultrapassava um arregaçava mangas para o próximo, e o próximo, acho que andei em piloto automático, dormia a pensar no mesmo, acordava a pensar como dar a volta à questão, ia trabalhar e muitas vezes até lá pensava como raio ia resolver fosse o que fosse?
O ponto maior desta atitude lastimosa foi aperceber-me, depois do dia de trabalho, do quanto custava voltar para casa.
Isto tudo porque a vida vai-nos mostrando que nada acontece por acaso, mesmo que essa lição seja demorada, talvez demore o tempo necessário para superar, para dar certezas do que nos faz bem ou do que simplesmente nos faz (sobre)viver.
Durante décadas perdi a minha essência.
Não me envergonho de o admitir.
Depois tive a confirmação do que já suspeitava...tenho os melhores amigos do mundo.
Sofriam comigo, alguns perguntaram-me algumas vezes onde raio estava o meu brilho, e isso doía, fazia-me pensar como é que vêm o que não vejo? Nunca me subestimaram, apenas estiveram sempre ali, ao lado, disponíveis, sem horários, para mim.
Eles sabem quem são, não é primaça?
Dizem que nunca é tarde, e não é mesmo, porque faz um ano este mês que decidi resgatar-me, mesmo sem redes, sem saber a profundidade desse mergulho.
É muito bom ter reencontrado a minha pessoa, gosto do que vejo em mim, do que sinto, e atualmente no que acredito.
Acredito...muito!
Aos poucos fui perdendo "aquela" veia virada para a lua, apesar de sempre lutar pelo que queria.
E o que sempre quis?
Acho que o problema era esse...nunca quis nada demais.
Queria apenas viver o meu dia-a-dia, e sem me aperceber passaram-se anos assim, em banho maria comigo mesma.
Apesar de gostar de viajar adiei sempre fazer "aquela" viagem porque...
Apesar de gostar de cinema adiei sempre aquele novo filme porque...
Apesar de gostar de sair um bocadinho, fui adiando e ficando por casa porque...
Sempre tive muitos "porque´s", não os inventava, não me desculpava com eles, eram simplesmente todo o motivo para não pensar no que queria, no que me apetecia, porque...
Acho que fui egoísta durante décadas, por me ter esquecido de mim, por ter ignorado que existo, penso, sinto, sofro também.
Fui cobarde ao ponto de encontrar como escape dos meus problemas a resolução de outros problemas, assim que ultrapassava um arregaçava mangas para o próximo, e o próximo, acho que andei em piloto automático, dormia a pensar no mesmo, acordava a pensar como dar a volta à questão, ia trabalhar e muitas vezes até lá pensava como raio ia resolver fosse o que fosse?
O ponto maior desta atitude lastimosa foi aperceber-me, depois do dia de trabalho, do quanto custava voltar para casa.
Isto tudo porque a vida vai-nos mostrando que nada acontece por acaso, mesmo que essa lição seja demorada, talvez demore o tempo necessário para superar, para dar certezas do que nos faz bem ou do que simplesmente nos faz (sobre)viver.
Durante décadas perdi a minha essência.
Não me envergonho de o admitir.
Depois tive a confirmação do que já suspeitava...tenho os melhores amigos do mundo.
Sofriam comigo, alguns perguntaram-me algumas vezes onde raio estava o meu brilho, e isso doía, fazia-me pensar como é que vêm o que não vejo? Nunca me subestimaram, apenas estiveram sempre ali, ao lado, disponíveis, sem horários, para mim.
Eles sabem quem são, não é primaça?
Dizem que nunca é tarde, e não é mesmo, porque faz um ano este mês que decidi resgatar-me, mesmo sem redes, sem saber a profundidade desse mergulho.
É muito bom ter reencontrado a minha pessoa, gosto do que vejo em mim, do que sinto, e atualmente no que acredito.
Acredito...muito!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Vocabulário "in"
Da pequena-maior:
Agora deu para usar o termo "sexy" assim como quem diz "bom dia".
Ontem perguntei-lhe se ela achava mesmo que aquelas calças eram para ser vestidas daquela maneira, com as dobras em baixo todas mal feitase ainda por cima sujas ao que responde "ya mãe é sexy".
Da pequena-mais-pequena:
A caminho dos seus 3 anosestou mesmo a ficar velha caduca possa...agora deu para dizer feio quando não lhe agrada qualquer coisa.
Por exemplo se a chávena tem só leite é feio porque não tem chocolate.
Para o que gosta diz que é fofo!
Então fiquei a saber que o champô novo tem um cheiro...fofo!
Agora deu para usar o termo "sexy" assim como quem diz "bom dia".
Ontem perguntei-lhe se ela achava mesmo que aquelas calças eram para ser vestidas daquela maneira, com as dobras em baixo todas mal feitas
Da pequena-mais-pequena:
A caminho dos seus 3 anos
Por exemplo se a chávena tem só leite é feio porque não tem chocolate.
Para o que gosta diz que é fofo!
Então fiquei a saber que o champô novo tem um cheiro...fofo!
O que aprendo lá por casa...
quarta-feira, 14 de março de 2012
Eu acredito
(imagem da net)
"Este homem é perigoso - ele acredita no que diz" (Joseph Coebbels)
Acredito, ainda, em pessoas.
Talvez porque acredito em mim.
Acredito quando ignoro vozes que ecoam pessimismos, e em vez de as sustentar simplesmente as elimino dos ouvidos.
Porque acredito no que me conto.
Acredito quando sinto que algo vai correr bem, que vou estar á altura de um novo desafio, que vou sustentar com otimismo uma nova fase.
Não é esperança, é confiança!
É o bálsamo para os dias cheios de dúvidas ou tristes.
Acredito nos rumos que escolho, ou objectivos que traço, mesmo que possa sentir receio de avançar.
Se o receio persistir ouço-me outra vez, é como um puzzle, se não encaixa à primeira não devemos desistir, talvez seja melhor nessa altura verificar se é mesmo aquele padrão, se calhar vimos mal a côr, se calhar aquela não é a peça para aquele lugar.
Comparo esta necessidade /receio de novos passos a uma criança que comece a andar.
Primeiro sente-se protegida agarrada à mão de onde sente que está segura, depois atreve-se e dá sozinha o primeiro passo, e mesmo que se desequilibre volta a tentar, até que vai dar o segundo, depois terceiro, quarto até que começa a andar sozinha, mesmo que tenha caído algumas vezes.
Com o que acredito é o mesmo.
Sabendo o rumo que quero atrevo-me aos primeiros ou vigésimos passos.
Sei que posso cair mas também sei que logo de seguida volto a tentar, talvez com outra rota traçada mas sempre com a finalidade de chegar lá...onde quero.
Sei sim.
Porque acredito em mim...
terça-feira, 13 de março de 2012
Pensamentos avulsos
(imagem da net)
Dei por mim a pensar
Acompanhem-me um bocadinho...
Se vivermos muito ligados ao presente, ao hoje, não o fazemos de modo eficaz pois não?
Se vivermos focados no futuro, idealizado ou esperado, vivemos preocupados, talvez impacientes em busca do que há-de vir, não desfrutamos o presente e vamos em passo de corrida, acabando por não viver o dia de hoje, certamente muitas partes do dia serão substituídas por essa pressa.
Não vou entrar em detalhes do frustrante que é viver aprisionado a um passado...não mesmo.
Deve haver equilíbrio não é?
Sabermos medir no hoje o que devemos pensar para esse futuro.
Sendo o passado isso mesmo...passado, e o futuro algo tão inatingível, o presente é o nosso real!
É palpável, é agora, é hoje!
Engraçado
segunda-feira, 12 de março de 2012
Diz...
(imagem da net)
...há dias que gostava de ser capaz de dizer tanta coisa.
Apesar de não esconder o que sinto há cantinhos ainda muito recolhidos, talvez adormecidos, porque sim...assim tem que ser.
Mas custa tanto não poder dizer o que...sinto!




