quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

E pronto!

Cláudia Vieira foi votada a mulher portuguesa com mais estilo, a que se vestiu melhor em 2012.
Digam lá de vossa justiça....não estamos todos muito mais felizes?
Não temos agora a vida muito mais facilitada?
Hum?
Bem me parecia....

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Pós-Natal

Depois de mais um Natal que espero que tenha sido bom para todos, eis-me com as energias renovadas, e com o meu blog disponível para toda a gente ver, os queridos, os intrusos, os cuscos e também todos os seres dementes deste mundo virtual!
Prevalecem todos os queridos, são tantos!!!!!
Até já :)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sobre esta época festiva


Tenho saudades do tempo em que o Natal significava "aquilo".
"Aquilo" sabem?
Alguma magia no ar, aquela mistura de felicidade por ter a família junta, aquele frenesim do corre-corre para que tudo fosse perfeito.
Para mim é mais um Natal.
"Isto" é bonito pelas pequenas, mentiria se dissesse que nada significa.
Claro que significa!
Aqueles minutos só meus, onde preparo a suposta visita do Pai Natal enquanto dormem, esses minutos são mágicos, há "aquele" encantamento, sorrio sozinha enquanto espalho as migalhas pela sala, enquanto lambuzo o copo com os restos do leite, sorrio enquanto ponho os presentes à vista delas, e adormeço a sorrir só de imaginar a cara daquelas duas horas mais tarde.
Mas "aquilo" que significa, para mim, o Natal... não sinto.
Não consigo.
A vida ensinou-me a seguir em frente, e eu como boa aluna destas lições que ela dá segui.
Nem temos alternativa....seguir, para a frente, à velocidade que for, basta apenas seguir.
Mas transporto vazios.
Va-zi-os.
Falta-me a minha pequena-anjo.
Falta-me o meu avô passarinho.
Falta-me ainda o que acredito ser possível um dia.
Um dia....viverei o Natal com aquele espírito.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dizem...





...que conhecemos quem temos ao nosso lado quando as tormentas aparecem!
Quando o mundo nos foge.
Quando o tapete nos escapa.
Não deixo de concordar, em parte apenas...
Considero muito mais importante saber que tenho ao lado pessoas que festejam os meus sucessos, as minhas vitórias, sejam de que tamanho forem.
Essas sim são as pessoas que valorizo, que dou de mim o que tenho.
Felizmente....dou tanto!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Que saudades vossas

Não tenho escrito, não por falta de vontade, apenas porque precisei destes meses para me situar.
Não imaginam a falta que me faz escrever, e seguir os vossos blogs.
Não imaginam a falta que sinto dos vossos comentários, da vossa presença.
Presença!
É bom estar de volta.
Até já...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sou



Sou uma mistura de inatamente despistada mas sensivelmente atenta.
Vejo as coisas como são e isso permite-me distinguir o que carece de preocupação e o que poderá ser desculpado ou até esquecido.
Desenvolvi um lado sensível qualquer, não sei bem onde, que me permite distinguir o que vale ser chorado ou lamentado ou festejado, ou muitas vezes o que faz manter-me assim...de pé! Erguida!
Tenho momentos que também bloqueio, em que parece que fico inerte ao que me rodeia, mas tento ver a luz que indica a saída, ergo-me o mais rápido possível e lá vou eu de novo...por vezes vou de pé, outras vou meio a tropeçar mas até ver nunca rastejei.
Até ver...
Já repararam que a sociedade nos prepara desde cedo para o título “ser alguém”?
Mas a sociedade não nos ensina a lidar com as nossas dores pois não?
A sociedade não nos prepara para o que não é aceite, para o que não se entende e muito menos para o que não se respeita.
O nosso estado civil também não é preparado, é sim idealizado, casamentos são de sonho e associamos logo à Santíssima Trindade, à moral, ao aparecer nessa sociedade com esse título.
Um divórcio hoje em dia é uma estatística, cada novo caso representa mais um número estatístico, e aí sim a sociedade preocupa-se....sinal de crise social, qual crime é tão valorizado?
Um aborto feito como método contraceptivo é visto como normal, não fosse legalizado e usado vezes e vezes seguidas, o que importa para a sociedade são os estudos estatísticos que indicam que o número de crianças é menor, que não há nascimentos, que somos cada vez mais uma sociedade de idosos, ninguém se lembra que com 10 semanas não se trata de um feto mas de uma vida, que não pediu a ninguém para ser gerado, que tem um minúsculo coração que bate, que tem vida, vida, vida! É mais fácil para esta sociedade desculpar estes crimes com a frase cliché “antes assim do que vir para o mundo para sofrer”.
Porque sim...é crime.
O desemprego que cada vez mais é uma realidade também é preocupante, porque estatisticamente falando os licenciados quando saem das universidades não são alminhas humildes para fazer qualquer coisa, não!
Um licenciado é um supra-sumo, um verdadeiro mestre dos livros que andou a comer durante anos a chular propinas que os papás andaram a pagar, vão agora atender um telefone ou fazer arquivo para ganhar pouco mais que o ordenado mínimo?
Desemprego é a solução, e a sociedade está habituada a esta palavra, havendo obviamente excepções à maioria das regras.
A crise também é palavra do dia nisto que é a nossa sociedade.
É a crise!
A sociedade influencia todos mas não prepara ninguém para o estado de espírito!
Esse sim é importante!
A forma como encaramos os dias, como vivemos a nossa vida, os nossos desafios, isso sim faz o nosso destino, o nosso estado!
E o meu destino faço-o diariamente....
Hoje oficilizei isto que é deixar de ser uma estatística saudável da sociedade, que mudei de título no estado civil para um novo estado de espírito.
O meu estado civil a partir de hoje é “FELIZ”.
Hoje...dei por terminada a minha amputação de sonhos.

sábado, 9 de junho de 2012

Já?

Já vos aconteceu querer dizer tanta coisa e não saber por onde começar?
Ou descrever o que vos vai aí na alma e também não saberem por onde começar?
Isso.
Tenho sentido a vossa falta, agora com acessos "condicionados" fica mais difícil aqui, não fosse eu capaz de me colocar no vosso lado sempre que acesso a um blog com passwords...é uma seca!
Mas quis muito recuperar este tão meu blog.
É parte de mim...
Agradeço a vossa compreensão, e sabem uma coisa?
Gosto-vos!!!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sou a Autora, muito prazer!

(imagem da net)

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”

Ao contrário desta frase...sei dizer quem sou.
Cada vez mais sei quem sou, o que sou, o que quero ainda ser.
Assim como sei o que me limita, o que me fortalece.
Não quero justificações para este fantástico facto...sei e ponto.
Também não tenho medo de falar.
Tenho esta capacidade....falar!
Seja rapidamente, seja lentamente, falo o que sinto, exprimo o que penso, ou será falo o que penso e exprimo o que sinto?
Eu, Autora de Sonhos, sou acima de tudo a Autora da minha vida, com sonhos nuns dias, pesadelos noutros, havendo dias em que poderia perfeitamente chamar-me a Autora-que-pensa-que-é-boa.
Pois de facto não penso, sou mesmo.
Sou boa nisto que é chamado o “saber escutar-me”, o “saber interiorizar-me”, sou mestre nisto de “viver a minha vida” com o lado direito do cérebro vocacionado para o coração, e o lado esquerdo do cérebro direcionado para a razão, bom senso, e saber estar.
Saber estar.
Este é o post do ano!
Não será o último, mas talvez seja o post em que me revelo, e lá se vão os créditos dos caríssimos leitores, porque hoje fica aqui registada a minha falta de modéstia, a minha ignorância nisto de ser hipócrita, onde vou agora escrever também que digo a bom tom que sim gosto muito de mim, sim orgulho-me muito de mim em tudo o que faço, sim aprendo muito com os erros que lá vou fazendo nesta por vezes puta de vida, que não deposito frustações minhas em terceiros, talvez porque não sofro de TPM´s nem carências de qualquer tipo de natureza porque ando ocupada, sou ocupada nisto que é a MINHA vida, onde me entrego de corpo e alma ao que é meu, ao meu sangue, ao meu coração, à minha consciência.
Consciência...esta companheira tão fiel que me acompanhada diariamente para todo o lado.
Hoje fica aqui registado que esta sou eu!

"Não pareço, eu sou”

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resposta de uma Insensível



O lançamento de balões na Marinha Grande foi um evento da Artémis.
No facebook a associação criou eventos públicos para cada cidade que se fez representar por alguém.
Também tive o “meu” evento....público, daí ter ficado em estado possesso quando hoje de manhã vi o que ontem à noite escreveram, anexando esta notícia de 2008, bastante atual portanto:

"Partilho da vossa dor e sei como custa um dia como o de hoje em que poderíamos ter a nossa estrelinha a crescer dentro de nós.
 Acabo de ter conhecimento da iniciativa da largada de balões que pelo simbolismo é muito bonita mas que não nos apaga a dor e só tem como consequência aumentar a poluição ambiental.
 Podem estar contra a minha opinião mas é de lamentar que alguém se lembre de promover uma iniciativa como esta.
Existem outras formas menos lesivas de prestarmos homenagem às nossas perdas e dores...
.”

Para que se conste, não sou nem cientista, nem bióloga marinha, sou apenas e só uma cidadã que tenta ao máximo estar em dia com o que a rodeia.
Ou será uma burra?
Acerca e sobre balões, os utilizados em largadas são em latéx.
Limitadazinha como sou de cérebro faz-me saber que o látex é biodegradável, e que quando cheios de hélio, sobem não sei quantos kilómetros e chegam a uma altura que, com o frio, rebentam, dividindo-se em muitas partes, que voltam à terra onde se degradam.
De-gra-dam.
Quanto ao hélio, faz parte do composto do ar.
Respondendo ao que me foi dirigido só tenho a agradecer o facto de esta pessoa em questão não ter aderido ao evento, e dizer que lamentável é haver estas preocupações com o balão e com o hélio quando se está rodeado por criminosos de toda a espécie, violadores, assassinos....o raio que os parta a todos.
Agora insinuarem que estou incluída nessa espécie e sou lamentável, tenho a informar que não diz, sugiro que o faça frente ao espelho ou junto de quem lhe fez as orelhas ou amostra de cérebro.
Mas partilho da opinião de que “Existem outras formas menos lesivas de prestarmos homenagem às nossas perdas e dores”, uma delas é não ter que levar com ignorantes.

E por falar em golfinhos...não se preocupe, os que existem lá no lago da Marinha Grande estavam de fim-de-semana na Ribeira dos Milagres, onde a poluição é uma realidade vergonhosa e pessoas como voçê não se preocupam porque não vos convém, logo não foram incomodados nem mortos com os meus balões.
Bem haja!

domingo, 6 de maio de 2012

Muito Obrigada!!!


Não me canso de escrever o quanto sou sortuda.
Hoje, neste dia de lançamento de balões, onde 39 balões voaram em homenagem a bebés que partiram cedo demais, fui presenciada por visitas inesperadas.
Dados os vários motivos de cada uma delas, não estava a contar com a presença delas.
Adoro surpresas, e adorei o abraço apertadinho da Giraça-mais-giraça da blogosfera, a ternura e carinho tão fiel da minha primaça mais linda do mundo e arredores e da sua mãe, da voluntária mais querida do distrito que tanto me ajudou há anos numa campanha de sensibilização e tem sido incansável em mimar-me, de uma amiga fiel que foi ajudar-me com o enchimento de balões, e com a presença do meu mundo...um Deserto fantástico que me enche de vida.
Muito obrigada.
Vou ali...limpar umas pequenas gotas de água que teimam em cair dos olhos....

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia da Mãe - Artémis


(imagem da net)


Como publiquei aqui  este ano vai ser a 2ª presença do Distrito de leiria.
O ano passado, primeiro ano, a aderência foi pouca.
Balanço positivo pela cumplicidade entre as pessoas que participaram e viram 11 balões voar pelos céus, no meio de alguma chuva que se fez sentir.
Este ano, assim que fiquei com esta responsabilidade novamente veio o receio, afinal tinha como base de comparação o ano anterior, queria pelo menos os mesmos balões.
Pode parecer contra-senso....se por um lado poucos balões significam poucas perdas então podemos associar o contrário também, muitos balões podem significar mais perdas, o que é uma realidade má.
Mas não é por aí que se deve pensar.
A verdade é cruel mesmo, e sim diariamente há mulheres a passarem por uma morte fetal, em que estágio da gravidez for, mas o que quero interpretar é que este ano há mais pessoas a quererem participar, e é aqui que fico com a sensação de bem estar, ou dever cumprido.
Muitas pessoas vão participar pela primeira vez e vão recordar décadas, e têm desabafado comigo isso mesmo, que em décadas estiveram em silêncio, não queriam falar nem lhes era dada essa oportunidade.
O tabu ainda existe...bebé que não chega a nascer não existiu.
Ponto.
Foge-se do tema, por vezes até das pessoas.
Não se sabe o que se dizer.
A aderência da comunidade faz com que a missão da Associação Projeto Artémis esteja ser bem cumprida....quebrar o tabu do silêncio.
Cada passo dado neste sentido marca a diferença, e este dia 6 de Maio vai ser mais um pequeno-grande passo.
Sinto-me muito grata por poder representar a Artémis, apesar de ser a cidade com menos inscrições é uma grande vitória.
É com muito orgulho que hoje, 2 de Maio, tenho confirmados 24 balões.
É com muita esperança que espero a aderência de mais pessoas.
É com muita gratidão que o faço, que dou a cara por quem me ajudou, por quem me mostrou que não sou a única mãe a quem foi amputado metade de si....porque isso nunca vai mudar, o que muda diariamente é a forma como vejo essa falta de membros...a Matilde é minha filha, e sempre será.
Onde quer que esteja quero que sinta que em forma de amor e respeito por ela posso ajudar outras mães.
Dia 6...balões brancos, rosa e azuis vão simbolizar essa eterna presença, nem que seja numa distãncia daqui até ao céu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Duas versões de uma casa...a minha




Versão 1
Começa cedo, por vezes ainda não há luz do dia.
Cobertores no chão.
Sofá minado de bonecas, ganchichos das princesas-nã-sei-das-quantas, molinhas para as bonecas que ainda têm um bocado de cabelo, cestos da roupa a fazerem de automóveis, a pequena-maior é a condutora e lá empurra a pequena-mais-pequena que ainda cabe dentro de cesto.
O chão da casa é uma mistura de brinquedos com livros e aguarelas que insistem em pintar o chão de outra cor.
Antes de ir ao wc tenho que fechar os olhos primeiro.
Quando os abro fico dividida entre uma pequena-grande vontade de ralhar com elas com a vontade de rir, quando me explicam a sanita assim pintadinha com vernizes é a sanita das princesas!
E os sapatos da mãe fora do sítio´são justificados pelo baile que vai haver entre princesas.
Quando consigo po-las a dormir a sesta aproveito e lá vou transformar a sanita de princesas numa dita normal, assim como o chão, assim como tudo o que consiga fazer enquanto dormem.
Se acabar as minhas tarefas de empregada de um castelo encantado, deito-me ao pé delas enquanto mexo no comando da tv à caça de qualquer série que goste de ver.
Boa....tá a dar, vou conseguir ver este episódio!
Enconsto-me no sofá enquanto suspiro....ao mesmo tempo que a pequena-maior acorda e pergunta se já é hora de lanche.

Versão 2
Sala com livre trânsito, sendo possível circular-se sem tropeçar em qualquer objecto digno de qualquer princesa.
Sofá aparentemente inteiro.
Silêncio e arrumação.
Esta versão tem uma duração aproximada de 10 horas, intervalo de tempo que vai entre o adormecer e o acordar delas.
É uma versão necessária em qualquer casa, mas confesso que...assim que a versão 1 começa a acontecer tudo tem mais sentido.

Por falar em sentido, vou só ali....tenho um iogurte líquido a gritar em cima do tapete e meio kilo de migalhas a suplicarem para serem aspiradas no sofá.

domingo, 29 de abril de 2012

Sorrir


...perdemos demasiado tempo a analisar o que nos rodeia.
A rotular os outros.
Com as histórias de troikas e de vendavais políticos até ao desemprego vamos vendo, diariamente, pessoas tristes, chateadas com a vida, impacientes.
Não julgo nem opino sobre o que não sei, mas sabendo e conhecendo essa realidade dou por mim e por vezes sinto-me uma ET, por aí...
As pessoas julgam sorrisos, como se fosse proibido rir, como se rir fosse uma tragédia, ninguém tem motivos para rir!
Noto isso todos os dias, desde a ida ao café até ao passeio que possa fazer para queimar a hora de almoço, e ultimamente nesses pequenos passeios tenho-me cruzado com uma mulher que tem problemas em andar. Os movimentos das pernas são descontrolados e apoia-se no carro de compras para caminhar.
A última vez que a vi estava a sair do carro e começou a andar sozinha. Quando se apercebeu que não conseguia mais sentou-se.
Não quis mostrar algo que não estava sentir, não quis que pensasse que estava com pena dela, na verdade o que sinto por aquela desconhecida é admiração. Aproximei-me dela e sentei-me ao seu lado. Sorrimos uma para a outra e ela disse "andar cansa, mas não andar deve cansar mais".
Sem dúvida...os problemas existem de todas as naturezas, podem deixar-nos tristes, mas nunca devem impedir sorrisos, afinal são os sorrisos que mostram que somos mais fortes.
São os sorrisos que nos fazem fortes!
Se uma pessoa mal humurada consegue espalhar mau humor....a bem humurada espalha alegria e força muito melhor, e à mesma velocidade!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma questão de número



"E eu acho que cansei de sempre ter tudo pela metade. Amor pela metade, felicidade pela metade, amizades pela metade, e até mesmo pessoas pela metade (afinal de que adianta o corpo, se o coração não está lá?). Cansei de ser sempre a segunda opção, de correr atrás de quem nunca sentiria minha falta, de me importar mais com os outros do que comigo mesma. Cansei de ser a garota boa; aquela que sempre vai aceitar tudo, escutar tudo, estar lá para tudo, e que sempre, sempre, sempre, está bem. Cansei de não querer magoar as pessoas quando todo mundo me magoa, cansei de sentir medo e não falar. Cansei de ser boba, cansei de abaixar a cabeça e, principalmente, cansei de aguentar tudo calada. Cansei de nunca cansar. Cansei de falar “não se preocupe, eu vou ficar bem”. Cansei de mentiras, cansei de mágoas, cansei da minha vida.” (Letícia Sales)




Já vivi por metades.
Já respirei pela metade.
Já acreditei que nunca iria sentir-me de outra forma senão dessa: uma metade.
Já temi a procura das metades que me faltavam.
Já contabilizei esses anos de metades, subtraí o que perdi, o que abdiquei, o que deixei de viver.
Já pesei essas anulações com as potenciais somas que podia ainda viver, cheguei a multiplicar e o resultado obtido foi um vasto número de possibilidades.
Concluí que matematicamente pensando não ia utilizar a divisão, preferi a multiplicação com todas as tabuadas que existem, e as somas que possa ainda fazer.
Descobri esta tendência para a matemática quando dei conta que sou o número 1, depois de tanto tempo a ver-me como um zero.
Também já fui o dois muitas vezes.
E o três.
Até o quatro!
O um estava ocupado com os outros, sempre os outros, e depois dos outros vinham outros outros.
Eu aparecia, de vez em quando, quando tinha tempo para mim, ou quando me lembrava que fazia parte deste mundo.
Destas contas feitas concluí que isso ajudou-me nalguma coisa, tenho essa certeza.
Mas a certeza que tenho agora é que é muito bom ser o número um.
Respirar por inteiro.
Ser por inteiro.
Acreditar por inteiro, mesmo que seja ainda com muitas metades.
Cansar do que cansa permite não cansar do que se quer.
E quando quero...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Escrever...


(imagem da net)

Quando dou conta das visitas ao meu blog fico mentalmente parada.
Vi que passaram das 70.000 visitas.
Sei, o que é que isso importa?
Para mim importa tudo.
Não escrevo com regras, acredito que existam regras na escrita, por vezes até acho que escrever sobre nós próprios se pode revelar algo de egocêntrico, ou ser interpretado como uma vaidade qualquer, afinal é em torno do nosso umbigo, eu, eu, eu....
Corro esse risco, no entanto o que sinto é que quem me lê não o faz pelo facto de escrever bem mas porque o que escrevo se encaixa com o que pensam ou sentem, deve haver qualquer coisa em qualquer post com a quel se identifiquem, e isso chega para que me sinta mais e mais motivada a escrever.
Quem não conhece nem sabe da existência de blogs não tem noção do quanto é uma terapia....escrever!
Seja uma atitude altruísta ou não todos temos necessidade de nos recolhermos mas de nos expressarmos.
Expressar o que pensamos, o que sentimos, o que tememos, o que nos faz feliz é um direito, e no blog há a vantagem de só ler quem quiser, e quem escreve liberta o pensamento, no fundo é um momento de reflexão.
Escrever permite-me arrumar em pequenas caixas os pensamentos.
É como arrumar qualquer divisão, só que os objetos são os pensamentos e a mente é a divisão, e o simples ato de escrever é organizar, a profundidade da limpeza depende da quantidade de pó e lixo que tenho que deitar fora.
Quando se termina a limpeza de uma divisão ficamos com a sensação de espaço, de ar puro.
Com a nossa mente é igual.
Gosto de escrever, é um momento de prazer que tenho sempre que carrego nas teclas para expressar qualquer teoria com ou sem lógica, ou com ou sem teoria alguma, e a melhor recompensa que tenho é sentir que muitas vezes consigo ser util para alguém, basta ler os comentários ou a caixa de e-mail.
Noutro dia li um artigo onde dizia que escrever dá trabalho e que quem pensa o contrário ou mente ou não é escritor.
Pois lamento discordar, mas não sendo nem mentirosa nem escritora nunca senti essa carga de trabalho por escrever com coração, com alma, com o que sou de bom ou de nem por isso.
Escrevo porque gosto.
É um direito como qualquer outro.
Obrigada pela vossa assídua companhia, são voçês que me inspiram e me dão força para continuar a escrever sem regras, sem etiquetas, no entanto o que lerem é escrito com sinceridade, humildade e muita vontade de continuar a merecer a vossa visita e comentários.

sábado, 21 de abril de 2012

Eu...


Coloquei ontem esta imagem/mensagem no mural do meu facebook.
Por norma coloco "coisas" com as quais me identifico, muitas vezes é como se estivesse a ler exatamente o que penso, como penso, e que me lembre nunca o fiz para atingir terceiros.
Esta mensagem é a "minha" cara.
Não tenho inimigos, posso ter pessoas que neste momento da minha vida não me desejem propriamente "coisas" boas, sei disso e quem são, mas por defeito e que tenha conhecimento não sou pessoa de ter inimigos.
Mas sei de algumas pessoas que me invejam, umas desde sempre outras que vão aparecendo.
A inveja que falo não é em bens materiais, a não ser pela fama que sempre me acompanhou neste campo com a qual sempre sobrevivi, mas como cada um sabe de si sei que não sou, nunca fui afortunada em nada, prova disso é o facto de trabalhar desde muito cedo para ajudar os meus pais enquanto as amigas de escola e de vida gozavam férias de verão, dormiam até tarde e se divertiam.
Agradeço aos meus pais tudo isto, sou o que sou hoje de bem comigo graças aos padrões de vida que fui conhecendo, o que também permitiu que pudesse terminar o curso superior ao mesmo tempo que trabalhava, como sabem nem sempre se fazem algumas disciplinas à primeira.
Não gosto, admito, que me invejem, talvez por não invejar ninguém.
Cada um é como é, se tem é porque lhe pertence, se não tem é porque o pode ter um dia...acima de tudo ninguém tem nada a ver, muito menos a invejar.
Voltando aqui à imagem, e como já disse, retrato-me no escrito....até porque ainda não fiz nem um terço do que sei que sou capaz.
Do que sei!
E sim...quem quiser que me supere!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Obrigada

Aos meus amigos.
Por me conhecerem tão bem, e não valer de nada dizer que estou bem quando dizem que a voz não é  "a minha".
Por insistirem em dizer que...estão aqui.
Por marcarem presença assídua na minha vida.
Hoje tive um abraço inesperado, no local de trabalho, seguido de um telefonema que me emocionou muito.
Espero nunca desiludir....obrigada!
E todos voçês, que me conhecem entre monitores...o meu muito obrigada também!
Repito o que escrevi vezes sem conta....admiro a vossa paciência!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Descobri...

...que sendo imperfeita como sei que sou tenho muito por aprender.
Mas hoje descobri que sei que vou ser sempre assim...imperfeitamente forte.

terça-feira, 17 de abril de 2012


Nem sempre se consegue controlar o pensamento.
Durante o dia podemos até pensar nessa hipótese, mas nem sempre se consegue.
Mas durante a noite esta dificuldade é maior.
Esta noite sonhei com o que me preocupa, com o que tem ocupado a minha cabeça, por mais que tente não pensar, por mais que tente e queira acreditar que é uma rotina....não consigo.
Deveria ter escrito isto aqui, onde partilho dúvidas, experiências, desabafos e vitórias, aqueles pequenos nadas que para mim são muito, e muitas vezes são tudo, mas preferi escrever aqui.
Detesto mentiras, omissões, e não o faço para comigo também.
Sinto-me sufocada.
Sinto-me triste.
Sinto-me sozinha nesta realidade.
Sinto-me 5000% responsável pela saúde dela, e estando descompensada culpo-me por isso.
Sinto-me uma mãe de merda.
Sinto-me...assim!
Se me perguntarem se isto que acabei de escrever é verdade, é sim, tudo à exceção de ser uma má mãe, sei que não sou, sei que dou o meu melhor, por saber isso é que fico com esta sensação de obrigação de fazer o melhor, o melhor, o melhor.
Amanhã saberei onde melhorar, junto de quem sabe.
Hoje só sei que as pequenas podem sempre contar comigo.
Pelo menos comigo...